Cinema

Animação 'Minions' é o destaque entre as estreias

Desenho com os personagens de Meu Malvado Favorito é atração para crianças e adultos 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Personagens que balbuciam palavras incompreensíveis podem ter um filme? Sim e foi o que aconteceu com os amarelinhos de Meu Malvado Favorito. Minions, a maior estreia da semana, é um programa que não vai surpreender nem tampouco decepcionar a plateia. Fofos e carismáticos, os minions conquistam com sua graça e fofura. 

E.T e o filme mais elogiado da história voltam aos cinemas. Confira a programação da nova temporada de clássicos da Cinemark

Há outros lançamentos que também valem o ingresso. Em pegada mais autoral, o suspense dramático brasileiro O Gorila se dá bem, assim como o iraniano O Último Poema do Rinoceronte, inspirado em personagem real. 

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Hugh Grant, que andava sumido das telas, ressurge num papel cômico e irônico em Virando a Página, e há ainda a continuação tardia de Esperança e Glória (1987) em Rainha & País.

  • Na comédia nacional, Batman (Everaldo Pontes) e Robin (Tavinho Teixeira) formam uma dupla de repentistas de punk-rock. Ao constatar que a Terra ficou pequena para eles, decidem buscar um lugar em outras galáxias. Estreou em 25/6/2015.
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  • É raríssimo haver um filme peruano em cartaz, e Casadentro, embora traga à tona um tema oportuno, usa o velho truque do “cinema de arte”. Pilar (Élide Brero), de 81 anos, toca a vidinha com duas empregadas numa casa do interior. Nada dá mais prazer à velha senhora do que a companhia da cadela Tuna. Da capital, chegam para uma visita a filha Patricia (Grapa Paola), a neta (Anneliese Friedler), o marido dela (Giovanni Ciccia) e o bebê. Pilar segue seu cotidiano sem se importar com os pequenos distúrbios causados pelos hóspedes. Na boa intenção de fazer um registro sobre a incomunicabilidade familiar, a diretora Joanna Lombardi confude ritmo lento com tédio e situações triviais com falta de assunto. Estreou em 25/6/2015.
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  • Drama / Suspense

    O Gorila
    VejaSP
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    Entre dois trabalhos comerciais (Billi Pig e Alemão), o brasiliense José Eduardo Belmonte dirigiu o drama autoral O Gorila. Inspirada em novela publicada no livro O Voo da Madrugada, de Sérgio Sant’Anna, a história passeia pelo suspense psicológico e é uma atraente surpresa da recente filmografia nacional. Impecável no papel, Otávio Müller interpreta Afrânio. Aposentado precocemente do trabalho de dublador por causa de um problema dentário, ele acredita ainda carregar uma maldição: o ator a quem emprestava sua voz morreu de câncer. Solitário em seu apartamento em São Paulo, Afrânio tem o pervertido hábito de passar trotes eróticos pelo telefone. Entre suas vítimas está uma vizinha (Alessandra Negrini), a quem importuna insistentemente. Como num pesadelo kafkiano, o protagonista embarca numa jornada para impedir o suicídio de uma mulher. Estreou em 25/6/2015.
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  • Drama

    Jauja
    VejaSP
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    O drama do diretor argentino foi recompensado com o prêmio da associação de críticos estrangeiros no Festival de Cannes no ano passado. Trata-se de uma história de época, com formato de tela quase quadrado e contada a passos de tartaruga. Pretensiosa, a trama flagra a jornada de um homem em busca de sua filha. O capitão dinamarquês Dinesen (Viggo Mortensen) e a jovem de 15 anos Ingeborg (Viilbjork Malling Agger) unem-se, na Patagônia, ao exército argentino. Eles querem chegar ao paraíso mitológico de Jauja, mas a moça apaixona-se por um soldado e foge do pai. Ele, então, embrenha- se por território inóspito à procura dela. Estreou em 25/6/2015.
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  • Animação

    Minions
    VejaSP
    7 avaliações
    Assim como os pinguins de Madagascar ganharam um desenho animado próprio neste ano, os personagens amarelinhos de Meu Malvado Favorito chegam às telas com a intenção de arrebentar nas bilheterias em um 2015 repleto de sucessos gigantescos, a exemplo de Velozes & Furiosos 7, Vingadores — Era de Ultron e Jurassic World. Minions, embora tenha um roteiro pouco criativo, vai agradar. Contam pontos o carisma e a graça dos baixinhos, além de piadas espirituosas pipocando na trama principal. Um narrador relembra quem são os minions, seres pequenos que apareceram na Terra antes do homem. Como vivem em grupo, sentem a necessidade de ter um líder. Buscam, então, um vilão para chamar de seu — e vale tudo, de Drácula a Napoleão Bonaparte. A procura é em vão. Por causa da depressão de seus amiguinhos, três deles decidem sair de onde moram para buscar ajuda. Stuart, Kevin e Bob chegam, então, à Nova York de 1968. Eles descobrem uma convenção de vilões em Orlando e se mandam para a Flórida a fm de conhecer a malvada número 1 do planeta, Scarlett Overkill (dublada por Adriana Esteves). Uma deliciosa trilha sonora, com Beatles, The Doors e Rolling Stones, embala a saga do trio, ambientada em Londres. A partir daí, Minions sobrevive das gags com os fofos protagonistas, que, mesmo falando uma língua incompreensível, divertem crianças e adultos. Estreou em 25/6/2015.
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  • No início do século XX, o charmoso Dr. Antônio (Vladimir Brichta) perambula por hotéis e, sob falsa identidade, entra nos quartos dos hóspedes para roubá-los. Ao instalar-se num confortável estabelecimento no Rio de Janeiro para praticar um furto, ele fica encantado com Eva (Alice Braga), uma mulher casada porém insatisfeita no relacionamento com Jorge (Pedro Brício). A história verídica foi contada pelo cronista João do Rio em Memórias de um Rato de Hotel. Impressiona em Muitos Homens num Só, o primeiro longa-metragem de ficção de Mini Kerti, a excelente recriação de época, além da desenvoltura de Brichta, ótima escolha para viver o vigarista sedutor. O filme apresenta uma trajetória bastante curiosa do ponto de vista policial, mas tem um desacerto no quesito romance. A química rala entre os protagonistas e o desenrolar novelesco acabam comprometendo o resultado da trama. Estreou em 25/6/2015.
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  • John Boorman demorou muito para fazer a sequência de Esperança e Glória, indicado a cinco prêmios no Oscar de 1988. O menino do filme anterior, ambientado na II Guerra, agora é um jovem que ingressa no Exército inglês. Bill (Callum Turner) recebe os treinamentos de combate para lutar na Coreia, mas seus problemas começam e terminam no quartel. Ao lado do inseparável amigo Percy (Caleb Landry Jones), o rapaz apronta confusões e tem os sintomas típicos da primeira paixão. Poucos devem lembrar-se do personagem original, criado há quase três décadas, e, por isso, Rainha & País tem uma simpática trama independente, inspirada na trajetória do realizador (o desfecho não deixa dúvida de que se trata do próprio John Boorman). Na boa recriação dos anos 50, humor e romance se entrelaçam num longa-metragem bonitinho e agrádavel de ver, porém fácil de esquecer. Estreou em 25/6/2015.
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  • Junto à exposição no Itaú Cultural, os cinemas recebem um documentário sobre o arquiteto e urbanista João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) em seu centenário de nascimento. Dirigido por sua neta, o filme revê a trajetória de Artigas em Curitiba, a construção de suas primeiras residências, as aulas com Prestes Maia, a filiação ao Partido Comunista, entre outros fatos. Estreou em 25/6/2015.
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  • Comédia romântica

    Virando a Página
    VejaSP
    1 avaliação
    Aparecendo pouco nas telas, Hugh Grant mostra, em Virando a Página, que ainda rende bem em papéis cômicos. O ator inglês interpreta Keith Michaels, um roteirista premiado no passado, mas amargando uma crise de desemprego. Por sugestão de sua agente, aceita dar aulas de roteiro na Universidade de Binghamton, no Estado de Nova York. Logo na chegada, Michaels vai para a cama com uma estudante. No primeiro dia de trabalho, sem aptidão alguma para ser professor, dispensa os alunos. Aos poucos, com a ajuda da veterana Holly (Marisa Tomei), vai tomando gosto pela coisa. Escrita e dirigida por Marc Lawrence (de Miss Simpatia e Letra e Música), a comédia destaca-se pelo humor ácido e irônico de seu protagonista. Há várias citações de filmes e artistas, e quem for ligado em cinema vai tirar melhor proveito da história, que, embora siga uma receita, tem lá seus momentos de diversão. Estreou em 25/6/2015.
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  • Em 1979, a Revolução Islâmica iraniana tirou o xá Reza Pahlevi do poder e prendeu artistas como o poeta Sahel (Caner Cindoruk). Sua mulher, Mina (Monica Bellucci), também foi encarcerada. Ele sofreu torturas na cadeia e ganhou a liberdade três décadas depois. Na procura pela esposa, o velho Sahel (agora interpretado por Behrouz Vossoughi) descobre que ela se mudou para a Turquia acompanhada de outro homem, Akbar (Yilmaz Erdogan), motorista da família e apaixonado por Mina desde a juventude. Diretor de Tartarugas Podem Voar (2004), Bahman Ghobadi fugiu do Irã em 2008 e foi buscar na história real do poeta curdo de pseudônimo Sadegh Kamangar o roteiro de O Último Poema do Rinoceronte. Entre momentos oníricos, o realizador expõe as feridas de seu país de origem relacionadas a um triângulo amoroso de alta combustão. Estreou em 25/6/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO