Cinema

'Magic Mike XXL' é o destaque entre as estreias

Aventura com strippers tem astros como Channing Tatum e Matt Bomer  

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Magic Mike XXL
Filme sobre strippers é estrelado por Channing Tatum  (Foto: divulgação )

A principal estreia da semana, Magic Mike XXL, é uma decepção. Vulgar e sem a sensualidade do primeiro filme, lançado três anos atrás, a aventura dos strippers estrelada por Channing Tatum traz cenas de simulação de sexo para mulheres histéricas. 

Melhor pedida é Jogada de Mestre, com Anthony Hopkins no papel de Freddy Heineken, dono da cervejaria holandesa, sequestrado em Amsterdã em 1983. Para adolescentes, D.U.F.F. mostra-se melhor do que o badalado Cidades de Papel ao apresentar um registro divertido e espirituoso dos teens. 

Para quem curte um cinema-cabeça, Adeus à Linguagem, novo e provocador trabalho do diretor francês Jean-Luc Godard, cai como uma luva.

Dá para passar batido por outros lançamentos, entre eles Sobrenatural - A Origem, a comédia dramática francesa Beijei uma Garota e o documentário de índios A Nação que Não Esperou por Deus. 

 

  • Entrar numa sessão de Adeus à Linguagem no início, na metade ou prestes a terminar vai dar na mesma. Como vem fazendo nos últimos tempos, Jean-Luc Godard, um dos grandes nomes da nouvelle vague na década de 60, testa formatos de narrativa na realização de trabalhos experimentais. Seu mais novo longa-metragem não foge à regra e busca ser anticonvencional ao extremo. Quase uma novidade em sua filmografia, o 3D é usado com resultado irregular. Se há cenas da natureza em cores saturadas que conseguem impressionar pela beleza plástica, imagens sobrepostas tendem a embaralhar a visão. Mas está, justamente, nesse mix confuso e transgressor a proposta do polêmico e ousado cineasta. Aos 84 anos, Godard usa um casal (papéis de Héloïse Godet e Kamel Abdeli) para dar algum ponto de apoio ao espectador. Em meio a uma crise, os personagens soltam frases de efeito enquanto se desenrolam situações paralelas com citações de Sartre a Faulkner — até o cachorro de Godard entra na parada. Adeus à Linguagem é tão provocador quanto hermético e, na “viagem” sensorial, decifrá-lo torna-se um extenuante desafio. Estreou em 30/7/2015.
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  • Diretor de Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos (1999), Marcelo Masagão faz uma colagem com mais de 2 000 atores na livre adaptação de O Mal-Estar na Civilização, de Sigmund Freud. Estreou em 30/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Beijei Uma Garota
    VejaSP
    1 avaliação
    O ponto de partida da comédia dramática francesa Beijei uma Garota instiga. Na Paris que aprovou o casamento gay, o empresário Jérémie (Pio Marmaï) vai, finalmente, oficializar sua união com o médico Antoine (Lannick Gautry), seu companheiro há uma década. Mas, poucos dias antes da cerimônia, Jérémie, de 34 anos, transa, pela primeira vez na vida, com uma mulher — no caso, a sueca Adna (Adrianna Gradziel). O protagonista entra em parafuso e pede conselhos ao sócio falastrão e mulherengo (papel de Franck Gastambide). Maxime Govare e Noémie Saglio escreveram e dirigiram uma história de desventuras amorosas contemporâneas na intenção de acenar à diversidade sexual e ao público GLS. Embora tenha picos de humor espirituoso (sobretudo na composição da família de Jérémie), a trama perde totalmente o rumo e o propósito na meia hora final. Entram em cena situações improváveis e um patético desfecho, que tenta conciliar homos e héteros numa celebração falsificada da felicidade. Estreou em 30/7/2015.
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  • Em seu longa-metragem de estreia, o Gilson Vargas mostra inegável para captar a atmosfera de um road movie. Seus enquadramentos são detalhistas e, por muitas vezes, tem-se a sensação de que o cineasta quer “aparecer” mais do que a história. Isso fica claro porque sua trama não tem muito fôlego. Trata-se aqui do drama de Pedro (Marcos Contreras), gaúcho de Porto Alegre, à procura do pai. Na rota até o Uruguai, o rapaz hospeda-se em pousadas e hotéis baratos, além de fazer amizades entre alguns contratempos. Estreou em 30/7/2015.
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  • Comédia

    D.U.F.F.
    VejaSP
    Sem avaliação
    Ao contrário de Cidades de Papel, um registro sonolento da adolescência, D.U.F.F. acerta melhor seu público-alvo, lembrando as leves comédias juvenis da década de 80. O título foi mantido no original em inglês e é uma sigla para determinar a(o) estudante feia(o) e gorda(o), que serve de “isca” para conquistar jovens bonitos e enturmados. Bianca (Mae Whitman) não tem atributos físicos e, ao descobrir ser uma d.u.f.f., dispensa as falsas amigas e vai pedir conselhos a Wesley (Robbie Amell), o vizinho bonitão e queridinho das meninas. A simpática história traz as típicas crises dos teens e, claro, tem uma vilã-periguete, de cabelo armado e unhas afiadas, para rivalizar com a protagonista. Entre estereótipos e desfecho previsível, restam eficientes mensagens para quem não chegou à idade adulta. Estreou em 30/7/2015.
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  • Em 1983, o bilionário Freddy Heineken (papel de Anthony Hopkins), dono da cervejaria holandesa, foi sequestrado em Amsterdã. Cor van Hout (Jim Sturgess), cabeça do grupo de criminosos de primeira viagem, tinha como parceiro o cunhado, Willem (Sam Worthington), além de um amigo (Ryan Kwanten) e mais dois sujeitos inexperientes. No cativeiro, acompanhado de seu motorista, Heineken esperou dias para ser libertado enquanto a gangue enfiava os pés pelas mãos. A história de Jogada de Mestre, inspirada em episódio real, ganha ares de thriller nas mãos do diretor sueco Daniel Alfredson. Além de um drama familiar (o pai de Willem havia sido demitido da Heineken), o roteiro é pontilhado de tensão e valorizado na empenhada atuação de Sturgess (Across the Universe) e Worthington (Avatar). Estreou em 30/7/2015.
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  • Drama / Aventura

    Magic Mike XXL
    VejaSP
    4 avaliações
    Três anos atrás, Magic Mike causou sensação nos Estados Unidos e, por aqui, amargou um injusto fracasso comercial. A história, estrelada e livremente inspirada na vida do ator Channing Tatum, girava em torno de um rapaz que, em troca de grana, tirava a roupa nos palcos. Tatum volta ao posto de protagonista e produtor de Magic Mike XXL. Embora esteja tendo uma divulgação maçica por parte de seu astro, o filme não rendeu o esperado nas bilheterias americanas. O fiasco se justifca. Em um fiapo de trama, Mike (Tatum), três anos depois do enredo original, abandonou o clube das mulheres, casou e toca uma pequena marcenaria de móveis na Flórida. Seus ex-colegas, porém, conseguem convencê-lo a voltar à ativa pela última vez e numa convenção anual de strippers. Segue-se, então, um road movie regado a situações forçadas, a exemplo de a van quebrar no meio do caminho e uma gatinha surgir para testar a fidelidade de Mike. Mas, assim como no longa-metragem anterior, os quesitos graça, erotismo e sensualidade importavam mais. Quase tudo isso foi pelos ares. Há apenas duas cenas trazendo esses atributos: Tatum testando suas habilidades de dançarino numa garagem (logo na abertura) e Joe Manganiello fazendo um número sensual para a balconista de uma loja de conveniência. De resto, sobressaem sequências de simulação de sexo, em que a mulherada histérica cobre os profissionais de dólares. A sutileza passa longe e a vulgaridade impera para decepção da plateia. Estreou em 30/7/2015.
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  • Diretora de Uma Longa Viagem (2011), Lúcia Murat retorna ao gênero documentário para enfocar o cotidiano das aldeias dos índios kadiwéus, em Mato Grosso do Sul. O longa-metragem foi rodado em três etapas ao longo de dezessete anos e mostra a transformação ocorrida por lá. Há poucos depoimentos interessantes, muito papo restrito a público específico e imagens que pouco acrescentam ao registro. Estreou em 30/7/2015.
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  • Não é preciso ter visto os dois episódios anteriores, de 2010 e 2013, para comprovar que o terror é um caça-níquel. A trama apresenta o drama da jovem Quinn Brenner (Stefanie Scott). Após a morte da mãe, a moça tenta manter contato espiritual com ela. Um acidente, porém, a coloca de cama em casa e, lá, passa a ouvir barulhos estranhos e ver aparições sinistras. O pai dela (papel de Dermot Mulroney) vai, então, atrás de uma sensitiva que se comunica com os mortos. Dos clichês mais banais do gênero ao humor voluntário provocado por uma dupla de caça-fantasmas, o filme ainda tem a pretensão de sugerir uma sequência ao desfecho. Poupe-nos!
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  • Cosme Alves Netto (1937-1966) é um anônimo para a maioria dos espectadores. No documentário Tudo por Amor ao Cinema, esse amazonense radicado no Rio de Janeiro desde a década de 50 vira a figura mais importante diante de grandes personalidades como os cineastas Eduardo Coutinho, Cacá Diegues e Nelson Pereira dos Santos. Por meio de 34 entrevistas e imagens de setenta filmes (a exemplo de Deus e o Diabo na Terra do Sol e Encouraçado Potemkin), o filme consegue transmitir a importância histórica de Cosme. Ele foi curador da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a partir de 1964 e, durante o regime militar, escondeu películas proibidas, como os trechos da primeira fase de Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. O rico material de arquivo faz um bom suporte para os depoimentos de uma realização que durou quatro anos. Estreou em 30/7/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO