Memória

Copersucar comemora quarenta anos de sua estreia na F1

A única equipe brasileira da história da F1 disputava sua primeira corrida em 1975

Por: Maurício Xavier (com reportagem de Felipe Neves)

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Emerson nos boxes, na temporadade 1978: dono e piloto (Foto: Lemyr Martins)

Foi um batismo de fogo. Literalmente. Em 12 de janeiro de 1975, um acidente incendiou o carro pilotado por Wilsinho Fittipaldi durante o GP da Argentina, na estreia da Copersucar na F1. O episódio prenunciava as dificuldades que seriam enfrentadas pela única equipe brasileira a competir até hoje na principal categoria do automobilismo.

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Viabilizada pelo patrocínio da Cooperativa de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo, a escuderia ganhou um grande reforço em 1976, quando Emerson Fittipaldi assumiu um dos volantes, deixando a McLaren, equipe pela qual havia se sagrado bicampeão mundial nas temporadas de 1972 e 1974. Com a chegada do irmão, Wilsinho passou para os bastidores, no papel de chefe do time, cuja sede ficava nos arredores do Autódromo de Interlagos.

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Até o seu fim, em 1982, a Copersucar disputou 104 corridas. Não venceu nenhuma, mas emplacou três pódios (a melhor posição foi o segundo lugar de Emerson no Brasil em 1978) e revelou alguns talentos, como o finlandês Keke Rosberg. Ele chegou ao título da categoria em 1982, ao volante de uma Williams.

Fonte: VEJA SÃO PAULO