Cinema

Animação 'Shaun' e filme de espionagem entre as estreias

Mais de dez filmes chegam aos cinemas nesta quinta (3), entre eles o longa o 'Agente da U.N.C.L.E' e um documentário de Walter Salles

Por: Fernando Masini - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

O mês de setembro começa com muitas estreias nos cinemas da capital. Feita com técnica de massinha, a animação inglesa Shaun, o Carneiro mostra a história de bichos que se aventuram na cidade grande em busca de seu dono.

+ Outras notícias de cinema no Blog do Miguel

Realizado como uma homenagem, o documentário Jia Zhan-ke, do diretor Walter Sallles, de Diários de Motocicleta e Central do Brasil, revela os lugares onde o cineasta chinês rodou seus filmes. Ele reencontra nas locações velhos amigos e relembra algumas cenas.

Baseado numa série de TV, O Agente da U.N.C.L.E coloca dois agentes de territórios inimigos trabalhando por um mesmo objetivo.

Duas comédias nacionais também estreiam hoje: A Esperança É a Última que Morre, com a atriz Dani Calabresa no papel de uma repórter de telejornal, e Entrando numa Roubada, que mistura cenas de ação e humor.

Confira os horários e as salas:

  • Numa época em que até as superproduções de James Bond ganham tons sombrios e violentos, uma fta de espionagem leve e espirituosa como O Agente da U.N.C.L.E. pode parecer um tanto ultrapassada. No caso, porém, vale desconfar dessa primeira impressão. O charme do filme se encontra justamente na maneira saborosa, sem um pingo de pretensão, como brinca com referências pop dos anos 60. O visual extravagante e a atmosfera cool daquela década são atualizados com muito estilo pelo diretor inglês Guy Ritchie, o homem que transformou Robert Downey Jr. em um atrevido Sherlock Holmes. Exibido entre 1964 e 1968, o seriado de TV tinha o dedo do escritor Ian Fleming (o “pai” de 007) e partia de uma premissa tão absurda quanto divertida: e se, em plena Guerra Fria, um agente secreto americano e um soviético decidissem unir forças na luta contra ameaças globais? Assim nasceram os “chapas” Napoleon Solo (interpretado por Henry Cavill, o Super-Homem de O Homem de Aço) e Illya Kuryakin (papel de Armie Hammer). Na nova trama, eles são atraídos pela misteriosa Gaby Teller (Alicia Vikander), filha de um homem procurado pelos espiões por carregar uma mala com segredos atômicos. O roteiro, apesar de pecar pela falta de engenhosidade e se alongar exageradamente, é mero pretexto para sequências de ação beirando o nonsense e diálogos engraçadinhos escorados nas diferenças de temperamento entre os heróis. Enquanto Solo se revela mulherengo e desencanado, o russo Kuryakin dá conta de missões quase impossíveis graças a um jeitão sisudo e metódico. Risco de colapso mundial? Sim, existe. Mas, para esses tipos antiquados e adoráveis, o ramo das intrigas internacionais era acima de tudo um deleite — ao menos na fcção, claro. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • Dois mestres adaptaram o romance Diário de uma Camareira, de Octave Mirbeau, para o cinema: Jean Renoir em 1946, cujo título em português foi traduzido como Segredos de Alcova, e Luis Buñuel em 1964. Trata-se portanto de uma tarefa arriscada a do francês Benoît Jacquot, que resolveu contar novamente nas telas a história de Célestine, uma jovem camareira de Paris que, no início do século XX, é alocada por um agente para trabalhar na casa de uma família burguesa no interior da França. Apesar das inevitáveis comparações, o diretor se sai bem ao dar um toque moderno ao espírito libertário da protagonista. A escolha da estonteante Léa Seydoux, que ganhou projeção em Cannes com o longa Azul É a Cor Mais Quente e será a próxima “Bond girl”, foi fundamental para dar frescor ao enredo. Ela consegue esconder atrás de uma aparência angelical o jeito atrevido e arrojado da personagem, falsamente submissa diante dos ataques pervertidos dos homens à sua volta. Hervé Pierre, no papel do bonachão patrão Lanlaire, é um deles. Vive cercando a criada pelos cantos da residência, enquanto sua mulher (Clotilde Mollet) personifica o deslumbre autoritário da classe burguesa ao exigir dela, ao toque de um irritante sino, tudo ao mesmo tempo. Situações cômicas, a exemplo da madame que carrega um vibrador em uma viagem de trem, dão um ar de crônica ao filme, sem que isso oculte a tensão social. Aos poucos, a empregada se sente atraída por Joseph (Vincent Lindon), o jardineiro fascista da mansão que trama na surdina contra os patrões e oferece a Célestine a oportunidade de se libertar da opressão. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • Sequência do filme A Entidade, lançado em 2012 e dirigido por Scott Derrickson, a fita de horror exagera nos sustos forçados para compensar uma história pouco original. Mãe de dois garotos, Courtney (Shannyn Sossamon) mora em uma casa onde ocorreu um misterioso incêndio. Trata-se do esconderijo que ela encontrou para fugir das ameaças do marido (Lea Coco). Dylan, o filho de Courtney que costuma conversar com crianças mortas no porão da residência, enfrenta os maus-tratos do irmão e terríveis alucinações. Assume o papel de pai protetor um detetive particular (James Ransone) que se aproxima da família ao investigar uma série de assassinatos gravados por garotos em vídeos caseiros. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • O diretor André Moraes, no seu primeiro longa-metragem, conseguiu reunir um elenco de peso, composto de nomes como Deborah Secco e Julio Andrade, para fazer um filme de ação e humor com cara de cinema independente. Ponto positivo para o estilo criativo do jovem autor, que combina boa trilha sonora e uma montagem eletrizante, mas há ressalvas quanto à história, difícil de engolir e repleta de dramas superficiais pouco convincentes. Após o lançamento de um filme malsucedido, um grupo de amigos faz bicos para sobreviver. No papel de uma atriz, Deborah Secco se apresenta como palhaça em festas infantis, ao lado do destemperado Walter (Lucio Mauro Filho), que se entope de antidepressivos e sofre com alucinações. Dá para dizer que a derrocada da turma tem a ver com o sucesso do pastor Alex (Marcos Veras), que passou a perna nos ex - amigos em proveito próprio. Daí vem a vingança planejada por Eric (Julio Andrade): assaltar postos de gasolina como se estivesse realizando uma filmagem e dar o troco em Alex. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • Não basta reunir humoristas talentosos da televisão para obter êxito na hora de rodar um filme. O tempo é outro, e a estrutura baseada em esquetes muitas vezes não funciona. É desse mal que sofre a comédia A Esperança É a Última que Morre, ficção de estreia do diretor Calvito Leal. Dani Calabresa, no papel de Hortência, uma repórter de TV ora ingênua, ora esperta demais, protagoniza o longa, que tira sarro dos bastidores de um telejornal interiorano. Para assumir a vaga de âncora, ela entra numa disputa ferrenha com a arqui-inimiga de profissão Vanessa (interpretada por Katiuscia Canoro). Com o auxílio de dois atrapalhados funcionários do Instituto Médico-Legal, Eric (Danton Mello) e Ramon (Rodrigo Sant’anna), Hortência forja assassinatos em série, destaca-se no noticiário e ganha a atenção do chefe sem escrúpulos (Augusto Madeira). É óbvio, no entanto, que a armação será desmascarada. Dani tem sua graça com o jeitão caipira que dá à personagem, mas as piadas não ajudam, tampouco as reviravoltas previsíveis do roteiro e o romance sem tempero que pinta entre Calabresa e Mello. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • Para o diretor Walter Salles, de Central do Brasil e Diários de Motocicleta, o cineasta mais importante em atividade é o chinês Jia Zhang-ke. De tanto admirar a obra dele, o brasileiro resolveu dedicar um documentário ao realizador. Jia Zhang-ke, um Homem de Fenyang deixa transparecer o carinho de Salles por uma filmografia que, entre a contemplação e o tom político, analisa as transformações sociais da China. Acompanhado do crítico francês Jean-Michel Frodon, o brasileiro convidou o autor de dramas como Plataforma, O Mundo e Um Toque de Pecado a uma viagem aos vilarejos pobres de Shanxi, província onde nasceu. Lá, ele reencontra atores, papeia com velhos amigos e visita lugares onde seus longas foram rodados. Para quem compartilha com Salles o entusiasmo pelo diretor, trata-se de um programa obrigatório: relatos como o da atribulada produção de Em Busca da Vida, produzido em uma região prestes a ser submersa por uma represa, são tão curiosos quanto a própria trama da fita. Complicado, no entanto, será fisgar a atenção dos não iniciados. Para esses, resta se contentar com momentos bem dosados de sentimentalismo, típicos do cinema de Salles. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • No drama cubano, o garoto Chala (interpretado por Armando Valdes Freire), de 12 anos, encontra na relação com a professora Carmela um alento para as difculdades que enfrenta na vida, entre elas a convivência com a mãe drogada. Quando Carmela é afastada do colégio, ele é enviado a um internato. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • Meryl Streep interpretando uma roqueira especialista no repertório de ídolos como os Rolling Stones e Bruce Springsteen? A ideia é palpitante o suficiente para justificar a existência do filme Ricki and The Flash — De Volta para Casa. E, convenhamos, quando empunha uma guitarra Telecaster e solta a voz, a atriz faz valer o preço do ingresso. Pena que o filme perca boa parte de seu “punch” no momento em que, fora do palco, se transforma num drama familiar dos mais frouxos. O diretor nova-iorquino Jonathan Demme (de O Silêncio dos Inocentes) acerta ao dar a devida atenção às apresentações musicais, que dizem muito sobre a relação entre Ricki, sua banda de músicos experientes e o público do bar decadente na Califórnia onde eles tocam. A narrativa desafina, contudo, quando o lado mais folhetinesco do roteiro escrito por Diablo Cody (de Juno) pede passagem. Convocada pelo ex-marido (Kevin Kline) para visitar a família, que ela deixou de lado para seguir o sonho do estrelato, Ricki acertará contas com a recém-divorciada Maureen (Mamie Gummer, também filha de Streep na vida real), em crise depressiva. O reencontro poderia ter rendido conflitos tão vibrantes quanto um hit de hard rock, mas descamba em mornas discussões de relação. O tipo de marasmo que nem o talento de Streep é capaz de remediar. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • O jovem cartógrafo Qiuming (Lu Yulai) trabalha para uma companhia de mapas digitais e, no drama chinês, descobre uma rua sem saída. Depois de perder contato com uma moça (papel de He Wenchao), que trabalha na região, percebe tratar-se de um acontecimento misterioso em sua vida. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • Os desenhos do estúdio inglês Aardman são alternativas certeiras para fãs de animação um pouco cansados do padrão Disney. Desde Wallace & Gromit, passando pelos fabulosos A Fuga das Galinhas e Piratas Pirados!, a produtora de fitas de massinha segue teimosamente na contramão das superproduções do gênero. Nesta adaptação do seriado de TV exibido pela Cultura, a ousadia vem em dobro: além de trazer uma técnica démodé, não há um único diálogo nos 85 minutos de narrativa. E o público, vidrado nas sacadas hilariantes da trama, provavelmente não vai se importar com esse “detalhe”. Embora possam estranhar o formato econômico, as crianças não encontrarão dificuldade para embarcar na aventura de um intrépido carneiro junto de um rebanho atrapalhado à solta nas ruas de uma metrópole. A confusão começa quando Shaun, aborrecido com uma rotina cada vez mais repetitiva, tem a ideia de pregar uma peça no “patrão”. O plano dá errado, e o dono vai parar em um hospital na cidade grande, sem memória. As reviravoltas malucas do resgate ganham ritmo acelerado, temperadas com gags espertas sobre as futilidades do mundo dos famosos. Ironias bem inglesas, é claro. Mas sem perder a leveza de uma graciosa sessão-pipoca. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais
  • Escrito pela dupla Chuck Konzelman e Cary Solomon (ambos de Deus Não Está Morto), o drama cristão mostra a relação de doze pessoas com a fé em trajetórias que se cruzam, entre elas a de um pastor (Ted McGinley) e a de um mendigo (Delroy Lindo) que prega a palavra de Deus pelas ruas de Chicago. Temas como suicídio, intolerância religiosa e crises familiares são discutidos no longa. Estreou em 3/9/2015.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO