Cinema

Seis documentários em cartaz na cidade

Salas recebem histórias como a da indústria do aborto nos Estados Unidos, a vida do jurista Sobral Pinto e o confronto entre Flamengo e Fluminense

Por: Miguel Barbieri Jr.

Ouvir o Rio — Uma Escultura Sonora de Cildo Meireles - Ed.: 2348
(Foto: Divulgação)

Veja abaixo as opções de documentários na cidade:

  • O documentário parece uma peça institucional de ONGs contra o aborto. Para mostrar quanto a prática é abominável, várias pessoas dão depoimentos que soam como uma artilharia verbal. Há desde mulheres obrigadas a tirar seus bebês até padres e pastores que defendem a vida a partir da fecundação. O ataque à Constituição americana, que é favorável, vem através de entrevistas contundentes e lacrimosas, como a da ex-proprietária de uma clínica. Ela não poupa detalhes sórdidos ao descrever que seus funcionários agiam como açougueiros. Piores ainda são a comparação do ato de abortar com a escravidão e os testemunhos redundantes . Fala-se até em eugenia, já que as negras abortam mais do que as brancas. Estreou em 15/11/2013.
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  • O documentário foi idealizado para comemorar os 100 anos de um clássico representativo do futebol brasileiro, disputado pela primeira vez no estádio das Laranjeiras, em 7 de julho de 1912. Diretor de Uma Noite em 67, Renato Terra foi em busca de imagens de grandes embates — parte delas extraída do acervo do Canal 100 — e depoimentos de quem já foi protagonista do confronto. Entre eles, o craque Zico. Há ainda comentários de torcedores anônimos e famosos, caso do apresentador Pedro Bial. Estreou em 8/11/2013.
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  • Amigo da imigrante argentino-brasileira Laura, o diretor Fellipe Barbosa a persegue por badaladas festas em Nova York na intenção de flagrar sua glamourosa energia. Embora tenha um ponto de partida criativo, a fita cai conforme Laura demonstra ser prepotente. O registro toma, assim, um caminho desinteressante. Estreou em 1º/11/2013.
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  • Em 1979, no fim do período militar, uma turma de amigos abriu o Lira Paulistana. Era um teatro num porão da Rua Teodoro Sampaio, número 1091, que reunia a nata da música de vanguarda da época. Pelo palco da casa, onde cabiam 300 pessoas, passaram de Cida Moreira a Ultraje a Rigor. Os grupos Premeditando o Breque, Rumo e Língua de Trapo sempre marcavam presença, assim como Itamar Assumpção, uma prata da casa. O documentário, dirigido por Riba de Castro (um dos sócios do Lira), possui a nobre finalidade de retomar essa história por meio de nostálgicas imagens de arquivo e depoimentos entusiasmados. Entre eles, os de Fernando Meirelles, Marcelo Tas, Laura Finocchiaro e Paulo Lepetit. O Lira cresceu muito em meados da década de 80. Teve gravadora, editora, um jornal e expandiu seu território até a Praça Benedito Calixto. Embora em seus quinze minutos finais torne-se repetitivo nos elogios rasgados, o filme é um registro de respeito que fazia falta na filmografia documental brasileira. Estreou em 15/11/2013.
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  • Para produzir a obra Rio Oir, apresentada no projeto Ocupação Itaú Cultural, no fim de 2011, o artista plástico Cildo Meireles sai em busca do som das principais bacias hidrográfcas brasileiras. O documentário é uma realização do Itaú Cultural em coprodução com a Movie&Art. Estreou em 8/11/2013.
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  • Convencional e correto em sua proposta de homenagem, Sobral — O Homem que Não Tinha Preço narra a trajetória do famoso jurista sob a ótica da neta dele, a realizadora Paula Fiuza. Sobral Pinto (1893- 1991) foi um ferrenho defensor dos direitos humanos, sobretudo na época do regime militar. Uma das curiosidades do filme está ligada ao líder comunista Luiz Carlos Prestes. Sobral interveio para que a filha dele e da judia Olga Benário voltasse da Alemanha para o Brasil durante a II Guerra. A partir daí, Sobral e Prestes tornaram-se grandes amigos. As histórias de seu passado profissional, na voz de advogados e historiadores, empolgam menos do que saber de intimidades, como a infidelidade conjugal confessada aos filhos numa carta. Estreou em 1º/11/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO