Cidade

MTST promete novos protestos até abertura da Copa do Mundo

Grupo pretende marcar presença em amistoso do Brasil nesta sexta-feira (6) no estádio do Morumbi

Por: Marcus Oliveira - Atualizado em

Ato Itaquerão
Manifestantes do MTST em ato em frente ao Itaquerão (Foto: Marcus Oliveira/ VEJA SÃO PAULO)

Cerca de 25 000 manifestantes, segundo o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), caminharam por aproximadamente três horas da estação Vila Guilherme do metrô até a Arena Corinthians, na Zona Leste da cidade, na noite desta quinta (4). A Polícia Militar afirma que 12 000 pessoas participaram do ato.

Durante toda a manifestação, que reivindicou, em especial, moradia aos trabalhadores, a PM e a CET acompanharam o público, que fechou a avenida Radial Leste, das 18 horas às 21 horas. "Na frente do estádio que custou mais de um bilhao, viemos aqui hoje dar o nosso recado. Queremos a nossa parte nessa história toda", disse um dos líderes do movimento, Guilherme Boulos.

Com música no carro de som e letras de rap cantadas pelos próprios moradores das ocupações durante a caminhada, uma assembléia marcou o fim do ato. Com música no carro de som e letras de rap cantadas pelos próprios moradores das ocupações, a caminhada terminou por volta das 21 horas e trinta minutos. Quando chegaram ao Itaquerão, funcionários que trabalham na obra saudaram os manifestantes com palmas.

Boulos lembrou que, nesta sexta (6), a seleção brasileira faz o último amistoso antes da abertura do Mundial e alertou para o fato de que se até o dia da partida as reivindicações não forem levadas em consideração o público terá dificuldade para chegar ao jogo estádio do Morumbi. Ele afirmou ainda que o movimento pode se mobilizar também no dia do congresso da Fifa, marcado para a semana que vem em São Paulo, além da abertura da Copa, no dia 12.

Durante a assembleia, o MTST comentou ainda a situação da ocupação Copa do Povo, montada próxima ao estádio em Itaquera. Os organizadores afirmam que as negociações estão em andamento e que o dono do terreno pretende vender o espaço, só resta a liberação da verba por parte da Secretaria Nacional de Habitação. "Não vamos aceitar que nossos pedidos não tenham solução. A hora de lutar é agora", afirmou Boulos.

+ As últimas notícias da cidade

Fonte: VEJA SÃO PAULO