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Clubes restritos em São Paulo

Pretendentes encaram uma série de exigências para se associar ao Paulistano e ao Harmonia

Por: Tatiana Santiago - Atualizado em

Piscina do Clube Atlético Paulistano
Piscina do Clube Atlético Paulistano: acesso somente para os indicados (Foto: Lucas Lima)

Não basta ter dinheiro para garantir acesso a dois dos clubes mais tradicionais e fechados da cidade. O Paulistano e o Harmonia submetem os candidatos a sócio a um estreito (e caro) funil. Para ser aceito, é preciso receber o aval dos atuais frequentadores e enfrentar um minucioso processo de admissão.

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Fundado em 1900, o Clube Atlético Paulistano conta com cinema, uma escola e duas bibliotecas, além das usuais quadras, piscinas e restaurantes. Para usufruir seus 41.000 metros quadrados na Rua Honduras, os interessados devem ser indicados por sete associados.

Quadra de tênis, Clube Atlético Paulistano
Quadra de tênis: Clube Atlético Paulistano (Foto: Lucas Lima)

Durante dez dias, o nome do pretendente é submetido à aprovação geral por meio de um quadro afixado na secretaria. Qualquer um pode encaminhar suas ressalvas à Comissão de Sindicância, que analisa o caso e emite um parecer em trinta dias.

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Após esse processo, o novato ganha o direito, ou não, de desembolsar os valores do título, da transferência e da mensalidade (veja o quadro). “O clube está inchado, é necessário mesmo restringir o ingresso”, argumenta o advogado Celso de Toledo Cesar Filho, ex-diretor, conselheiro e ligado à instituição há quarenta anos. 

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Paulistano e Harmonia: burocracia para novos sócios (Foto: Veja São Paulo)

A Sociedade Harmonia de Tênis foi fundada em 1930 e não tinha pretensão de ser uma entidade poliesportiva. Hoje, oferece aulas de ginástica, balé, natação e sapateado, mas só a um seleto grupo de 4.200 pessoas.

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O clube na Rua Canadá é ainda mais fechado que seu vizinho de bairro. Oficialmente, não está aceitando novos associados, mas quem já possui título consegue encontrar alguns à venda na administração. “É um lugar pequeno, que não pode se expandir por falta de espaço”, diz a agente de viagens Maria Helena Fernandes Berenguer, sócia há sessenta anos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO