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Veja as exposições fotográficas em destaque

São Paulo abriga mostras com trabalhos de grandes fotógrafos, veja lista com cinco delas

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

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Conheça abaixo exposições de fotografia:

  • Um amplo painel das últimas décadas da fotografia britânica é traçado na excepcional mostra, que reúne 240 imagens de 36 fotógrafos. Logo no início do percurso, a surpreendente Madame Yevonde retrata damas da sociedade vestidas de figuras mitológicas (Minerva, Europa, Vênus), em um exercício de identidade que antecipa em quatro décadas a obra da americana Cindy Sherman. Uma abordagem elegante aparece nos cliques de Cecil Beaton e Norman Parkinson, ligados à moda. Cofundador da agência Magnum, George Rodger registra os destroços causados por bombardeiros da II Guerra Mundial. Há trabalhos relevantes de artistas contemporâneos também, a exemplo de Karen Knorr, cuja série Belgravia traz personagens posando e legendas fictícias, com o intuito de questionar a espontaneidade fotográfica. Martin Parr, por sua vez, zomba da classe média ao explorar a postura brega e exagerada dos turistas nas praias de New Brighton. De 25/09/2012 a 25/11/2012.
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  • Se durante o século XX São Paulo serviu de inspiração para várias gerações de fotógrafos, o principal responsável foi Militão Augusto de Azevedo (1837-1905). Esse grande pioneiro tem a retrospectiva A Cidade Desaparecida exibida na Casa da Imagem. A montagem amealha oitenta imagens clicadas de 1862 a 1887. Trata-se de um passeio pela história, em direção a um lugar então ocupado por somente 30.00 habitantes, quase todos morando em casas feitas de taipa de pilão distribuídas por cerca de cinquenta vias. Nascido no Rio de Janeiro, Militão veio à capital paulista como ator e cantor lírico da Companhia Dramática Nacional. Para sustentar a mulher e o filho pequeno, abriu um estúdio, no qual se dedicou sobretudo aos retratos, embora não haja nenhum na mostra — esta se concentra nas paisagens. Cenários do centro antigo surgem vazios, em um silêncio impressionante, principalmente se pensarmos no contraste gritante com a megalópole de nossos dias. Aos poucos, o progresso começa a tomar conta da província. Ganham força os estabelecimentos comerciais, e as pessoas começam a passar mais tempo no espaço público, trajando chapéus e ternos elegantes. Prorrogada até 02/12/2012.
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  • Quinze imagens compõem a mostra do fotógrafo paranaense. Os registros de O Real e o Imaginário mostram obras abandonadas, demolições e estátuas de cachorros. Preço das obras: R$ 4.500,00 a R$ 6.500,00. De 03/10/2012 a 17/11/2012.
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  • Nenhum cinéfilo precisa de maiores apresentações quando se trata de Andrei Tarkóvski (1932-1986). Nome por trás de algumas obras-primas das mais sensíveis e metafísicas da história do cinema, caso de Andrei Rublev (1966), Stalker (1979) e O Sacrifício (1986), o diretor russo tornou-se objeto de culto pelos takes longos e pela direção de arte esfumaçada. Não à toa, ele está sendo homenageado com uma retrospectiva na 36ª Mostra Internacional de Cinema. Seu talento, contudo, estendia-se também a outro tipo de câmera, a fotográfica. Por exemplo, Tarkóvski chegou a registrar mais de 300 polaroides. Oitenta delas, clicadas de 1979 a 1984, foram reunidas na mostra Luz Instantânea, em cartaz no subsolo do Masp, e em uma caprichada edição da Cosac Naify (160 páginas). Diminutas, as obras, apesar de mantidas em condições rígidas de temperatura, devem ser vistas pelo público enquanto ainda existem: a qualquer momento podem começar a desbotar, e não há negativos. Tarkóvski fotografava nos intervalos de filmagens e na rotina cotidiana. Os principais personagens dos trabalhos são a esposa do diretor, Larissa Tarkovskaya, o filho do casal, Andrei (curador da montagem, aliás), e o simpático cão da família, Dak (além de um gatinho menos presente, Grisha). Os três aparecem retratados sempre sob um viés terno e gentil. Mas é nos espaços vazios — a casa de campo da família, um lago, descampados outonais, o campanário de uma igreja, as ruas da cidade medieval de Bagno Vignoni, na Toscana, onde Nostalgia (1983) foi filmado — que o silêncio contamina o espectador e o obriga a se comover com a pungente relação entre neblina e luminosidade. O realizador consegue nessas imagens algo raro e admirável: suspender e, para citar o título de seu livro de memórias, esculpir o tempo. De 17/10/2012 a 25/11/2012.
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  • Sob a guarda do MAC-USP desde 2005, a coleção que pertenceu ao Banco Santos ganha um recorte na mostra. Foram reunidas 63 imagens representativas de cinquenta artistas, realizadas de 1954 a 2003. Elas investigam o momento em que a fotografia começa a abandonar a teoria do instante decisivo, de Cartier-Bresson, e passa a apostar em territórios mais experimentais, nos quais as técnicas de montagem e encenação adquirem atenção especial. O tema das pessoas na praia, por exemplo, é abordado com cores e excessos por Daniel Klajmic e em preto e branco sóbrio por Claudio Edinger. Um dos núcleos da montagem dedica-se ao erotismo. Entre os nomes está o do italiano Oliviero Toscani, pivô de uma recente e polêmica campanha envolvendo personalidades políticas aos beijos. Jeff Wall e Olafur Eliasson também integram a seleção. Prorrogada até 10/03/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO