Cinema

Animação da Disney e comédia nacional ocupam o maior número de salas

O Bom Dinossauro e Vai que Dá Certo 2 devem atrair, respectivamente, crianças e adultos 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Tem nova atração para a criançada chegando aos cinemas: é O Bom Dinossauro, animação da Pixar-Disney, que deve agradar aos menorzinhos e, por tabela, toda a família. Vai que Dá Certo 2 repete a fórmula da comédia de 2013 e, novamente, consegue ser bem-sucedido em sua mistura de humor e ação.

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Mas, claro, há programas melhores para públicos específicos. Quem gosta do cinema de Quentin Tarantino, deve, sim, aguentar as quase três horas de duração para ver Os Oito Odiados. Saudosistas e apreciadores do cinema de arte europeu podem se dirigir à bilheteria de Oito e Meio, clássico de Fellini, voltando às telas em cópia restaurada. 

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Spotlight - Segredos Revelados, com chances no Globo de Ouro e no Oscar, traz à tona uma chocante história real e, para quem quer gargalhar no escurinho do cinema, a dica é a sexy comédia australiana A Pequena Morte. 

  • Com apenas uma atração infantil em cartaz (o regular Alvin e os Esquilos — Na Estrada), chega em boa hora ao circuito o novo desenho da Pixar. Embora seja da produtora de Procurando Nemo, Monstros S.A. e Divertida Mente, entre outros trabalhos espirituosos, a animação ganhou a cara, a pegada e o sentimentalismo dos filmes da Disney. Trata-se, portanto, de um programa para toda a família, mas para agradar, sobretudo, à criançada (inclusive os menorzinhos). A trama parte de uma premissa curiosa de que os dinossauros não foram extintos. Numa fazenda de milho, um casal de apatossauros tem três filhos. Os mais velhos destacam-se pela força e pela astúcia, enquanto o desajeitado Arlo se esforça para ser, ao menos, querido pelos pais. Um incidente no rio, porém, vai levar o pequeno grande dinossauro para outras paragens. Buscando comida para sobreviver, o animal encontra um menino selvagem, de hábitos grosseiros e atitudes corajosas (o garoto lembra um dos personagens de Os Croods). Da improvável união entre um bicho falante e um humano rústico nasce uma amizade cujo desenlace (prepare o lenço!) pode levar os mais sensíveis às lágrimas. Estreou em 7/1/2016.
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  • Consegue imaginar Paris sem o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel, o Louvre ou as pontes sobre o Rio Sena? Inconformado com a destruição de Berlim pelos aliados, Hitler quis arrasar a capital francesa por causa de sua beleza arquitetônica. O plano em questão era para ter sido colocado em prática na madrugada de 24 para 25 de agosto de 1944. Na fértil imaginação do dramaturgo Cyril Gely, houve, então, uma negociação entre o general alemão Von Choltitz (Niels Arestrup) e o cônsul sueco Raoul Nordling (André Dussollier). Na verdade, o assunto entre eles foi outro, mas, no drama Diplomacia, extraído da peça homônima, o tema está todo concentrado no dilema do nazista de exterminar (ou não) uma cidade belíssima e, por tabela, fazer milhares de vítimas. Por mais que a fonte original seja o teatro, o diretor alemão Volker Schlöndorff consegue dinamizar o texto com reflexões profundas e impasses éticos. Estreou em 7/1/2016.
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  • Mais uma parceria do diretor Robert Guédiguian com sua mulher, Ariane Ascaride, a dupla de Marie-Jo e Seus Dois Amores, entre outros filmes. A atriz interpreta uma mulher de meia-idade cujos convidados não aparecem para a festa no dia de seu aniversário. Ela decide, então, percorrer Marselha de carro. Estreou em 7/1/2016.
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  • O cineasta Guido Anselmi (Marcello Mastroianni), além de estar com problemas de saúde, embarcou numa crise de inspiração artística às vésperas de começar seu novo trabalho. Por recomendação médica, vai se tratar numa estância termal e, lá, pessoas de seu passado e do presente se misturam em sequências de sonhos e realidade. Onírico e inebriante — assim pode ser definido Oito e Meio, um clássico fabuloso de Federico Fellini, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1964, e volta às telas em bela cópia restaurada. A amante (Sandra Milo), a esposa (Anouk Aimée) e uma prostituta da infância (Edra Gale) são algumas das mulheres que passam pelos confusos pensamentos de Guido. Em sua forma mais exuberante, Fellini entrega à plateia uma obra-prima (ainda) enigmática, floreada de situações nonsense, mas não menos fascinante. Reestreou em 7/1/2016.
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  • Ambientado nas montanhas geladas do Wyoming após a Guerra Civil (1861-1865), o faroeste tem, conforme revela o título, apenas personagens detestáveis. A começar por John Ruth (Kurt Russell), um ríspido caçador de recompensas que está levando Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), uma notória criminosa, para ser enforcada em Red Rock. Uma tempestade de neve, porém, vai unir a dupla a um xerife (papel de Walton Goggins) e a um ex-major negro (Samuel L. Jackson), agora atuando no mesmo “ramo” de John Ruth. O tempo ruim faz com que os quatro mais o cocheiro da diligência se abriguem numa estalagem. Lá, encontram novos tipos, entre eles um comandante sulista preconceituoso (Bruce Dern). Nos diálogos ácidos de Tarantino, humor rima com intolerância racial, e seu faroeste ganha uma leitura contemporânea. E compensam os 167 minutos? Há uma “barriguinha” de cerca de meia hora na apresentação dos odiados, mas trata-se de algo menor se comparado à engenhosidade de um roteiro com reviravoltas e surpresas. Merecidamente, o veterano Ennio Morricone levou o Oscar de melhor trilha sonora. Estreou em 7/1/2016.
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  • “Pequena morte” é o apelido dado pelos franceses ao orgasmo. Trata-se de uma boa metáfora, mas, como título de uma comédia, vira um desastre. Por isso, não se deixe enganar: A Pequena Morte narra, sim, casos conjugais, porém com originalidade, ousadia, pitadas polêmicas e humor de qualidade. Na produção australiana, dirigida e escrita pelo ator Josh Lawson, cinco casais têm seus relacionamentos testados por causa de algum, digamos, fetiche do(a) parceiro(a). O próprio Lawson se entrega a um dos episódios mais controversos: o do marido cuja esposa (Bojana Novakovic) quer ser estuprada por ele. Há também o quarentão que só consegue transar com a mulher quando ela dorme e a moça cujo desejo só desponta ao ver seu companheiro chorando. As situações são, a princípio, dramáticas e propícias para ser levadas a um terapeuta. Nas mãos de um roteiro espirituoso e sem alertas morais, o longa-metragem torna-se um programa agradável e muito divertido. Para ver a dois. Ou não. Estreou em 7/1/2016.
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  • Em 2001, Marty Baron (Liev Schreiber) chega ao The Boston Globe para dar mais dinamismo ao jornal. Seu foco está, sobretudo, na equipe de um editor e três repórteres que faz apuradas (e demoradas) matérias investigativas. Baron tem algo na mira: os crimes de pedofilia cometidos por padres católicos ao longo de décadas e, até então, varridos para debaixo do tapete. Walter Robinson (Michael Keaton) sai a campo, assim como seus experientes jornalistas (papéis de Rachel McAdams, Brian d’Arcy James e Mark Ruffalo). Os esforços da reportagem, publicada em 2002, são mostrados detalhadamente no roteiro do drama, um eficiente filme-denúncia narrado de forma convencional e conduzido sem arroubos cinematográficos. Além de trazer à tona fatos e números chocantes, o longa-metragem tem o mérito de revelar os bastidores do (bom) jornalismo. Além de melhor filme, Spotlight levou a estatueta do Oscar de melhor roteiro original. Estreou em 7/1/2016.
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  • Sucesso de bilheteria em 2013, com quase 3 milhões de espectadores, Vai que Dá Certo tinha uma combinação de filme de golpe com comédia, estrelada por um time de atores em perfeita sintonia. Gregório Duvivier, um dos personagens mais divertidos, faz falta em Vai que Dá Certo 2, mas seus colegas conseguem driblar a ausência devido à azeitada mistura de ação e humor da nova trama. Trata-se, é claro, de mais um enredo envolvendo um golpe. A história traz de volta Rodrigo (Danton Mello), agora casado com Jaqueline (Natália Lage) e tendo de aguentar o “chatonildo” primo Danilo (Lúcio Mauro Filho). Uma morte, uma traição conjugal e um vídeo comprometedor vão colocar Tonico (Felipe Abib) e Amaral (Fábio Porchat), amigos de Rodrigo, diante de uma negociação de 1 milhão de reais. Chantagem, sequestro, um velhinho gagá (papel de Lúcio Mauro), um vilão impiedoso (Vladimir Brichta) e uma periguete dissimulada (Veronica Debom) integram uma história conduzida de forma ágil e com piadas sem contraindicações. Estreou em 7/1/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO