Teatro

Confira dicas de peças para assistir no feriado

Jesus Cristo Superstar e O Rei Leão fazem sessão extra

Por: Dirceu Alves Jr.

Peça A Última Sessão - Odilon Wagner
Cena de 'A Última Sessão', sob direção de Odilon Wagner: artistas veteranos (Foto: Divulgação)

Cinco dicas para aproveitara folga de quinta (1º):

+ Leia mais sobre teatro

 

  • Única peça escrita pela mineira Isabel Câmara (1940-2006), As Moças, agora rebatizada de As Moças, o Último Beijo, apresenta um retrato comportamental e sexual de uma época. Sob a direção de André Garolli, o drama traz o relacionamento de duas mulheres de gerações diferentes que dividem um apartamento entre o fim da década de 60 e o início da de 70. Beirando os 40 anos, a jornalista Tereza (interpretação vigorosa de Angela Figueiredo) destila um permanente desencanto sobre a jovem e sensual atriz Ana (Fernanda Cunha, em evolução progressiva). No tenso embate, uma tenta desestabilizar a outra em uma trama de força crescente e sensivelmente conduzida por Garolli. Estreou em 2/4/2014. Até 22/2/2015.
    Saiba mais
  • Comédia dramática

    A Última Sessão
    VejaSP
    12 avaliações
    Toda semana, eles marcam um almoço no mesmo restaurante. Lá, um grupo de amigos, na casa dos 70 e 80 anos, come, bebe e revive alegrias e mágoas. Odilon Wagner, também diretor, escreveu a comédia dramática A Última Sessão. A história poderia ser apenas um pretexto para o público se deleitar e ver no palco Laura Cardoso, Nívea Maria, Etty Fraser, Miriam Mehler e Sylvio Zilber, entre outros nomes consagrados. Quem for com essa expectativa não se arrependerá, mas o texto opta por uma curva capaz de levá-lo a caminhos menos acessíveis. Depois de uma virada na trama, a coroa resolvida (papel de Laura) revela-se uma terapeuta. O ator frustrado (representado por Zilber) e a mulher traída (Nívea) pela amiga (Miriam), na verdade, carregam outras identidades. Essa adesão ao psicodrama confunde o espectador e prejudica seu envolvimento com os personagens. A experiência do elenco, no entanto, segura o pique da montagem, entre o riso e a perplexidade, e compensa um pouco a falta de consistência na dramaturgia. Com Gésio Amadeu, Gabriela Rabelo, Yunes Chami e Marlene Collé. Estreou em 16/1/2014. Até 26/7/2015.
    Saiba mais
  • Em 2010, os atores Carlos Moreno e Mira Haar celebraram em Florilégio Musical a amizade iniciada no grupo Pod Minoga, lá pelos anos 70. A aceitação do projeto rendeu uma continuação, e à dupla se juntou a atriz Patricia Gasppar. Desta vez, o trio homenageia os astros da música brasileira dos anos 30, 40 e 50, época em que o rádio e as grandes vozes dominavam a mídia. Em seis blocos, eles cantam sucessos de Emilinha Borba, Francisco Alves, Nelson Gonçalves e Cartola, entre outros, e, numa ponte com a atualidade, chegam a Michel Teló. A irreverência muitas vezes dá o tom e pode divertir parte dos saudosistas, mas, na falta de uma costura dramatúrgica, a espontaneidade fica diluída no palco. Estreou em 13/10/2013. Até 30/8/2015.
    Saiba mais
  • Criada por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice em 1970, a ópera-rock ressuscitou discussões por onde passou nas últimas quatro décadas. Jesus Cristo, Judas Iscariotes e Maria Madalena (interpretados respectivamente por Igor Rickli, Alírio Netto e Negra Li) são apresentados aqui cheios de crises e contradições. Dirigida por Jorge Takla, a atual montagem enfoca a derradeira semana de Jesus, desde a chegada a Jerusalém até o dia da crucificação. Figura mobilizadora da atenção popular, o protagonista desperta a inveja de uns, como a do amigo Judas, e a preocupação dos que detêm o poder, envolvendo-se em embates políticos. Takla reforça a ascensão meteórica do personagem a ídolo pop — e o carisma de Rickli colabora muito para isso. A plateia acompanha seu apogeu e crucificação como se ele fosse uma celebridade fabricada no século XXI. Em um crescente, a dramaturgia em versos seduz. Se Negra Li se destaca mais pela afinação, Netto e Rickli sublinham nuances dramáticas de Judas e Jesus. Chamam atenção também as atuações de Fred Silveira, como Pilatos, e Wellington Nogueira, responsável por um dos melhores momentos na pele de Herodes. Estreou em 14/3/2014. Até 1º/6/2014. Números grandiosos: 28 atores e uma orquestra de onze instrumentistas, sob a direção musical de vânia Pajares, estão no palco. O espetáculo soma 26 números divididos em dois atos.
    Saiba mais
  • Lançado na Broadway em 1997, o musical O Rei Leão, de Roger Allers e Irene Mecchi, é a versão do longa da Disney, de 1994. Portanto, ao conferir a superprodução nos palcos, é quase inevitável que a memória afetiva dos fãs da animação fale mais alto. Os elementos para o encanto da plateia estão todos ali. Cenários e figurinos caprichadíssimos, uma iluminação sob medida, capaz de fazer saltar aos olhos os efeitos de manipulação de bonecos, e um elenco afinado de 53 atores para cantar as letras compostas por Gilberto Gil (nem sempre fluentes e complementares à dramaturgia) adaptadas dos originais de Elton John. A trama mostra Simba (interpretado por Tiago Barbosa, quando adulto), o herdeiro do trono de Mufasa (o ator César Mello), o Rei Leão. Ao crescer, Simba envolve-se em uma série de artimanhas do tio Scar (Felipe Carvalhido), que planeja se livrar do sobrinho para ganhar o poder. Com direção de Julie Taymor, a montagem cumpre a promessa de ser um show, um torpedo repleto de efeitos para um público ávido de emoções. Falta, no entanto, espontaneidade às atuações. Um dos poucos a sobressair é Ronaldo Reis, intérprete do suricato Timão, capaz de imprimir bom humor ao personagem. Estreou em 28/3/2013. Até 14/12/2014. Na quinta (11), haverá sessão extra, às 16h. + Veja os bastidores do musical O Rei Leão + Saiba onde jantar depois de assistir ao espetáculo
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO