COMIDINHAS

"Estou atolada até o pescoço", diz cozinheira da coxinha gigante

Responsável pelos salgados da Panetteria ZN, Maria das Neves Quirino diz que sua vida mudou depois que as vendas do quitute estouraram

Por: Saulo Yassuda - Atualizado em

Maria das Neves - Panetteria ZN
Maria das Neves Quirino, cozinheira da Panetteria ZN (Foto: Divulgação)

A "salgadeira" Maria das Neves Quirino passou a madrugada de quinta (6) para sexta (7) moldando supercoxinhas, salgado que se tornou um hit na Panetteria ZN, no Imirim.

Até o fim de fevereiro, o indivíduo que for capaz de comer o salgado em dez minutos não paga pelo quitute (R$ 32,90 o quilo). A coxinha de frango com catupiry tamanho família alimenta até quatro pessoas, nas contas da padaria (o peso aproximado é de 1 quilo). Até a tarde desta sexta (7), onze glutões haviam vencido o desafio lançado há dois dias.

Funcionária do estabelecimento há três anos, Maria das Neves é viúva e mora com a filha na Parada de Taipas, bairro da Zona Norte da cidade. Ela diz que sua vida mudou depois que as vendas da coxinha estouraram e conta que a supercoxinha não tem segredo para ser feita. Leia entrevista abaixo.

Supercoxinha - Panetteria ZN
As três versões de coxinha vendidas na Panetteria ZN (Foto: Divulgação)

A senhora está trabalhando muito? Estou atolada até o pescoço! Minha vida mudou muito, né? A coxinha está vendendo e estou trabalhando muito mais, até à noite, por causa da coxinha.

Qual o horário da senhora? O normal é das 6h às 14h, mas esta noite trabalhei a madrugada toda. Nem dormi ainda. Eu tinha voltado para casa, mas aí as coxinhas acabaram, e o menino da padaria foi me buscar para eu fazer mais. Tinha cliente esperando de madrugada eu chegar para comer a coxinha!

Vão te pagar mais? Vão, sim. Eu dobrei meu expediente. 

A senhora produz tudo sozinha? Um funcionário faz a massa e eu moldo, mas essa noite eu que fiz tudo. Meu ajudante não consegue montar o salgado grande.

E como vai ser seu expediente hoje? Vou embora às 14h para casa tomar um banho, dormir, descansar e depois voltar à padaria. Sábado e domingo eu vou trabalhar. 

Como surgiu a ideia da supercoxinha? A gente fez uma brincadeira, né?  O Wanderley [de Souza, gerente] perguntou: "Você consegue fazer uma coxinha grande para tirar foto?". Então eu fiz. A gente tirou a foto colocou no Orkut [Facebook] dele. No começo deu pouca mídia, mas agora estourou.

Qual o segredo do salgado? Não tem, a fritura é a mesma. Mas tem que ter habilidade para fazer, senão estoura. A primeira vez que fiz, demorei um pouquinho mais, mas agora tenho prática. Faço rapidinho, em cinco minutos. Esta noite, fiz cem.

A senhora comeu a coxinha? Não, quem faz não gosta de comer salgado. Eu só gosto da pequenininha. Mas gosto mesmo é de bolinho de queijo.

Nem durante a madrugada deu vontade? Não, tomei só café e comi um pãozinho de queijo.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO