Cinema

'Esquadrão Suicida' é a principal estreia da semana

Vilões da DC Comics ganham um filme frustrante 

Por: Miguel Barbieri Jr.

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Arlequina, Coringa, Pistoleiro e demais vilões da DC Comics podem ser vistos em Esquadrão Suicida, o maior lançamento da semana. Mas não é o melhor. Embora tenha boa arrancada, a trama para reunir os anti-heróis não entusiasma.

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Há, contudo, boas atrações entre os lançamentos. Para grandes plateias, a comédia A Intrometida traz Susan Sarandon divertindo o espectador numa história encantadora. Quem também faz rir é Tom Hanks, que passa maus bocados na Arábia Saudita em Negócio das Arábias.

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Em circuito restrito, valem o ingresso o mexicano O Monstro de Mil Cabeças e o francês Os Cavaleiros Brancos. E o cinema nacional comparece com o competente drama conjugal Vidas Partidas e com o documentário A Loucura entre Nós.   

 

  • Comédia romântica

    Um Amor à Altura
    VejaSP
    4 avaliações
    É comum os americanos adaptarem roteiros de produções europeias. Caso raro, Um Amor à Altura é a versão francesa do argentino O Amor Não Tem Tamanho (2013). Pouco tempo separa os dois filmes; portanto, quem assistiu ao original verá a mesmíssima história. Trata-se aqui do romance em banho-maria de Alexandre (Jean Dujardin, de O Artista) e Diane (Virginie Efira). Ele é um arquiteto charmoso e rico, que move montanhas para conquistar a advogada divorciada. A jovem, porém, tem certa resistência por puro preconceito: o conquistador tem a altura de um anão. O truque visual para diminuir o tamanho do protagonista rouba a cena de uma história de amor previsível. Estreou em 4/8/2016.
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  • Afeito a dramas familiares (como Propriedade Privada), o diretor belga Joachim Lafosse debruça-se em Os Cavaleiros Brancos sobre um episódio real. Inspirada no caso da Arca de Zoé, ocorrido em 2007, a trama mostra um grupo de franceses da ONG Move for Kids empenhado em encontrar 300 órfãos com menos de 5 anos num paupérrimo país africano em guerra civil. Entre conchavos e propinas, a equipe depara com uma situação caótica e perigosa. O roteiro expõe as verdadeiras intenções dos benfeitores, culminando num clímax aflitivo. Estreou em 4/8/2016.
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  • Juntar os vilões da DC Comics num único filme parecia uma proposta instigante. Só parecia, já que Esquadrão Suicida tem resultado frustrante. De arrancada poderosa, movida por uma deliciosa trilha sonora pop, a história apresenta didaticamente os personagens principais e mostra como eles saíram da prisão para ser reunidos por Amanda Waller (Viola Davis), influente agente na Casa Branca. Arlequina (Margot Robbie), por exemplo, apaixonou-se pelo Coringa (Jared Leto) e debandou-se para a turma do mal. Ex-matador de aluguel, Pistoleiro (Will Smith) foi preso por Batman. Ainda completam o time, entre outros, Capitão Bumerangue, Crocodilo e El Diablo. Depois da morte de Superman, Amanda acredita que só essa equipe de violentos insanos será capaz de derrotar os meta-humanos, controlados por Magia (Cara Delevingne). Quem vai liderar o esquadrão é o militar Rick Flag (Joel Kinnaman). Não demora muito para que a trama caia no genérico e mostre a fragilidade da proposta inicial, sobretudo porque a união dos anti-heróis não tem consistência e a vilã é patética. Nem mesmo os efeitos visuais resistem à previsibilidade. Estreou em 4/8/2016.
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  • Drama

    Fome
    VejaSP
    Sem avaliação
    Em Fome, um desabrigado (papel de Jean-Claude Bernardet) vaga pelas ruas de São Paulo. O diretor Cristiano Burlan (de Mataram Meu Irmão) flerta com o documentário num registro em preto e branco sobre a miséria. Há belos planos-sequência, mas o resultado é pretensioso e, muitas vezes, enfadonho. Estreou em 4/8/2016.
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  • Comédia dramática

    A Intrometida
    VejaSP
    3 avaliações
    Marnie (Susan Sarandon) tornou-se viúva há dois anos e mora em Nova York. Para ficar perto da filha, ela se muda para Los Angeles e, insistentemente, quer fazer o papel de mãezona. Mas Lori (Rose Byrne), além de ser uma atarefada roteirista, atravessa uma crise pessoal e não está disposta a escutar conselhos maternos. Há tempos sem um bom papel de protagonista, Susan Sarandon, que completará 70 anos em outubro, encontra em A Intrometida uma personagem para (se) divertir e inspirar as mulheres. De uma generosidade transbordante, a abonada Marnie faz amizades improváveis e, aos poucos, percebe que pode voltar a ter uma vida a dois ao conhecer o aposentado Zipper (J.K. Simmons, de Whiphash). Numa doce mistura de humor e drama, o filme da diretora e roteirista Lorene Scafaria encanta sem precisar de esforço. Estreou em 4/8/2016.
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  • Embora tenha depoimentos de outros internos, A Loucura entre Nós foca duas pacientes do hospital psiquiátrico Juliano Moreira, em Salvador. Ambas sofrem de transtorno bipolar e relatam seu cotidiano. O documentário as acompanha por um longo período e mostra as transformações (para o bem e para o mal) na vida delas. Triste de ver, mas necessário. Estreou em 4/8/2016.
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  • Uruguaio radicado no México, o diretor Rodrigo Plá tem um domínio narrativo fabuloso, conforme demonstrou em Zona do Crime (2007). Em seu novo trabalho, O Monstro de Mil Cabeças, ele retorna ao tema das diferenças sociais num drama pontilhado de suspense e surpresas. Na trama, Sonia (a ótima Jana Raluy) perde o controle quando seu marido, com câncer em estágio avançado, tem uma crise respiratória. Na urgência de dar início a um caro tratamento médico, ela recorre ao plano de saúde. Contudo, a burocracia e a falta de compreensão dos diretores da seguradora a levam a uma série de atitudes desesperadas e não menos polêmicas. Estreou em 4/8/2016.
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  • O executivo americano falido Alan (Tom Hanks) chega à Arábia Saudita com uma missão: vender um novo sistema de comunicação digital para o rei. Os percalços, porém, serão grandes. Além de haver diferenças culturais, o povo de lá parece não querer cooperar com o estrangeiro. A angustiante experiência do personagem de Negócio das Arábias passa pelo drama, mas é da comédia que o roteiro extrai saborosos momentos, sobretudo da relação do protagonista com um motorista local (Alexander Black). Estreou em 4/8/2016.
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  • Em Recife, no início dos anos 80, o professor universitário Raul (Domingos Montagner) e a bióloga Graça (Naura Schneider) mantêm um casamento de mútua confiança e momentos íntimos quentes. Algo começa a desandar quando o ciúme excessivo dele ultrapassa os limites. A partir daí, a relação naufraga, sobretudo depois que o marido agride a esposa. No engenhoso roteiro de Vidas Partidas, o tema da violência doméstica, problema tão comum até hoje, é ambientado na classe média. Montagner, excelente no papel do cafajeste arrependido, é apenas uma das qualidades de um filme cuja trama incomoda e faz pensar, algo pouco comum no cinema comercial brasileiro. Estreou em 4/8/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO