Esporte

Corridas de rua para ir com as crianças

Saiba como preparar os pequenos para correr as maratonas temáticas que ocorrem na cidade até dezembro

Por: Marcus Oliveira - Atualizado em

São Silvestrinha - Corrida de Rua - Crianças - 2286
São Silvestrinha: dezenove anos de tradição (Foto: Divulgação)

Não é novidade que as corridas de rua em São Paulo atraem cada vez mais adeptos e têm incentivado muitas pessoas a completar seus primeiros trajetos. Sejam elas nas provas mais curtas, que vão de 5 a 10 quilômetros, ou até mesmo nas maratonas de revezamento, que chegam a bater os 40 000 metros.

Tanta demanda fez as empresas que organizam os circuitos criarem novos segmentos, buscando atrair as famílias. Sendo assim, nascem as corridas temáticas dedicadas aos pequenos.

A Disney Magic Run, por exemplo, que rolou no dia 1º de setembro, reuniu mais de 12 000 corredores ao lado de personagens como Mickey, Minnie e Pluto durante o trajeto.

+ Confira um calendário com as corridas de rua em 2013

Outros títulos bem procurados e que já se tornaram eventos tradicionais no calendário da cidade são a Mundo Kids, que rolou no último dia 12 de outubro, no Dia da Criança, com 3 000 vagas para pequenos de 2 a 12 anos, e a São Silvestinha, que ocorre no dia 28 de dezembro.

Antes de inscrever os pequenos nessas mini-maratonas é preciso se atentar a detalhes como a distância e as condições de saúde da criança, pois alguns trajetos podem ser considerados pesados para eles. A maioria das provas infantis cria distâncias de acordo com a faixa etária da pimpolhada.

Preparação

Na Circuitinho, por exemplo, a faixa etária vai de 2 a 12 anos em percursos de 50 a 400 metros, o que é considerado ideal para incentivar a garotada a praticar esporte e incoporar o espírito esportivo desde cedo, segundo Ronaldo Martinneli, coordenador do Bio Running, um programa de corrida outdoor e indoor da rede de academias Bio Ritmo. Entretanto, nem todas as provas possuem percursos curtos. A Disney Magic Run e a Corrida Cartoon, por exemplo, dispõem de distâncias que chegam até a 3 quilômetros.

Levando em consideração que durante esses eventos ocorrem também intervenções lúdicas de personagens animados, que brincam com a garotada e fazem pausas em alguns momentos, os pais não devem levar as crianças com o intúito de competirem, mas sim de se divertirem. "Fisiologicamente uma criança não está prepararda para desempenhar uma alta performance. Mesmo com esses elementos que os distraem, é preciso tomar cuidado, pois existe muita gente que leva a sério e acaba forçando a criança a fazer a prova no melhor tempo dela, e isso é errado", analisa Ronaldo.

De olho na balança

De acordo com a endocrinologista pediátrica Louise Cominato, médica da Unidade de Endocrinologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, uma quilometragem extensa, de 1 quilômetro por exemplo, já pode fazer a criança se desgastar e perder o estímulo em praticar esporte no futuro. Além disso, ainda há a possibilidade de ocorrer complicações ortopédicas, problemas cardíacos, em caso de pequenos acima do peso, e crises crônicas para quem tem dificuldades respiratórias, como a asma.

Louise indica que é fundamental fazer uma avaliação das condições de saúde, antes de colocar o pequeno para correr. A especialista diz ainda que estimular a prática de esportes por meio de leves caminhadas e corridinhas entre uma árvore e outra em um parque são formas de "treinar" a criançada para o evento.

Já no dia da prova, a médica alerta para que os responsáveis não esqueçam de levar uma mochila com água, um lanche natural, barras de cereal ou biscoito salgado, vestir o pequeno com roupas leves e um tênis confortável.

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Criançada se diverte na Maratona da Galinha Pintadinha (Foto: Divulgação)

São Silvestrinha: 28 de dezembro

Inspirada na São Silvestre, está marcada para começar as 16h, no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera. O tamanho do percurso varia de acordo com a idade e pode ir de 50 a 600 metros.

  • Onde: USP
  • Preço: R$ 37,00
  • Inscrições: www.saosilvestrinha.com.br

Fonte: VEJA SÃO PAULO