Cinema

'Cirque du Soleil — Outros Mundos' mostra acrobacias da trupe em 3D

Com produção executiva de James Cameron, fita reúne trechos de sete espetáculos do grupo canadense

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Cirque du Soleil - Outros Mundos
Igor Zaripov e Erica Linz: exibição de força e elasticidade em 'Cirque du Soleil - Outros Mundos' (Foto: Divulgação)

O ingresso mais barato para ver Corteo, o novo espetáculo do Cirque du Soleil que estreia no dia 30 de março em São Paulo, custa 190 reais. Em Las Vegas, o menor preço de Zumanity sai por 69 dólares (aproximadamente 138 reais). Quem não tem toda essa grana e adora a trupe canadense pode vê-la bem de pertinho por cerca de 25 reais. Como? Nas salas 3D onde estreou o longa-metragem Cirque du Soleil — Outros Mundos, que reúne trechos de sete apresentações do grupo.

A fera do cinema em três dimensões James Cameron (Avatar) é o produtor executivo e Andrew Adamson (Shrek) encarregou-se da direção e do roteiro. Roteiro? Hummm. Vejamos o fiapo dehistória: a jovem Mia (Erica Linz) entra num parque de diversões, troca olhares com um acrobata (Igor Zaripov) e, durante a performance dele no circo, ocorre uma tragédia. O moço despenca e o solo o engole. Mia vai atrás e também acaba tragada pela areia do picadeiro. Ela encontra, então, universos oníricos — algo na linha de Alice no País das Maravilhas. Sem nenhum diálogo, têm início as coreografias de O (1998), (2005), Mystère (1993), Viva Elvis (2009), Criss Angel Believe (2008), Zumanity (2003) e The Beatles — Love (2006). Exceto Elvis, os outros shows estão em cartaz em Las Vegas.

Quem conhece o Cirque du Soleil sabe o que vai encontrar: artistas performáticos em números de gosto duvidoso, com excesso de luzes, fumacinha saindo pelos cantos do palco e trilha sonora meio étnica, meio new age. As estrelas, contudo, são poderosas no quesito força e elasticidade. A plateia pode esperar por alguns momentos excepcionais. Entre eles, os “super-heróis” em camas elásticas, as contorcionistas asiáticas e as cenas de homens suspensos por cordas lutando num tablado vertical. Embora genérico, o enredo parece ter uma unidade visual e sonora até a chegada do capítulo dedicado aos Beatles. Nessa parte, a magia e a fantasia desandam e transformam o circo numa atração da Broadway, embalada por canções como Blackbird e All You Need Is Love.

AVALIAÇÃO: ✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO