Consumo

Coisas da Doris passa por ampliação e prepara livro de fotografia

A dona da badalada loja de decoração amplia espaço nos Jardins

Por: Mariana Barros - Atualizado em

Coisas da Doris - Ed. 2305 - Doris Sochaczewski
A empresária Doris Sochaczewski no sobrado recém-alugado: extensão do negócio (Foto: Fernando Moraes)

As coisas de Doris Sochaczewski são capazes de atrair personalidades tão distintas como a cantora Maria Rita e o arquiteto Marcelo Rosenbaum. Formada em publicidade, ela especializou-se em garimpar objetos de decoração, presentes e mobiliário. Sua loja, a Coisas da Doris, aberta em 2007 nos Jardins, é fruto de quase duas décadas de busca por produtos exclusivos no Brasil e no exterior. No fim do ano passado, o endereço ganhou um anexo para comportar as marcas que desembarcam por ali.

+ Veja uma galeria completa com os produtos da Coisas da Doris

A última novidade são os objetos revestidos de tecidos da inglesa Liberty Art Fabrics, uma das mais tradicionais fabricantes do mundo, na ativa desde 1875, quando seu fundador, Arthur Lasenby Liberty, abriu em Londres um espaço para negociar tecidos e itens de decoração. Outra etiqueta vendida com exclusividade é a Rice, dinamarquesa conhecida pelos acessórios de mesa e cozinha coloridos feitos de melamina, um tipo de resina resistente. Da holandesa Pip Studio, baseada em Amsterdã, há papéis de parede, malas de viagem, frasqueiras e nécessaires de estampas românticas em tons vibrantes.

Artigos como esses, além das linhas projetadas por Doris e executadas por parceiros, são responsáveis por um faturamento médio mensal de 150.000 reais. “Sou contra modismos, vendo o que acho bacana e pronto”, diz ela, que possui também um site de comércio on-line e mais de 18.000 fãs no Facebook. Sua trajetória no mercado começou por causa de um ex-namorado apreciador de charutos.

Coisas da Doris - Ed. 2305 - Mesa de Aniversário Infantil
Ritmo de festa: copos, talheres e enfeites em um dos cômodos da casa reproduzem aniversário infantil (Foto: Fernando Moraes)

Pensando em agradá-lo, passou a confeccionar caixas para guardar seus havanas. A ideia logo virou presente para amigos e, na esteira do sucesso, originou bandejas, caixas de chá e de joias. Iniciadas informalmente, as vendas ganharam espaço próprio em pouco tempo. Para fazer o negócio deslanchar, Doris correu atrás de criações estrangeiras. A primeira importação veio da Bélgica: cabeças de animais de caça, como ursos, alces e rinocerontes, confeccionadas com pelúcia.

Os produtos são expostos como se estivessem em uma casa de verdade. Ela não vende no atacado, mas dá consultoria aos que quiserem aprender o caminho. “Aqui tem muito da minha alma, e alma não se franquia”, acredita. Louças e jogos americanos são colocados na mesa de jantar. Quadros e aparadores reproduzem a sala de estar. No andar de cima, há quarto infantil, terraço e banheiro. A disposição das peças muda o tempo todo, e é Doris quem se encarrega da arrumação diária. “Nossa casa é nosso templo, é preciso cuidar dela e reciclá-la sempre”, afirma.

O clima de lar doce lar aparece também no puxadinho, como ela própria se refere ao sobrado recém-alugado em uma travessa sem saída da Alameda Ministro Rocha Azevedo, a poucos metros da matriz. Ali há sala com lareira e até mesa de festa infantil. Trata-se da segunda experiência de expansão da marca. A primeira foi um espaço temporário no Shopping Iguatemi, em atividade de abril a outubro do ano passado, que ajudou a tornar os produtos mais conhecidos do público. “O olhar da Doris é único, vale a visita só para ver o que ela escolhe e como arruma”, diz a administradora de empresas Mariana Auriemo, cliente da loja. Para fevereiro, Doris prepara o lançamento de um livro de fotos do uso cotidiano que seus consumidores fazem dos objetos que ela lhes vendeu.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO