Cinema

'Procurando Dory' e 'Contrato Vitalício' são as principais estreias

Sequência de Procurando Nemo e filme do Porta dos Fundos entraram na maioria das salas 

Por: Miguel Barbieri Jr.

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Treze anos depois de Procurando Nemo, eis que, finalmente, estreia a sequência. Procurando Dory, embora não tenha a originalidade do original, cumpre a tabela de agradar, sobretudo a criançada, com uma história fofa, divertida e até emocionante.

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Outro filme muito esperado é Contrato Vitalício, primeira empreitada do grupo Porta dos Fundos no cinema. E, assim como o resultado dos vídeos na internet, o longa-metragem tem altos e baixos.

Melhor pedida? Invista no drama italiano Incompreendida, dirigido por Asia Argento e, ambientado em 1984, enfoca a trajetória de uma menina que é neglicenciada pelos pais artistas.

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    O novo documentário da diretora de Justiça (2004) e Juízo (2007) chega tardiamente aos cinemas. Maria Augusta Ramos captou a efervescência nas ruas, em 2014, pouco antes da Copa da Mundo. Em seu novo trabalho, reúne cenas dos protestos com sequências do cotidiano de, entre outros, um metalúrgico, um motoboy e um analista financeiro. O resultado, além de já datado, é tendencioso, arrastado e pouco relevante. Estreou em 30/6/2016.
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  • Embora seja filha do diretor Dario Argento e da atriz Daria Nicolodi, a realizadora Asia Argento não vê semelhanças entre sua vida e a da protagonista de Incompreendida. Será? Na trama, ambientada em 1984, Aria (a ótima atriz mirim Giulia Salerno) tem 9 anos, duas irmãs mais velhas e pais que nem notam seu talento de escritora. A mãe (Charlotte Gainsbourg), pianista, só pensa em seus recitais, e o pai (Gabriel Garko), um astro do cinema, está mais preocupado com sua carreira. Após a separação deles, Aria, pouco querida por ambos, fica pulando de casa em casa e só tem a companhia da melhor amiga e de um gato preto. A desilusão com o mundo adulto faz a menina tomar atitudes radicais. Além da fotografia solar, cenários e figurinos ganham cores fortes. Mas um universo cinza e desesperador corresponde à realidade da menina. Pontilhando o drama com humor, Asia faz um registro incisivo sobre uma infância perdida. Estreou em 30/6/2016.
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  • Em sua estreia na direção, o cantor pernambucano Alceu Valença traz à tona o drama de Lampião (Irandhir Santos) e Maria Bonita (Hermila Guedes). Estreou em 30/6/2016.
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  • Em 2011, o escritor carioca João Paulo Cuenca (ou apenas J.P.) descobriu que estava morto. Explica-se: uma mulher usou a certidão de nascimento dele para identificar o corpo de um outro homem, morador de um prédio desocupado na Lapa. O drama tem jeito de documentário encenado e mostra a investigação feita pelo próprio Cuenca (“ator”, diretor e roteirista do filme), que, obsessivamente, buscou uma explicação para o caso. Embora tenha talento para a estética, o realizador desequilibra o resultado com atuações de não profissionais. O desfecho também frustra. Estreou em 30/6/2016.
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  • Kheiron, nome artístico de Kherin Tabib, é um rapper e humorista iraniano radicado na França. No cinema, ele estreia como roteirista e diretor de Nós Ou Nada em Paris, uma história que relembra a trajetória de seus pais. O próprio Kheiron interpreta seu pai, Hibat Tabib. Ativista político, ele participou da queda de Reza Pahlavi, o xá do Irã, em 1979. O governo de seu país ficou ainda pior com a chegada do aiatolá Khomeini ao poder. Perseguido pelo novo regime, Tabib pegou a mulher (Leïla Bekhti) e o pequeno filho e fugiram para Paris. Buscando usar o humor em enredo bastante dramático, Kheiron não acerta o tom. Há uma boa recriação do cenário revolucionário da época, mas nada que saia do lugar-comum. Até mesmo afetivamente, o realizador mostra-se distante e frio para abordar o inusitado casamento de seus pais e os dramas familiares enfrentados por eles. Estreou em 30/6/2016.
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  • Fábio Porchat, João Vicente de Castro, Ian SBF, Antonio Tabet e Gregório Duvivier podem não ter criado a pólvora. Mas inventaram um tipo de programa de humor, consagrado na internet como Porta dos Fundos, com vídeos curtinhos que, em geral, chegam a 2 milhões de visualizações. O sucesso foi, é claro, parar no cinema, e Contrato Vitalício, assim como os esquetes da rede, mostra-se irregular. Entre momentos divertidíssimos, há personagens dispensáveis e situações repetitivas. Sair da zona de conforto, ou seja, fazer um longa-metragem sem precisar recorrer ao formato original, é uma virtude. O roteiro, contudo, tem altos e baixos. Traz Duvivier na pele do cineasta Miguel e Porchat interpretando o ator Rodrigo. No Festival de Cannes, o diretor ganha um prêmio, os amigos saem para comemorar e, no dia seguinte, Miguel desaparece do mapa. Só será reencontrado dez anos depois, quando Rodrigo, agora um astro famoso, volta ao mesmo quarto do hotel em Cannes. Na ácida crítica à indústria da fama instantânea e do entretenimento, sobram deliciosas farpas politicamente incorretas para todos os lados. Há quilos de citações, de programas, revistas e celebridades como Anitta, Angélica e Caetano Veloso. Embora Duvivier e Porchat, ambos um pouco acima do tom, sejam os protagonistas, Luis Lobianco (o empresário), Marcos Veras (um repórter “delicado”) e Thati Lopes (a vlogueira fitness) roubam a cena. Tabet e João Vicente receberam papéis sem graça. Se a direção de Ian SBF peca pelo excesso de agitação e gritaria, a trama muitas vezes anda em círculos (como na sátira corrosiva à preparadora de elenco Fátima Toledo) e apela, infantilmente, para a escatologia. É fato: um roteiro lapidado e enxuto deixaria o filme do Porta mais refinado. Estreou em 30/6/2016.
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  • Em Procurando Nemo (2003), Dory roubou a cena com seu humor de maluquinha perdida. Eis que, treze anos depois, a peixinha desmemoriada ganhou uma animação com papel de protagonista. O novo filme, é claro, não vai ganhar o status de cult da pequena obra-prima Nemo. Mesmo assim, trata-se de uma atração fofa para agradar à criançada e fazer sorrir os adultos. O roteiro começa mostrando Dory ainda criança e perdendo-se dos pais. Rapidamente, há o encontro dela com Marlin e Nemo no primeiro longa-metragem. A partir daí, já adulta, Dory encasqueta que precisa reencontrar sua família. Sai, então, dos corais e vai em busca de uma pista no Instituto da Vida Marinha, na Califórnia, um centro de reabilitação para peixes. Lá, Dory conhece o figuraça Hank, um polvo habilidoso, além de uma baleia e um tubarão. Como se nota, Marlin e Nemo viraram personagens secundários — e o oceano também. Toda a ação se passa, praticamente, dentro de aquários e lagos num parque temático. Na intenção de mudar de “cenário”, a história perdeu parte do encanto, mas conservou a graça e a emoção do original. Estreou em 30/6/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO