CINEMA

'O Bebê de Bridget Jones' e novo de Tim Burton são destaques

A fantasia da Disney Meu Amigo, o Dragão e a ficção científica brasileira Um Homem Só são duas boas surpresas da semana nas telas

Por: Tiago Faria

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Embora cercadas por expectativas, as duas maiores estreias da semana nos cinemas ficam aquém da promessa. A comédia romântica O Bebê de Bridget Jones, lançada doze anos depois do longa anterior da cinessérie, sofre com a repetição de uma trama já muito conhecida pelos antigos fãs da personagem inglesa criada pela escritora Helen Fielding. Já a aventura infantojuvenil O Lar das Crianças Peculiares traz o diretor americano Tim Burton no automático, em uma adaptação apenas burocrática do livro de Ransom Riggs, lançado no Brasil pela Editora Leya.

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Mais agradáveis são duas pequenas surpresas que chegam ao circuito. Diversão "família", a fantasia da Disney Meu Amigo, o Dragão acerta ao usar um clima melancólico e delicado para narrar a amizade entre um menino e uma criatura gigante que encontra na floresta. Entre o drama e o humor, o brasileiro Um Homem Só não cai no besteirol ao contar uma história sobre clones e segundas chances, com Vladimir Brichta e Mariana Ximenes no elenco.

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Dois retratos ácidos da América também chamam atenção, apesar dos resultados irregulares. A comédia Gênios do Crime faz uma crítica mordaz ao sonho americano ao contar a história real de um trapalhado roubo a uma empresa de carros fortes. Dirigido pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn, de Drive, o inclassificável Demônio de Neon lança um olhar reluzente e sem ilusões para Los Angeles.

Confira todas as onze estreias desta quinta (29): 

 

  • Comédia romântica

    O Bebê de Bridget Jones
    VejaSP
    2 avaliações
    Os dias de coração partido ficaram no passado: em O Bebê de Bridget Jones, a intrépida heroína britânica dá sinais de ter, enfim, encontrado o pote de ouro que existe no fim dos livros de autoajuda. Muito bem resolvida com a solteirice aos 43 anos e ostentando um empregão de produtora na TV, ela tem tudo sob controle... até perder o chão novamente, é claro. Não há nada muito original nem palpitante na desculpa encontrada pela escritora Helen Fielding (coautora do roteiro) e pela diretora Sharon Maguire para, depois de um intervalo de doze anos, dar uma nova espiadinha na vida da personagem. O cotidiano organizado de Bridget treme quando ela descobre que está grávida. Para deixar o script um pouco mais complicado, ninguém sabe a identidade do pai da criança. Os pretendentes são o charmoso americano Jack (Patrick Dempsey) e o caso antigo dela, o “coxinha” à moda britânica Mark (Colin Firth). De volta ao papel principal, até Renée Zellweger parece entediada com a missão de encenar um triângulo amoroso muito parecido aos dos longas anteriores da cinessérie, iniciada com o simpático O Diário de Bridget Jones (2001). Apesar de uma ou outra piada fofa, a sequência faz questão de seguir uma cartilha envelhecida e previsível de comédias românticas. Sem coragem para arriscar, não diz a que veio. Estreou em 29/9/2016.
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  • Cinco anos depois do potente Drive, o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn volta a filmar em Los Angeles. O projeto de O Demônio de Neon sai-se ainda mais provocativo: a fita de terror usa visual reluzente e artificial a serviço de uma crítica aos excessos do mundo da moda. Os fãs do realizador embarcarão no pesadelo da modelo novata Jesse (Elle Fanning), invejada pelas concorrentes. No estilo radical da fita, luxo e lixo dividem o mesmo holofote. O resultado fica entre o choque e a monotonia. Estreou em 29/9/2016.
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  • A partir da história real de um roubo a uma empresa de segurança na Carolina do Norte, em 1997, a comédia Gênios do Crime apresenta uma galeria de personagens excêntricos, estúpidos e quase inacreditáveis. David (o engraçadíssimo Zach Galifianakis) trabalha transportando fortunas em carros- fortes. Quando se apaixona pela venenosa Kelly (Kristen Wiig), acaba se envolvendo num crime lunático. embora o olhar do diretor de Napoleon Dynamite para o sonho americano se revele corrosivo e atual, falta peso às piadas juvenis do roteiro. Estreou em 29/9/2016.
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  • E se, nos momentos mais estressantes da vida, você pudesse ser substituído por um clone? A ideia surreal do brasileiro Um Homem Só poderia ter rendido um besteirol, mas a diretora e roteirista Claudia Jouvin (que escreveu O Gorila) toma um caminho mais arriscado: combina drama e humor para ir fundo nas angústias de um sujeito em crise (Vladimir Brichta). Casado com uma mulher neurótica (Ingrid Guimarães), ele cai em depressão. Quando encontra a excêntrica Josie (Mariana Ximenes), decide dar uma guinada na vida. Estreou em 29/9/2016.
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  • É saboroso como, nas primeiras cenas, Tim Burton apresenta os tipos exóticos e encantadores de O Lar das Crianças Peculiares. Pena que o diretor não consiga manter o entusiasmo no desenrolar de uma adaptação burocrática do livro de Ransom Riggs, publicado pela editora leya. No enredo, sob medida para o universo do cineasta, um jovem tímido (Asa Butterfield) segue as dicas do avô e descobre um abrigo perdido no tempo, habitado por petizes com talentos mágicos e ameaçado por monstros. Estreou em 29/9/2016.
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  • Em tempos de superproduções grandiloquentes, surpreende a delicadeza da aventura Meu Amigo, o Dragão. A Disney acertou ao convidar o diretor David lowery, do faroeste Amor Fora da Lei, para atualizar o filme homônimo de 1977. superior ao original, o remake faz bom uso de momentos silenciosos para acentuar a amizade incomum entre o órfão Pete (Oakes Fegley) e uma criatura gigantesca que ele descobriu na floresta pouco depois da morte trágica dos pais do menino. A condução sensível da narrativa faz a diferença. Estreou em 29/9/2016.
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  • O documentário de Ricardo Aidar e Alexandre Boechat 1976 — O Ano da Invasão Corinthiana lembra um caso marcante: a viagem de uma multidão de torcedores, há quarenta anos, para a semifinal do Campeonato Brasileiro, no Rio. Estreou em 29/9/2016.
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  • Nem parece um primeiro filme: dirigido com firmeza pelo peruano Salvador del Solar, o drama A Passageira faz uma análise aguda sobre cicatrizes deixadas por fatos violentos da América do Sul. O personagem principal, o taxista Magallanes (Damián Alcázar), reencontra por acaso Celina (Magaly Solier), que conheceu quando soldado do Exército. Ele tenta contato, mas um antigo trauma vem à tona. Com andamento de thriller, a fita mostra como, em situações-limite, o passado de um país se faz presente. Estreou em 29/9/2016.
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  • Na semana da mulher, uma van-estúdio parou em nove locais em São Paulo e no Rio de Janeiro. O objetivo era coletar depoimentos de mulheres vítimas de qualquer tipo de assédio. Estreia prometida para 29/9/2016.
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  • Para um drama com a ambição de retratar um dos capítulos mais marcantes do movimento lGBT nos estados Unidos, Stonewall — Onde o Orgulho Começou mostra-se excessivamente polido e, pior, pouco autêntico. No verão de 1969, uma série de protestos da comunidade gay de Nova York contra a repressão da polícia ganhou repercussão mundial. É nesse turbilhão que o comportado Danny (Jeremy irvine) sairá do armário e, aos poucos, descobrirá a luta por direitos de minorias. O diretor de Independence Day deixa a política em segundo plano e opta por uma abordagem superficial e amena, focada nas transformações de um jovem. Não cola. Estreou em 29/9/2016.
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  • Em registro documental, Zé de Julião — Muito Além do Cangaço, de Hermano Penna, conta a história de um jovem rico que virou cangaceiro. Estreou em 29/9/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO