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Clínicas devem ter equipamentos de primeira linha para os bichinhos

Recente resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária prevê que até julho os locais devem equipar suas ambulâncias

Por: Carolina Giovanelli

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Até julho, as clínicas devem equipar ambulâncias com maca, monitor de batimentos cardíacos e sistema de oxigênio (Foto: Fernando Moraes)

Mais do que nunca, cães e gatos contam com atendimento hospitalar de primeira linha. Não só por causa dos veterinários, mas, também, graças a uma resolução recente do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Até julho, as clínicas que anunciam serviço de ambulância devem equipar o veículo com itens como maca, monitor de batimentos cardíacos e sistema de oxigênio.

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Um dos primeiros a se adequar, o Hospital Santa Inês, em Santana, investiu 70000 reais no utilitário, que realiza cerca de três atendimentos por semana, cobrando entre 200 e 250 reais. Uma veterinária sempre acompanha o percurso, feito por um motorista treinado. “Às vezes, os bichos já chegam mortos aqui”, diz Eduardo Pacheco, diretor clínico do hospital. “A ambulância é mais uma saída para ajudar a salvar a vida deles.”

Órfão asiático

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Gatinho foi adotado por um casal paulistano que viajava pela Ásia (Foto: Carolina Vila-Nova/Cheiro de Durian)

Um casal de turistas paulistanos se sensibilizou com a cena de um gato abandonado em uma calçada no Laos, na Ásia. Ele estava com febre, respiração ofegante e olhos cheios de secreção. “Tínhamos certeza de que não sobreviveria”, lembra Carolina Vila-Nova, que viajava com o namorado, Solly Boussidan. Ambos acharam um veterinário, que ajudou a tratar o peludo de 2 meses. Depois disso, tentaram, sem sucesso, doá-lo a alguém no país. Resolveram, então, trazê-lo para São Paulo, mas não conseguiriam pagar as despesas de mais de 2000 dólares para transportá-lo. Uma ação no Facebook permitiu que o dinheiro fosse arrecadado em 36 horas, através de doa-ções. Floquildo, como foi batizado, deve chegar no começo de junho. Em seu novo lar, no bairro da Pompeia, terá a companhia de três irmãos felinos.

Dica do especialista: Meu papagaio anda arrancando as pró-prias penas. O que fazer?

A automutilação nas aves, que tende a levar a feridas doloridas, pode ter diversas causas, explica o veterinário Thiago Rodrigo Salvador, da clínica Estação Zoo. Na maioria dos casos, o problema se dá por stress. Um ambiente errado, como uma gaiola muito pequena ou com poleiros inadequados, tira do sério qualquer pássaro. Também há desavenças se dois machos ou duas fêmeas dividem o mesmo espaço. A rotina de uma ave em geral vai das 7 às 19 horas. Não deve haver, idealmente, barulho ou luz forte perto dela até tarde da noite — um pano do tipo blecaute resolve a última questão. Calmantes, remédios homeopáticos, aromaterapia e brinquedos para distração estão entre as soluções recomendadas. 

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“Não estou conseguindo dormir.” (Foto: Al Ross/www.cartoonbank.com)

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Fonte: VEJA SÃO PAULO