Bares

Coquetéis com fumaça viram tendência

Barmen da cidade usam máquina especial para dar um toque defumado às suas criações

Por: Fabio Wright

Drinques defumados
O gentleman’s soul, do MyNY Bar, e o oak smoke, do NOH: R$ 34,00 e R$ 42,00 (Foto: Cida Souza)

Depois da onda dos drinques moleculares — na qual as fusões etílicas são transformadas em algo sólido, para comer —, outra tendência começa a surgir nos endereços da cidade especializados no gênero. Trata-se dos coquetéis defumados. Com a ajuda de uma máquina portátil importada, faz-se a fumaça, que confere um aroma mais intenso e dá um toque de tostado ao paladar. Um dos sócios do NOH, no Jardim Paulista, o mixologista Pablo Moya desenvolveu três receitas, disponíveis a partir deste sábado (12). Releitura do clássico manhattan, o oak smoke (R$ 42,00) leva rum Bacardi importado (envelhecido 8 anos), vermute tinto e angustura. “O coquetel é finalizado num decanter, onde recebe fumaça produzida a partir de lascas de carvalho e cravo triturado, e segue assim para a mesa”, diz Moya. Seus 150 mililitros enchem até quatro minitaças de martíni. As outras duas invenções são o bloody mary (R$ 35,00), guarnecido de filetes de salsão, e o amarula foam storm (mesmo preço), que combina licor sul-africano Amarula, café expresso, espuma de limão-siciliano mais cardamomo em pó. Ambos vêm envoltos em uma nuvem aromática.

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Outro templo dos drinques, o MyNY Bar, no Itaim, também aderiu às bebidas esfumaçadas. Com a saída de Marcelo Serrano da casa, em abril, assumiu o balcão o barman Spencer Jr. Ainda fora da carta, as receitas defumadas já podem ser experimentadas, caso do interessante gentleman’s soul (R$ 34,00). Compõem a fórmula uísque Gentleman Jack (marca premium da destilaria do Jack Daniel’s), xarope de maple, suco de limão-siciliano e gotas de bitter de pêssego. Depois de passar rapidamente por uma garrafa de vidro cheia de fumaça (criada a partir de lascas de barris usados de uísque), o drinque é servido em copo baixo, com gelo, uma cereja e uma fatia fina de laranja-baía.

Fonte: VEJA SÃO PAULO