Cinema

Sequência do épico '300', com Rodrigo Santoro, destaca-se entre as estreias

Comédia Walt nos Bastidores de Mary Poppins, com Tom Hanks e Emma Thompson, também está entre as novidades que chegam ao circuito

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

300 - A Ascensão do Império
'300 - A Ascensão do Império': Xerxes (Rodrigo Santoro) (Foto: Divulgação)

Uma boa solução de roteiro foi adotada na continuação do épico 300 (de 2006). Também extraído de uma graphic novel de Frank Miller, 300 - A Ascensão do Império se desenrola antes, durante e depois do primeiro filme. Em foco, nesta segunda história, está a batalha, no Mar Egeu, entre a desvairada Artemisia (Eva Green) e seu exército persa contra a Grécia do comandante Themistocles (Sullivan Stapleton), que mata o pai de Xerxes (Rodrigo Santoro) no início da trama.

O espetáculo visual se repete em algumas cenas de câmera lenta, com sangue jorrando na tela (agora também em versão 3D). Para quem viu 300, pode parecer uma versão requentada do original. Mas se falta ineditismo, há diversão com padrão de qualidade aprovado.  

Walt nos Bastidores de Mary Poppins
'Walt nos Bastidores de Mary Poppins': a escritora australiana P.L. Travers (Emma Thompson) (Foto: Divulgação)

Outra boa opção que chega ao circuito, a comédia dramática Walt nos Bastidores de Mary Poppins mistura ficção e realidade para contar um caso envolvendo Walt Disney, vivido por Tom Hanks. Em 1961, o criador do Mickey marcou uma reunião em Los Angeles com a inglesa P.L. Travers (Emma Thompson), para convencê-la a deixá-lo fazer uma adaptação para o cinema do seu livro Mary Poppins. Thompson reina como a megera mal-humorada e rabugenta, que detestava desenhos animados e se recusava a pisar na Disneylândia.

Com uma solitária indicação ao Oscar (edição de som), o drama Até o Fim traz Robert Redford a bordo de um solitário veleiro à deriva no mar, após se chocar com um contêiner. Com formidáveis sequências rodadas no oceano, o longa mostra a incansável batalha pela sobrevivência do personagem, sem jamais cair na monotonia.

Veja abaixo essas e outras produções que chegam ao circuito e clique para ver as salas e horários:

  • Pelos movimentos de câmera, fotografia de luz de outono e locações em área rural, fica impossível não lembrar de Amor Pleno e outros filmes de Terrence Malick ao ver este drama romântico, segundo longa-metragem do desconhecido diretor David Lowery. Embora a embalagem seja nobre, o conteúdo cai na mesmice. Ruth Guthrie (Rooney Mara) se apaixonou por um assaltante e dele ficou grávida. O bandido Bob Muldoon (papel de Casey Affleck) é capturado e, anos depois, sai da cadeia numa fuga e tem o objetivo de reconquistar sua família. Acontece que Ruth, ainda ligada no amado, está sendo cortejada pelo xerife Patrick Wheeler (Ben Foster). No Texas da década de 70, a trama caminha a passos lentos e ruma para um desfecho previsível. Estreou em 10/7/2014.
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  • Em 1974, o professor Joseph Coupland (Jared Harris), da Universidade de Oxford, está envolvido numa pesquisa: ele quer provar que fenômenos paranormais não existem. Para isso, leva para um casarão dois de seus pupilos e Jane Harper (Olivia Cooke) — a moça acredita estar possuída pelo espírito de uma garota chamada Evie. O cinegrafista amador Brian (Sam Clafin, da cinessérie Jogos Vorazes) segue o grupo. Jane fica trancada num quarto, a aparição se manifesta e o ambiente passa por transformações. Se o mestre mantém sua postura cética, Brian mostra-se cada vez mais intrigado e desgostoso, sobretudo pelo tratamento desumano que o “patrão” dá à paciente. Sempre é bom ter um pé atrás quando um filme de terror anuncia ser “inspirado em fatos reais” e, na verdade, pouco importa se o roteiro segue à risca a história como ela verdadeiramente ocorreu. Com sustos na medida certa e sem apelações grotescas do gênero, o longa-metragem se assemelha ao bem-sucedido Invocação do Mal. Estreou em 10/7/2014.
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  • Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin formaram, entre 1969 e 1983, o grupo inglês Monty Python, símbolo da cultura pop e influência para muitos comediantes. O sexteto pegava pesado na irreverência, no deboche e, muitas vezes, na escatologia. Entre suas incursões pelo cinema está O Sentido da Vida, lançado em 1983 e que agora volta em cópia restaurada às telas. O roteiro, dividido em esquetes, segue a evolução do homem, desde o nascimento até a morte. A maioria das histórias continua cheia de ironia e consegue manter o riso largo da plateia. Um exemplo? A sequência dos dois “médicos” que invadem a casa de um estranho para extrair o rim dele sem anestesia. Apontada como a mais repulsiva do filme, a cena do cliente (Terry Jones) vomitando no restaurante virou icônica. Quem embarcar no humor negro e politicamente incorreto terá tudo para sair satisfeito da sessão. Estreou em 10/7/2014.
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  • São Paulo está tendo um “revival” de Terry Gilliam. Além da estreia desta nova ficção científica do diretor, o Cine Olido reprisa, nesta semana, O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (2009) e Monty Python — O Sentido da Vida (1983), que volta às salas em cópia restaurada. Marcas registradas do cineasta, o visual arrojado (mas com uma cara datada) e a trama-cabeça filosófica estão também em O Teorema Zero. Na história, o niilista Qohen Leth (Christoph Waltz) vai se aposentar quando recebe a missão de decifrar uma problemática para a empresa que controla o destino da humanidade. Para isso, ganha a ajuda de um adolescente (papel de Lucas Hedges) e tem sonhos de plena felicidade ao lado de uma garota que conheceu numa festa. Quase irreconhecível careca, Waltz (de Bastados Inglórios) consegue transmitir a constante agonia de seu personagem, ponto alto do roteiro, muitas vezes indecifrável. Estreou em 10/7/2014.
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  • Depois de A Grande Beleza, em que interpretou o memorável Jep Gambardella, o ator Toni Servillo dá mais uma prova de talento — desta vez, em papel duplo. O início da comédia Viva a Liberdade enfoca Servillo na pele de Enrico Oliveri, deputado e secretário do partido de oposição italiano. Como a esquerda está em crise, Oliveri sente o peso da rejeição e, deprimido, abandona tudo e some do mapa. Viaja para Paris em busca de uma ex-namorada (vivida por Valeria Bruni Tedeschi), que está casada com um cultuado cineasta chinês. Enquanto isso, em Roma, Andrea Bottini (Valerio Mastandrea), o principal assessor do político, tem uma saída para o impasse: colocar no lugar de Oliveri o gêmeo dele, Giovanni Ernani, um professor de filosofia recém-saído de uma instituição psiquiátrica. Ele será, inacreditavelmente, uma opção muito favorável. Sem travas na língua, o irmão fala o que lhe dá na telha e, assim, conquista o povo. Plugado na ironia, o roteiro encontra nos personagens opostos de Servillo um reflexo da situação política — seja pela triste melancolia de Oliveri, seja pelo pulsante sarcasmo de Ernani. Estreou em 10/7/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO