Cinema

'Jason Bourne' e novo Spielberg são os destaques

Enquanto Matt Damon volta à cinessérie de ação, o diretor de E.T. retorna aos filmes de fantasia 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Nove anos depois de estrelar o terceiro episódio da cinessérie Bourne, Matt Damon está de volta. É pena que Jason Bourne só deslanche mesmo em seu terço final. O mesmo acontece com o novo filme de Steven Spielberg, que retona ao terreno da fantasia após rodar três dramas. O Bom Gigante Amigo, embora tenha efeitos visuais fabulosos, consegue entreter e ter graça meia hora antes de acabar. 

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Há atrações melhores, porém em circuito bem reduzido. A melhor delas é De Longe Te Observo, drama da Venezuela que ganhou o Leão de Ouro no Festiva de Veneza. Igualmente interessante é Nahid - Amor e Liberdade, uma história envolvente ambientada no Irã. 

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Programa obrigatório no CineSesc, que exibe, em cópia restaurada, Rocco e Seus Irmãos (1960), uma das obras-primas do diretor italiano Luchino Visconti. 

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  • Depois de As Aventuras de Tintim (2011), Steven Spielberg rodou três filmes dramáticos. Sua volta ao reino da fantasia se dá com O Bom Gigante Amigo, inspirado no livro de Roald Dahl (1916-1990), o mesmo autor de A Fantástica Fábrica de Chocolate. O início surpreende. Numa noite em Londres, a espevitada e insone menina Sophie (Ruby Barnhill) é raptada por um gigante e vai parar numa longínqua terra onde habitam apenas grandalhões truculentos. BGA (bom gigante amigo) destaca-se dos outros por ser sensível e carinhoso. Em dois terços da longa história, há, praticamente, apenas a atriz mirim “contracenando” com o ator Mark Rylance num ótimo resultado de “performance capture”. Embora tenha momentos graciosos e efeitos visuais formidáveis, a trama patina em situações repetitivas. Também não ajuda, sobretudo na compreensão da criançada, o vocabulário próprio criado para o gigante. Na meia hora final, contudo, o humor marca deliciosa presença no encontro dos personagens com a Rainha Elizabeth. Estreou em 28/7/2016.
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  • Na comédia, os irmãos Mike (Adam Devine) e Dave (Zac Efron) põem um anúncio na internet para encontrar duas garotas que os acompanhem no casamento da irmã, no Havaí. O tiro, porém, sai pela culatra quando as mulheres (Anna Kendrick e Aubrey Plaza) começam a demonstrar um comportamento fora do convencional. Estreou em 28/7/2016.
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  • Numa competição com diretores pesos-pesados como Charlie Kaufman (Anomalisa) e Aleksandr Sokurov (Francofonia), o venezuelano Lorenzo Vigas surpreendeu e sagrou-se o grande vencedor do Festival de Veneza 2015. Foi uma ótima ousadia do júri premiar o drama De Longe Te Observo com o Leão de Ouro, sobretudo por tratar-se do filme de estreia do realizador. Em uma trama basicamente com dois personagens principais, o diretor faz uma radiografia social de seu país, além de tecer um envolvente perfil psicológico do estranho Armando (Alfredo Castro). Esse senhor solteiro trabalha em um laboratório de próteses dentárias em Caracas e, em busca de prazer, pega e paga garotos na rua e os leva a sua casa para observá-los seminus. Em uma investida, Armando insiste na companhia do trombadinha Elder (Luis Silva), que, heterossexual violento e homofóbico, o agride e foge do apartamento levando dinheiro e objetos. A partir daí, a história toma rumos inesperados, num arrasador misto de suspense e erotismo. Estreou em 28/7/2016.
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  • Há de se reconhecer que os diretores Dante Vescio e Rodrigo Gasparini têm talento e, tecnicamente, o filme brasileiro não fica a dever às produções americanas independentes de terror. Os problemas, porém, estão no roteiro confuso e no elenco fraco. Os jovens atores Diego Goullart, Clara Verdier e Mariana Cortines chegam a um casarão colonial do interior. Lá, encontram Apolo (Pedro Carvalho), que quer fazer um ritual para libertar o espírito de um bebê, fruto da união de uma escrava com o dono da fazenda, morto mais de 100 anos atrás. A história intercala presente e passado e se encaminha para, óbvio, uma matança sanguinolenta e um desfecho clichê. Estreou em 28/7/2016.
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  • O muçulmano Fatah (Fatsah Bouyahmed) mora num vilarejo na Argélia, é casado e tem duas filhas. Seu xodó, porém, atende pelo nome de Jacqueline, uma vaca a quem ela trata como se fosse da família. O sonho dele se realiza quando recebe o convite de uma feira de agricultura em Paris para que Jacqueline concorra a um prêmio. Para chegar até lá, porém, Fatah vai percorrer, a pé, um longo caminho de Marselha à capital francesa. Na trajetória do protagonista não há sequer um momento de infortúnio — ele só encontra pessoas do bem e dispostas a ajudá-lo. Como se nota, a intolerância religiosa e cultural foi varrida para baixo do tapete numa comédia alto-astral. Na simpática fábula do diretor francês de origem argelina, o compromisso é apenas com o humor. Estreou em 28/7/2016.
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  • Depois de estrelar três filmes da cinessérie Bourne, entre 2002 e 2007, Matt Damon decidiu dar um longo tempo do personagem. Agora retoma o papel em Jason Bourne, também na função de produtor. Como transcorreram nove anos desde o terceiro longa-metragem, dá-se uma pincelada (de leve) em acontecimentos do passado. Dica esperta: o espectador de primeira viagem vai boiar até com os flashbacks. Arrastada e complexa, a primeira hora mostra como o ex-agente Jason Bourne (Damon) sobrevive ganhando dinheiro em lutas clandestinas. Um diretor da CIA (papel de Tommy Lee Jones), porém, está tentando localizar o “traidor” e, para isso, conta com uma experiente técnica em cibernética (Alicia Vikander) e com um matador de elite (Vincent Cassel). Atenas, Londres e Berlim servem de locação para cenas de tensão, correria e perseguição de carros. Na montagem frenética e na direção agitada de Paul Greengrass, há uma sensação de déjà vu e um jeito de driblar um roteiro confuso com sequências de ação. Quando a trama se instala em Las Vegas e as peças da história começam a se encaixar, Jason Bourne, mesmo no tranco, deslancha. Estreou em 28/7/2016.
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  • O documentário situa o Brasil do fim do século XIX. Em período de transição, o futebol chega da Inglaterra com o jovem Charles Miller. Arthur Friedenreich, o Fried, foi o primeiro craque da bola. Estreou em 28/7/2016.
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  • A iraniana Nahid (Sareh Bayat) mora em uma pequena cidade do litoral do Mar Cáspio e trabalha como digitadora. Ao se divorciar do marido, fez um acordo com ele de ter a guarda do filho na condição de jamais se casar novamente. Mas a moça se envolveu com o viúvo Masoud (Pejman Bazeghi), atencioso gerente de um hotel que insiste em tê-la como esposa. Sua situação econômica também anda crítica, e ela corre o risco de perder o apartamento alugado. Em registro semelhante ao do estupendo A Separação, Ida Panahandeh, pela primeira vez dirigindo um longa-metragem sozinha, foca em seu roteiro uma protagonista consistente rodeada de dúvidas e conflitos. De mentira em mentira, Nahid vai tentando buscar a felicidade à sua maneira, desafiando, assim, as arcaicas imposições às mulheres de seu país. A perspectiva de mudanças urgentes é grande e a personagem representa, ao menos, um sinal de esperança. Estreou em 28/7/2016.
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  • Em uma das obras-primas de Luchino Visconti (1906-1976), “mamma” Rosaria (Katina Paxinou) muda do sul da Itália para Milão, onde mora seu primogênito. Acompanham a mãe seus outros quatro filhos, entre eles o futuro boxeador Rocco (Alain Delon). São quase três horas de duração num drama intensamente italiano, que registra o cotidiano de uma família humilde frente às tentações da cidade grande. Reestreou em 28/7/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO