Luxo

Conheça o iate de 54 milhões de reais

Fabricado no Guarujá, o maior e mais caro barco feito no país estreia no litoral e vira assunto entre os endinheirados em Angra dos Reis

Por: João Batista Jr.

O maior iate do Brasil
Foto do maior iate do Brasil, propriedade do empresário Giovanni Delle Sedie (Foto: Divulgação)

A cada verão, a mesma revoada se repete: paulistas e cariocas proprietários de barcos luxuosos ancoram seus brinquedos nas marinas de Angra dos Reis e promovem almoços e festas em um clima que mistura paixão pela navegação e exibicionismo. Neste verão, o assunto nas rodas formadas pelos ricos frequentadores do pedaço é uma embarcação de 54 milhões de reais, que vem a ser a mais cara já produzida no país. Trata-se do Raffaella II, de 143 pés, o equivalente a 43 metros de comprimento. Feito no MCP Yachts, estaleiro baseado na cidade do Guarujá, no Litoral Sul de São Paulo, ele  tem espaço para cinco suítes, sendo a principal delas com dois banheiros, e foi 100% customizado ao gosto do freguês, dos parafusos à âncora.

Interior do maior iate do Brasil
Interior do maior iate do Brasil, do empresário Gioavanni Delle Sedie (Foto: Reprodução)

A majestosa embarcação pertence ao empresário paulistano Giovanni Delle Sedie e à sua mulher, Rosana, donos da rede de concessionárias de carros Autostar, que tem 24 lojas na capital e comercializa marcas como Land Rover, Jaguar, BMW e Volvo. Na noite do réveillon, Delle Sedie convidou alguns amigos para contemplar do alto-mar a queima de fogos da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Com a inauguração do Raffaella II (homenagem a uma das quatro filhas do casal), os donos puseram à venda o Raffaella I, de 115 pés. Valor: 15 milhões de reais. Procurados por VEJA SÃO PAULO, eles não quiseram falar sobre a nova mansão marítima.

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Interior da cabine
Interior do maior iate do Brasil, batizado de Raffaella e de propriedade do empresário Giovanni Delle Sedie (Foto: Reprodução)

Vários convidados deles puderam apreciar o interior do barco, decorado em estilo italiano. Símbolo de Florença, capital da Toscana, uma grande flor-de-lis aparece no desenho da madeira no hall da principal sala de jantar. Logo ao lado, um espelho, todo iluminado, foi talhado no formato de um coral. Tons de bege compõem os 841 metros quadrados de área do navio particular, dividido em quatro conveses. A suíte master se destaca. Tem cama king-size, uma banheira de hidromassagem que separa os dois lavabos e possui também dois closets para que as roupas dele não se misturem às dela.

Giovanni e Rosana Delle Sedie
Giovanni e Rosana Delle Sedie, da Autostar, donos do maior iate do Brasil (Foto: Divulgação)

Para os convidados — o casal tem levado amigos para conhecer o iate nos fins de semana, além de marcar reuniões com representantes dos carros que vende no Brasil —, o tratamento também é cinco-estrelas. Há três opções de ambiente para fazer as refeições, e cada uma delas tem uma mesa com doze assentos. A principal fica em uma área aberta. Um ar-condicionado foi instalado em suas proximidades para que ninguém sinta calor durante o almoço e o jantar. Próximo à popa, uma jacuzzi com capacidade para seis pessoas é uma opção para se refrescar. A maior sala é decorada com uma televisão de LED que, quando não está ligada, faz as vezes de quadro e exibe imagens de obras do holandês Vincent van Gogh. Essa mesma TV, se o proprietário quiser, poderá ser suspensa para um vão pequeno no teto e ficar invisível. Um salão de jogos, com mesa de carteado, faz parte do convés de “entretenimento”.

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O Raffaella II levou dois anos e meio para ser construído. Os engenheiros envolvidos no projeto desenharam 900 plantas de seus compartimentos até chegar ao resultado final. Ao todo, 250 pessoas trabalharam em sua fabricação. O tanque tem capacidade para 25 000 litros, garantindo autonomia para uma viagem de mais de 7 000 quilômetros. Abastecer essa máquina custa 65 000 reais. “Para meu orgulho, ela foi toda produzida no país”, diz o engenheiro Manoel Chaves, dono do MCP Yachts. “Tenho representantes no exterior para exportar esse modelo”, completa.

Fonte: VEJA SÃO PAULO