Esporte

Corinthians demite técnico após derrota para o Palmeiras

Cristóvão Borges comandou dezoito partidas

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Cristóvão Borges Corinthians
Borges: fora do time (Foto: Estadão Conteúdo/Antônio Cícero/FramePhoto)

O técnico Cristóvão Borges não resistiu à derrota no clássico com o Palmeiras por 2 a 0, no Itaquerão, neste sábado (17), e deixou o comando do Corinthians. O anúncio da saída do treinador foi feita pelo presidente Roberto de Andrade na entrevista coletiva logo após o fim da partida pelo Campeonato Brasileiro. 

"Comunicamos a todos que o treinador Cristóvão Borges não trabalha mais conosco", disse o dirigente, que explicou sua decisão. "Se a gente errou de uma forma ou de outra, o reparo do erro também é importante, estamos vivos no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil, se achamos que devemos fazer correção, vamos fazer."

O presidente do clube garante que a decisão não foi "resolvida em cinco minutos" e apontou a oscilação da equipe nos últimos jogos. Cristóvão Borges comandou o Corinthians em dezoito jogos, com retrospecto de sete vitórias, cinco empates e seis derrotas. "A gente já vinha observando o trabalho do treinador, estava tendo dificuldade, a pressão no Corinthians é muito grande."

E Roberto de Andrade ressaltou a necessidade de corrigir o rumo do clube para decidir pela demissão de Cristóvão. "Pode ser que, se o Cristóvão continuasse, a gente atingisse os objetivos, mas na dúvida é melhor não continuar, pelo menos ficamos com a consciência mais tranquila."

O auxiliar Fabio Carille ficará no comando do Corinthians até o fim da temporada, e Roberto de Andrade evitou citar nomes de outros técnicos. "Trazer treinador faltando dois meses e meio para o fim da temporada é um tempo muito curto para ele conhecer o elenco, a gente deu preferência para o Fabio, que conhece o dia a dia do clube. Em janeiro a gente pensa em trazer outro treinador. Esse elenco que temos hoje é o que vai terminar o ano vamos fazer planejamento para reforçar o time para 2017."

Fonte: Estadão Conteúdo