Filmes

Clint Eastwood ganha retrospectiva no CCBB

Serão exibidos 35 importantes filmes na carreira do ator e diretor

Por: Miguel Barbieri Jr.

Clint Eastwood
À esquerda, Eastwood com Meryl Streep em As Pontes de Madison"; à direita, acima, no set de filmagens de "Sobre Meninos e Lobos" com Kevin Bacon e Laurence Fishburne; à direita, abaixo, ao lado de Morgan Freeman em "Os Imperdoáveis" (Foto: Divulgação)

Além dos tradicionais festivais Anima Mundi e É Tudo Verdade, a sala de cinema do Centro Cultural Banco do Brasil sediou outras ótimas mostras em 2011. Entre elas, as dedicadas à atriz Odete Lara e aos cineastas Vincente Minnelli e Alfred Hitchcock. Para fechar o ano, surge uma retrospectiva de Clint Eastwood com boa parte de sua filmografia exibida em película 35mm. “Clint Eastwood — Clássico e Implacável” começa na terça (6) e estende-se até o dia 30. O cineasta e ator realizou 66 filmes diante das câmeras e 32 na função de diretor. No ciclo, estão previstos 35 de seus longas-metragens mais significativos.

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Embora tenha iniciado a carreira na TV americana, foi na Itália e sob o comando de Sergio Leone que Eastwood ficou famoso. Os três western-spaghetti da dupla, “Por um Punhado de Dólares” (1964), “Por Alguns Dólares a Mais” (1965) e “Três Homens em Conflito” (1966) serão reprisados. Em 1971, o astro estreou na direção em “Perversa Paixão" e viveu, pela primeira vez, o personagem-ícone Dirty Harry no policial "Perseguidor Implacável” — ele retomaria o papel outras quatro vezes. Tido à época como um brucutu refinado, Eastwood só conquistou a crítica quando a cinebiografia "Bird" disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1988. Quatro anos depois, seu faroeste existencialista "Os Imperdoáveis" lhe valeu o Oscar de melhor filme e melhor diretor — a dupla premiação viria novamente com "Menina de Ouro" (2004).

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Tal qual alguns vinhos, este senhor de 81 anos de idade e 56 de carreira mostra-se cada vez melhor no decorrer no tempo. Arrasou como realizador de “Sobre Meninos e Lobos”, “A Conquista da Honra”, “Cartas de Iwo Jima”, “Invictus” e no belíssimo “Além da Vida”. Também comoveu em “Gran Torino”, seu mais recente filme como intérprete. De todos os seus trabalhos, contudo, superou as expectativas no quesito romantismo no drama “As Pontes de Madison” (1995). Ao lado da estrela Meryl Streep, formou um casal de amantes de entrar na história.

Fonte: VEJA SÃO PAULO