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Clássicos em São Paulo terão torcida única até o fim de 2016

Por: Estadão Conteúdo

Torcida Corinthians
A torcida do Corinthians no Itaquerão: organizadas estão proibidas de levar faixas, adereços e instrumentos musicais (Foto: Daniel Kfouri)

Os clássicos jogados no estado de São Paulo até o dia 31 de dezembro serão disputados com torcida única. A compra de ingressos será feita online unicamente, com o cadastro prévio dos compradores, e as todas as torcidas organizadas estão proibidas de levar faixas, adereços, instrumentos musicais ou qualquer identificação. Essas foram as principais medidas anunciadas nesta segunda-feira pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) após os conflitos de domingo, antes e depois do clássico entre Palmeiras e Corinthians, que deixaram um morto e dezenas de feridos

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“Essa determinação (torcida única) vale até o fim do ano. Depois vamos analisar em conjunto essa questão”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Alexandre Morais. O governo de São Paulo convocou uma reunião nesta segunda-feira para discutir medidas de segurança depois dos conflitos registrados em diversos pontos da cidade. Foram convocados o promotor de justiça Paulo Castilho, juízes do Juizado Especial Criminal, delegados que cuidam de violência no esporte e representantes da Polícia Militar e da Federação Paulista de Futebol.

O secretário também anunciou a identificação e banimento dos torcedores envolvidos nos conflitos. “Devemos terminar amanhã (terça-feira) a identificação de mais de 50 torcedores graças às imagens colhidas no Metrô. Além das medidas penais, os torcedores serão banidos dos estádios.

As torcidas uniformizadas envolvidas nas brigas também serão responsabilizadas. Na estação Brás, na Linha Vermelha do Metrô, torcedores dispararam rojões dentro da estação. Vidros foram estilhaçados e os bancos dos vagões, quebrados. “Também mandaremos o material para a Procuradoria Geral para entrarem com ação contra a Mancha Alviverde e a Camisa 12 na depredação da estação de metrô. O objetivo é repararem a estação e penhorarem seus ativos, para que acabe com a impunidade”, afirmou o secretário.

Fonte: VEJA SÃO PAULO