Teatro

Veja bons espetáculos teatrais para o Dia das Crianças

'Circo de Pulgas' e 'Branca de Neve e os Sete Anões' fazem parte da seleção

Por: Luiz Fukushiro - Atualizado em

'Circo de Pulgas' 2185a
Os atores Claudio Saltini e Rani Guerra: brincadeiras no palco (Foto: Teka Queiroz)

Confira abaixo as peças escolhidas para distrair os pequenos:

  • Infantil

    Avoar
    VejaSP
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    De Vladimir Capella. Apresentado pela primeira vez em 1985, o texto volta ao cartaz pelas mãos da Cia. Pic Nic. Com música ao vivo, o elenco busca relembrar cantigas e brincadeiras infantis esquecidas na cidade grande. A montagem simples agrada, com sete simpáticos e afinados atores caracterizados de palhaços. Estreou em 22/3/2009. Dias 15, 22 e 29/7/2016.
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  • De Milton Morales Filho. Depois das premiadas O Cadarço Laranja e Histórias de Chuva — Gênese, a companhia Teatro da Gioconda investe em mais uma trama de teor fantástico. Desta vez, trata-se de um curioso hospital, onde brinquedos quebrados e abandonados recebem reparos, para alegria de quem vai buscar ajuda. Por meio dessa sutil alegoria, a narrativa expressa algumas ideias do ensaísta alemão Walter Benjamin (1892-1940), que inspirou a peça. A montagem, porém, fica um pouco arrastada com a longa introdução em que os atores brincam e recitam textos de difícil compreensão, exagerando no lirismo. Estreou em 02/10/2010. De 23 a 30/10/2011.
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  • Adaptação de Angelo Brandini para o clássico Rei Lear, de Shakespeare. No centro da narrativa, um monarca entediado decide dividir o reino entre as três filhas. Ganhará mais terras aquela que lhe demonstrar maior afeto e gratidão. Tímida, a caçula Cordélia não consegue expressar os sentimentos, fica sem nada e acaba expulsa. Toda a trama, embalada por músicas e efeitos sonoros de Erickson Almeida, é perpassada por cenas bem-humoradas. Estreou em 15/05/2010. Dia 12/7/2015.
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  • Adaptação de João Luiz Fiani. Embora baseada no clássico conto dos Irmãos Grimm, a montagem mais parece uma tentativa de reproduzir no palco o filme da Disney. Com figurinos inspirados na animação, quinze intérpretes encenam a história da mulher mais bela do reino e da inveja que surge em sua madrasta. A graça original da fita, no entanto, não comparece. Em tom de musical, o espetáculo traz fracas canções originais e o célebre tema da versão animada, Eu Vou, cantada pelos sete companheiros da Branca de Neve, representados por atores anões — os mais carismáticos do elenco. Estreou em 02/10/2010.
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  • De Fábio Supérbi e Rodrigo Andrade. Sem diálogos, a peça da Cia. O Que de Que retorna com o elenco original e narra a saga de um palhaço (Rodrigo Andrade) expulso de um circo por causa de seus atrasos. Durante a noite, enquanto dormia na rua, um cachorro lhe rouba o nariz vermelho. Ao lado de uma menina (Marcia de Oliveira), ele persegue o ladrão e encontra pelo caminho personagens como um malabarista, um policial e uma vendedora de pães, todos representados por bonecos manipulados por Fábio Galvão — assim como o cão. Por meio de pequenas interações com o público e clássicas palhaçadas, o espetáculo diverte a plateia. Estreou em 31/07/2010. Até 31/03/2013.
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  • Resenha por Tatiane Rosset: De Helena Ritto e Fabio Torres. O amor platônico de uma jardineira e um semeador é o ponto de partida para a gostosa cantoria. Elcio Rodrigues e Helena Ritto formam em cena uma dupla de humor rápido e na medida certa a cada tentativa frustrada de declarar seus sentimentos. Em um dos momentos mais divertidos, a atriz desce do palco e pede ajuda para compor uma música enquanto compara os espectadores a plantas de um jardim. Cristiano Gouveia, ao violão e acordeão, completa o elenco no papel de uma espada-de-são- jorge que narra a história. Não falta na trilha sonora a célebre marchinha A Jardineira (de Benedito Lacerda e Humberto Porto), sucesso do Carnaval de 1939 na voz de Orlando Silva. Estreou em 02/05/2009. Até 24/06/2012.
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  • De Cláudio Saltini e Rani Guerra. Sempre competente na manipulação de bonecos e objetos, a Cia. Circo de Bonecos enfrenta um desafio: dividir o palco com uma figura inexistente. Trata-se de uma pulga “encontrada” na plateia, que será treinada pelos hilariantes Cláudio Saltini e Rani Guerra para brilhar num minúsculo picadeiro. Os dois não só se saem bem nessa tarefa como divertem crianças e adultos do começo ao fim da montagem. Também contribui para o sucesso o ator Kleber Brianez. Escondido o tempo todo, ele dubla o inseto e movimenta o cenário conforme suas estripulias. Em uma mistura de momentos fofos, a exemplo do beijo de boa-noite na pulguinha, e piadas simples, como as trapalhadas de Saltini ao seguir as ordens do colega ao pé da letra, a peça deixa a garotada hipnotizada. Vale avisar: o final é de morrer de rir. Estreou em 2/10/2010. Até 19/8/2015. Atenção: Também na Unibes Cultural nesta semana: A Bruxinha, no sábado (22), 11h, e O Anel do Rei, no mesmo dia, 14h.
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  • Para crianças / Peças

    O Colecionador de Crepúsculos
    VejaSP
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    De Vladimir Capella. Dentre os 150 livros escritos pelo folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), Vladimir Capella selecionou cinco contos populares para compor seu espetáculo. Em comum, O Compadre da Morte, A Velha Amorosa, O Marido da Mãe-d’Água, A Formiguinha e a Neve e A Menina Enterrada Viva trazem gente do povo envolvida em eventos fantásticos. Foram escalados 24 atores e o engenhoso cenógrafo J. C. Serroni para dar um tom grandioso e ao mesmo tempo terno à montagem. Capella optou por apresentar as narrativas de forma fracionada, o que resultou em um interessante jogo de idas e vindas indicado, sobretudo, às crianças mais crescidas. Estreou em 25/04/2009. De 04/09/2010 a 28/11/2010.
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  • De Simoni Boer. A partir de uma trama pueril, a atriz e contadora de histórias Ana Luísa Lacombe constrói um espetáculo de grande força poética. Com uma agulha e muitas linhas coloridas, ela interpreta uma princesa que vive a bordar sempre a mesma paisagem, a única vista do alto da torre onde foi trancada quando nasceu. No seu aniversário de 15 anos, a garota recebe a missão de recuperar a espada roubada do rei. Parte então para uma aventura ao lado apenas de uma formiguinha. Enquanto a atriz Raquel Fernandez, sua companheira de cena, usa rendas e fitas para criar imagens captadas por uma câmera e projetadas num telão, Ana Luísa se encarrega de todos os papéis do texto. Senhora do palco, ela convence a plateia como a princesinha, a rainha, a avó, uma coruja... O vigor dos personagens femininos e a ausência de um príncipe encantado dão ao enredo um ar de conto de fadas moderno, feito sob medida para enfeitiçar a criançada. Estreou em 02/08/2008. Acontece nos dias 14 e 15/05/2011.
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  • De Marcelo Romagnoli. Uma das trupes mais bacanas de teatro infantil da cidade, a Banda Mirim é conhecida por lotar o palco com grandes musicais. Desta vez, apenas dois atores entram em cena, numa montagem mais enxuta, como foi o monólogo O Menino Teresa. O título se refere a Magnólia (a atriz e diretora da peça Claudia Missura), ora uma menina de 6 anos, ora uma senhora de 90 anos. Pode parecer um pouco confuso no início, mas o que vale são as reflexões singelas do texto, em especial as discussões da versão mais jovem da personagem com o pai, Geraldo (Alexandre Faria). Completam o clima as canções, compostas na maioria por Tata Fernandes e pelo próprio autor e apresentadas ao vivo por Claudia Dorei. Simpáticas e fáceis de acompanhar, as letras dão um toque especial ao espetáculo. Estreou em 09/10/2010. De 02/11/2011 a 18/12/2011.
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  • Para crianças / Peças

    E Agora, João?
    VejaSP
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    De Marcelo Villas Boas. Em cenas embaladas por músicas compostas pelo autor, a montagem levanta alguns questionamentos, sem se exceder, e diverte ao mostrar a história de um garoto (interpretado por Luciano Brandão) viciado em televisão — hábito compartilhado por todos os familiares. O monitor de TV da casa, chamado de Senhora Televisão, ganha vida por meio de projeções de imagem (com a boca e a voz emprestadas do ator Carlos Moreno). Ela reclama muito para o menino João e desabafa: não aguenta mais ficar ligada o dia todo. E resolve engolir o garoto. Numa mistura de sonho e realidade, João encontra personagens irrequietos e esquisitos, que cantam, tocam instrumentos e circulam pela plateia. Estreou em 25/10/2009. Até 27/02/2011.
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  • Para crianças / Peças

    O Soldadinho e a Bailarina
    VejaSP
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    Adaptação de Sérgio Módena e Gustavo Wabner para o conto O Soldadinho de Chumbo, de Hans Christian Andersen. Depois de iniciar a temporada como protagonista da peça, Luana Piovani quebrou o pé na apresentação do dia 20 de novembro e se afastou do elenco, sem previsão de retorno. Em seu lugar está a atriz Paula Salles, no papel da bailarina Sofia, uma boneca apaixonada pelo soldado de chumbo Perneta (papel de Pablo Áscoli). No quarto onde a dupla vive também mora o maldoso Boneco de Molas, que fará de tudo para se casar com Sofia. O espetáculo reúne bons atores-cantores, caso de Janaina Azevedo, como a Harpa, e Pablo Áscoli, que se sai bem sob a farda do soldadinho. Pena que a peça falhe no diálogo entre a dramaturgia e a música: embora belas, as canções tomam muito tempo da montagem e a narrativa acaba acelerada demais. Estreou em 02/10/2010. Até 19/12/2010.
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  • De Márcio Araújo. Assim que chegam ao teatro, adultos e crianças recebem um botão de borracha colorido. Ele vai servir de mote para brincadeiras durante o espetáculo e funcionar como chave para abrir o guarda-roupa do título. Autor, diretor do musical e mestre de cerimônias, Márcio Araújo apresenta as historietas de cada uma das peças do armário. Seis atores-cantores da trupe Pocilga & Cia. manipulam vestidos, paletó, camisola, meias e chapéus, transformando-os em personagens. Os trajes não só dançam como também tratam de amizade, preconceito, fama e amor. É difícil não se contagiar com as alegres canções. A partir das 15h, há jogos e um showzinho no saguão do teatro. Estreou em 05/03/2006. Até 31/10/2010.
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  • Resenha por Tatiane Rosset: De Márcio Pontes. Na divertida montagem de bonecos da Cia.Polichinelo — que brinca com o apelido do cineasta José Mojica Marins —, os atores-manipuladores Higor Ferminiano, Maria Alice Ferreira, Márcio Pontes e Marcelo Delilo dão corpo e voz a risíveis monstrengos. Em vez de assustarem, eles provocam no máximo um friozinho na barriga. Zé, o protagonista, não gosta de coveiros e, com a ajuda de seu atrapalhado assistente Toupeira, já espantou trinta deles de seu território. Mas um novato se atreve a querer transformar o cemitério em um lugar mais bonito. Isso só aumenta a ira de Zé. Embora as figuras não primem por movimentos realistas, as criativas saídas de composição dão graça à peça. Caveiras cobertas por trapos tornam-se espectros do mal, e duas luzes acesas na escuridão dão a ideia de sinistras corujas, tudo em um grande cenário. Estreou em 12/09/2010. Até 01/07/2012.
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  • Quando estreou, em 2005, a peça O Ilha do Tesouro causou frisson - era difícil conseguir lugar para acompanhar a divertida aventura. O motivo estava em sua pouco convencional mescla de encenação, interatividade e uma instalação cenográfica de 500 metros feita de madeira, lona e barro. De volta ao cartaz, o espetáculo começa numa taverna na qual o ator Yunes Chami participa da primeira cena com as crianças (obrigatoriamente com mais de 7 anos). Depois, elas entram por um alçapão e partem em busca do tal tesouro. Do outro lado, os adultos presentes viram piratas e também brincam em túneis, labirintos e sequências de lutas de espada até o desfecho, dentro do Teatro do Centro da Terra. Recomendado a partir de 7 anos. Estreou em 14/5/2005. Até 11/12/2016.
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  • Grátis / Para crianças

    O Maior Menor Espetáculo da Terra
    VejaSP
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    De Alvaro Assad e Melissa Teles-Lobo. Em um pequenino circo, a companhia carioca Centro Teatral e Etc. e Tal apresenta habilidosas pulgas de diversas partes do mundo. Claro que se trata de insetos imaginários, emulados com muito bom humor pelo trio de atores expert em mímicas. Alvaro Assad comanda o espetáculo, que conta com a equilibrista chinesa Pun Ching Oo, a pulga-bala argentina Pulgardel, assim como a terrível Ponga, um fortíssimo exemplar do Zimbábue. Tudo no microcenário de Domingos Montagner, da Cia. LaMínima — também responsável pela assessoria circense —, em que Melissa Teles-Lôbo e Marcio Moura fazem as vezes de divertidos assistentes. Os cinquenta assentos ficam sobre o palco, para facilitar a visão dos espectadores. Estreou em 19/08/2010. Acontece nos dias 07, 08 e 09/10/2010.
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  • De Hugo Possolo. Em parceria com a Banda Paralela, a trupe dos Parlapatões investe em mais um espetáculo que mistura números circenses à dramaturgia. Na narrativa, um menino (o ator Raul Barretto) deseja ir ao circo que está de passagem por sua cidade, mas não tem dinheiro. Faz amizade então com um palhaço (Henrique Stroeter) apaixonado por uma bailarina (papel de Nayara Nascimento). Ao ajudar seu novo amigo a conquistar a moça, o garoto acaba participando da ação no picadeiro. O riso flui fácil do começo ao fim, na exibição ao vivo dos animados músicos da Banda Paralela, nas ingênuas piadas dos palhaços ou quando alguém da plateia é convocado para ajudar em uma cena — caso do hilariante número de arco e flecha. As apresentações fazem parte da mostra do Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem, em que a montagem recebeu seis indicações. Estreou em 17/04/2010. Acontece dia 02/10/2010.
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  • De Zeca Baleiro. Sem os didáticos clichês sobre os seres do folclore brasileiro, a primeira peça escrita pelo cantor e compositor maranhense conversa bem com crianças de 10 anos ou mais. Curupira, Boitatá, Caipora, Saci e Iara estão em crise: não assustam mais ninguém. Resolvem, então, deixar a mata rumo à cidade. Lá, apavorados diante dos problemas urbanos, encontram personagens esquisitões, como um índio aculturado cheio de papo. Com diálogos divertidos, figurinos caprichados que fazem referência ao glam rock e painéis formados por escapamentos de carro, o musical se aproxima da cultura pop. Deliciosas canções e coreografias, às vezes semelhantes às do grupo Secos & Molhados (lembra?), empolgam a plateia do começo ao fim. Estreou em 28/8/2010. Até 13/9/2015.
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  • De Michele Iacocca. Resultado da parceria entre a Pia Fraus e o Maracujá Laboratório de Artes, o pouco convencional espetáculo usa diversas linguagens no palco para contar a saga de um cãozinho. O animal ganha vida a partir do desenho de um menino, mas é abandonado por não ser bonito o suficiente para seu dono. O que mais impressiona são os “videocenários”. As imagens de uma maquete filmada por pequenas câmeras são projetadas em um biombo branco, dando a impressão de tamanho real. Outra sacada foi representar o totó por meio de um desenho colado em um carrinho de controle remoto, o que dispensa a presença direta do manipulador. Estreou em 24/04/2010. Até 9/8/2015.
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  • Adaptação musical de Chico Buarque para a peça de Sérgio Bardotti e Luiz Enriquez. Com figurinos coloridos, Rosy Aragão (de voz grave e macia), Juliana Romano e Marcelo Diaz dão vida aos  animais dispostos a fugir dos maus-tratos dos patrões. Além das conhecidas canções originais, entre elas História de uma Gata e A Cidade Ideal, trechos de outras composições ganham menções. Versos como “hakuna matata”, da animação O Rei Leão, arrancam gargalhadas das crianças. Beatriz, pinçada do balé O Grande Circo Místico, de Chico e Edu Lobo, emociona os saudosos adultos na plateia. Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 04/10/2008. Até 18/12/2016.
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  • Lembra do Prático, do Heitor e do Cícero, os porquinhos perseguidos pelo Lobo Mau? Esqueça. Aqui, a história começa com a caricata dupla Pipo e Pepe, donos de um açougue bem diferente. Em vez de carne de verdade, eles vendem carne de bicicleta, de martelo, de óculos... Até o dia em que recebem uma encomenda de carne de porco. Está feita a confusão. Pipo parte para o sítio de Tia Porpeta, onde vivem os Três Porquinhos. As atrizes da Cia. Le Plat du Jour se revezam e equilibram nonsense com técnicas de palhaço e mímica. Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 6/9/2003. Até 31/8//2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO