Cinema

Kung Fu Panda 3 é a maior estreia da semana

Animação com o urso comilão ganhou o maior número de salas 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Kung Fu Panda 3 é a maior estreia na semana, mas não a melhor. A sequência da trajetória do urso comilão ganha uma continuação de colorido farto e tecnicamente impecável. Contudo, pode deixar a criançada confusa devido às pitadas místicas do enredo.

+ Confira o novo trailer e a data de estreia da animação Procurando Dory

Há melhores pedidas nos cinemas. Além do terror (sem sustos e muito clima) de A Bruxa, há a volta de Ben Stiller no papel de um consagrado (e divertido) modelo na comédia Zoolander 2.

Leonardo DiCaprio não entende pergunta de jornalista e faz a plateia cair na risada

Em poucas salas, Fique Comigo é a surpresa entre os lançamentos. A comédia dramática francesa, estrelada por Isabelle Huppert, traz seis personagens às voltas com a solidão e a solidaridade.

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  • Comédia romântica

    Apaixonados
    Sem avaliação
    Três casais se conhecem no Carnaval e tentam permanecer juntos apesar dos contratempos. Entre os pares da comédia romântica está a porta-bandeira Cássia (Nanda Costa) e o médico Léo (Raphael Viana). Estreou em 3/3/2016.
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  • Na Nova Inglaterra, em meados de 1630, uma família sai de uma comunidade e se instala numa fazenda de milho, longe de tudo e de todos, tendo ao redor uma floresta que amedronta. A primogênita, Thomasin (Anya Taylor-Joy), é a primeira a sofrer um baque quando, tomando conta de seu irmão recém-nascido, o bebê desaparece num piscar de olhos. As árvores agitam-se na mata espessa. A partir daí, os fatos que vão rondar o pai dela (Ralph Ineson), a mãe (Kate Dickie), o irmão adolescente (Harvey Scrimshaw) e os gêmeos passam do sobrenatural ao terror psicológico. A Bruxa revela o talento do diretor Robert Eggers. Em seu primeiro longa-metragem, o realizador consegue segurar a atenção da plateia sem que, para isso, use truques como sustos fáceis e sanguinolência excessiva. A tensão crescente e, sobretudo, o clima denso do horror implícito fazem a diferença no gênero. Estreou em 3/3/2016.
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  • A turma que curte fazer paródias, como Todo Mundo em Pânico e Inatividade Paranormal, se volta agora para um sucesso de bilheteria lançado um ano atrás. Embora Marlon Wayans (produtor, roteirista e protagonista) tenha tido uma boa ideia e siga à risca a trama de Cinquenta Tons de Cinza, a sátira não tem graça, além de ser grosseira demais. Wayans, na pele de Christian Black, curte ser o dominador em relações sexuais sadomasoquistas. Hannah, a virgem recém-formada interpretada por Kali Hawk, vai se apaixonar por ele e se submeter aos seus desejos. Para quem viu o original, é até possível entender e rir de algumas piadas. A comédia, porém, passa muito longe do refinamento e busca o humor na baixaria. Estreou em 3/3/2016.
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  • Comédia dramática

    Fique Comigo
    VejaSP
    Sem avaliação
    São seis protagonistas em encantadoras histórias sobre a solidão e a (inesperada) amizade. As tramas da comédia dramática Fique Comigo ocorrem com moradores de um prédio decadente na periferia de uma cidade francesa. Um deles é Sterkowitz (Gustave Kervern), sujeito tímido e de poucas palavras que, após sofrer uma lesão nas pernas, fica obrigado a andar em cadeira de rodas. Há também Jeanne Meyer (Isabelle Huppert), atriz veterana tentando voltar aos holofotes. No mesmo edifício mora Hamida (Tassadit Mandi), imigrante argelina cujo único filho está preso. Tipos solitários como eles vão, contudo, encontrar um parceiro — cada um à sua maneira. Enquanto Sterkowitz se engraça com uma enfermeira (Valeria Bruni Tedeschi), Jeanne vislumbra uma relação maternal com seu jovem vizinho (Jules Benchetrit) — e vice-versa. No mais fantástico dos três enredos, Hamida vai hospedar um astronauta americano (Michael Pitt) que caiu, literalmente, do espaço. Diretor e roteirista, Samuel Benchetrit não se acomoda no lugar-comum e salpica seu longa-metragem de situações absurdas e humor nonsense. A melancolia ronda ainda personagens críveis envolvidos em tocantes relacionamentos solidários. Estreou em 3/3/2016.
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  • De um artigo da revista americana GQ, intitulado “Game brain”, o diretor e roteirista Peter Landesman extraiu uma interessante história verídica para seu segundo longa-metragem. Trata-se da trajetória do incorruptível doutor Bennet Omalu (papel de Will Smith). Em 2002, esse patologista forense suspeitou da morte prematura de Mike Webster (David Morse), um aparentemente saudável craque do futebol americano de 50 anos. Omalu fez a autópsia e chegou a uma conclusão estarrecedora: o jogador sofreu sérios danos no cérebro devido às contínuas pancadas na cabeça durante as partidas. O médico descobriu que outros jogadores também tiveram diagnóstico parecido. Com a batata quente nas mãos e ao lado de um ex-técnico, interpretado por Alec Baldwin, Omalu decidiu enfrentar os gigantes dirigentes da Liga Nacional de Futebol americano. Embora romantizado, o roteiro toca numa ferida ainda exposta e registra o caso real de forma didática. Saindo do foco esportivo, a trama consegue arrebatar um público maior com sua oportuna questão, que ronda as competições violentas. Estreou em 3/3/2016.
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  • O que mais se pode criar numa história que, já em seu segundo capítulo (lançado em 2011), demonstrava sinais de cansaço? Para ter uma grande surpresa em Kung Fu Panda 3, o pai de Po reaparece. O fofo urso comilão o acolhe com alegria, porém também com certa tristeza por deixar seu vilarejo para ir morar com a família no topo de uma montanha. Lá, Po, acompanhado do ressabiado pai adotivo (o pato Mr. Ping), é recebido com muita festa. Mas a tranquilidade dura pouco. O vilão Kai ressurgiu com força e está ameaçando a harmonia e também os Cinco Furiosos. Há um ou outro acontecimento surpreendente, e, vindo do estúdio DreamWorks, a técnica de animação enche os olhos com suas cores coruscantes. Só isso não basta. Arrastada e de pegada mística, a história pode deixar a criançada entediada e confusa. Estreou em 3/3/2016.
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  • O cineasta Hector Babenco diz que seu décimo longa-metragem é uma história ocorrida com ele, porém não autobiográfica. Mas Meu Amigo Hindu tem, é claro, muito do diretor de Pixote e O Beijo da Mulher Aranha. Com a mesma profissão de Babenco, o protagonista chama-se Diego (papel do americano Willem Dafoe) e, alertado por seu médico (Reynaldo Gianecchini), possui um câncer em estágio terminal. Um transplante de medula óssea, realizado nos Estados Unidos, seria a única possibilidade de sobrevivência. Acompanhado da mulher (Maria Fernanda Cândido), Diego embarca para uma jornada de tratamento intenso. O amigo hindu do título é um garoto que faz sessões de quimioterapia ao seu lado. Há delírios com uma velha nua cadavérica e Selton Mello surge na forma da morte. Nesta primeira (e melhor) parte, o diretor transmite as dores, físicas e emocionais, pelas quais passou durante o período da doença. A segunda metade, na recuperação em São Paulo, há certa pressa na narrativa — o casamento se desfaz e surge um novo amor na figura de Bárbara Paz. Babenco expõe-se como poucos, deixando vir à tona, por meio de Diego, da sua verve irônica ao seu egocentrismo, passando pelo drama familiar vivido com o irmão (Guilherme Weber) e o caso de impotência sexual. As referências ao cinema também estão lá: do jogo de xadrez de O Sétimo Selo à derradeira sequência homenageando Cantando na Chuva. Estreou em 3/3/2016.
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  • Três irmãs vão ao enterro do pai, que ficou ausente por quinze anos, e, descobrem, então, ter uma meia-irmã, no drama japonês. Estreou em 3/3/2016.
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  • Aviso aos marinheiros de primeira viagem. Antes de entrar numa sessão de Zoolander 2, seria bom 1) ver o original, de 2001, e 2) ter referências do mundo da moda. Sem essas informações, o espectador pode boiar em muitas (e nas melhores) piadas. O roteiro, porém, dá uma pincelada em quem foi Derek Zoolander (Ben Stiller), o consagrado modelo que, após a morte da mulher e a perda da guarda do filho, virou um eremita nas montanhas. Seu amigo (e agora inimigo) das passarelas, Hansel (Owen Wilson), assumiu a poligamia e mora no deserto. Ambos vão sair da aposentadoria ao ser convidados para um desfile em Roma. Também terão de participar de uma missão investigativa, liderada por Valentina Valencia (Penélope Cruz), sobre a morte de celebridades — Justin Bieber é o primeiro a ser eliminado na hilariante sequência de abertura. Além da retumbante presença de Will Ferrell (o mais jocoso dos vilões), há participações divertidíssimas de Sting, Milla Jovovich e Billy Zane, e aparições-relâmpago de uma porção de famosos (Katy Perry e John Malkovich, entre outros). Zoolander 2 não rendeu o esperado nas bilheterias americanas. É compreensível. A nova geração talvez desconheça o personagem Zoolander e o humor de Ben Stiller (protagonista, diretor e um dos roteiristas). Embora tenha lá sua pegada escrachada, o filme é refinado e restrito demais para agradar grandes públicos. Estreou em 3/3/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO