Cinema

Comédia ambientada em São Paulo é uma das principais estreias

Amor em Sampa tem Bruna Lombardi, Eduardo Moscovis e Carlos Alberto Riccelli no elenco 

Por: Miguel Barbieri jr. - Atualizado em

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A Avenida Paulista, o Copan, o Auditório Ibirapuera, o Jockey Club, a Cinemateca, bares da Vila Madalena... estas são algumas das locações de Amor em Sampa, comédia romântica com números musicais assinada pelo casal Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli. Bruna escreveu o roteiro, produziu e atuou. Riccelli dirigiu e ficou com um dos melhores personagens, um taxista que roda a cidade e apresenta alguns paulistanos típicos. O elenco ainda traz, entre outros, Eduardo Moscovis, Rodrigo Lombardi e Tiago Abravanel. 

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Além do filme brasileiro, White God é destaque para quem curte cinema de arte. Trata-se de um drama húngaro sobre um cachorro que é abandonado nas ruas de Budapeste e passa por uma brutal transformação. 

Bruna Lombardi fala da homenagem que fez a São Paulo no filme ‘Amor em Sampa’ – e de outras coisas mais

Também vale uma espida em Presságios de um Crime, suspense policial estrelado por Anthony Hopkins, Jeffrey Dean Morgan e Colin Farrell, dirigidos, nos Estados Unidos, pelo paulista Afonso Poyart. 

 

 

  • O drama, que concorreu ao Oscar de filme estrangeiro pela Colômbia, leva às telas a história do xamã da Amazônia Karamakate. Após anos de solidão, o último sobrevivente de seu povo vê sua vida mudar quando decide acompanhar o botânico Evan na busca da Yakruna, uma poderosa planta capaz de ensinar a sonhar. Estreou em 25/2/2016.
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  • Comédia romântica

    Amor em Sampa
    VejaSP
    2 avaliações
    O casal Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi já havia feito de São Paulo palco com personagens tipicamente paulistanos no drama O Signo da Cidade (2007). Em Amor em Sampa, saem de cena tramas densas e entram histórias levadas, na maioria das vezes, na base do bom humor. Os tipos saídos do roteiro de Bruna continuam refletindo as pessoas daqui. Num filme feito em família, Bruna, o marido e Kim Riccelli (o filho deles) dividem-se em várias tarefas. Todos atuam e Kim ainda assina a direção com o pai, a quem coube o melhor e mais sensível papel. Carlos Alberto interpreta Cosmo, um taxista que ama percorrer a cidade de carro e aguenta (na medida do possível) a namorada interesseira (Miá Mello). É Cosmo quem vai guiar o espectador pelas ruas da metrópole e apresentar, entre outros, Mauro (Rodrigo Lombardi), um publicitário às voltas com uma campanha para tornar São Paulo um lugar agradável onde viver. Em enredo multigênero, assim definido pelos realizadores, há graça no relacionamento dos gays, interpretados por Tiago Abravanel e Marcello Airoldi, e no triângulo amoroso formado por duas amigas (Letícia Colin e Bianca Müller) e um diretor de teatro cafajeste (Kim). O romance está no ar na relação entre uma poderosa empresária (Bruna) e um funcionário ambicioso (Eduardo Moscovis) e, mais bem explorado, no comovente caso de Mauro com a estilista Tutti (Mariana Lima). Para dar conta de tantos personagens sem perder o fio narrativo, há duas saídas criativas: números musicais substituem alguns diálogos e, para imprimir um registro realista, paulistanos dão depoimentos sobre sua paixão por Sampa. E a cidade está lá, captada em cartões-postais emblemáticos, como o Auditório Ibirapuera, a Cinemateca, o Copan, o Jockey Club e a Avenida Paulista. Estreou em 25/2/2016.
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  • Alice (Dakota Johnson, de Cinquenta Tons de Cinza) pede um tempo ao namoradinho e vai trabalhar num escritório de advocacia de Nova York. Lá, conhece a fervida gorducha Robin (Rebel Wilson), que a apresenta a um single bar repleto de homens disponíveis. Há ainda na comédia duas personagens às voltas com dilemas: Meg (Leslie Mann), irmã de Alice, pediatra e disposta a ser mãe solteira; e Lucy (Alison Brie), que procura, sem sucesso, um namorado pela internet. Piadas e comportamento vulgares (principalmente da grosseira Rebel Wilson) dão o tom do humor em situações por vezes constrangedoras. Nos dez minutos finais, contudo, o roteiro encontra uma brecha para a sensibilidade e traz um desfecho para refletir sobre os relacionamentos forçados. Estreou em 25/2/2016.
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  • Na fita de ação, Bek (Brenton Thwaites) vai participar de uma missão para salvar o mundo. Para isso, precisa contar com a força do deus Horus (Nikolaj Coster-Waldau), que pede ajuda ao deus da escuridão, Set (Gerard Butler). Estreou em 25/2/2016.
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  • André Novais Oliveira resolveu levar às telas a conflituosa relação de seus pais mineiros após 35 anos de casamento. Para isso, escalou os próprios mais seu irmão e fez um longa-metragem. Como eles não são atores e o registro é uma encenação da realidade, o filme virou um híbrido sem sentido entre o documentário e a ficção. A precariedade vai das “atuações” aos diálogos primários. Há, sim, um olhar afetuoso e coragem para abordar assuntos íntimos no drama. Nem isso, porém, consegue animar uma trama que gira em falso e, arrastada, só piora enquanto o tempo (não) passa. Estreou em 25/2/2016.
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  • Seth Grahame-Smith aproveitou-se do livro Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, para escrever Orgulho e Preconceito e Zumbis, que ganha uma adaptação dirigida sem personalidade por Burr Steers (do drama A Morte e Vida de Charlie). Os personagens são os mesmos da literatura, a começar pela heroína Elizabeth (Lily James). Na Inglaterra do século XIX, a jovem é a primogênita da família Bennet e tem mais quatro irmãs, todas à espera de um bom casamento. Enquanto o aristocrata Mr. Bingley (Douglas Booth) joga seu charme para Jane (Bella Heathcote), o intrépido Mr. Darcy (Sam Riley) parece interessar-se por Elizabeth — e ela por ele. Os relacionamentos, contudo, são ameaçados pela horda de zumbis, que procuram os vivos para se alimentar. Mas os protagonistas estão quase sempre de espada na mão prontos para revidar aos ataques. Embora com produção vistosa e duas ou três piadas espirituosas, o filme cai num limbo — não funciona como romance de época e, muito menos, como sátira às histórias de mortos-vivos. O.k., valeu a intenção. Estreou em 25/2/2016.
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  • O documentário traz o diário gravado em áudio pelo artista plástico cearense José Leonilson Bezerra Dias (1957-1993) em registros feitos em seus últimos anos de vida. Ao bordar palavras em tecidos e pintar telas com desenhos simples, Leonilson conquistou o mundo. Estreou em 25/2/2016.
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  • Policial / Suspense

    Presságios de um Crime
    VejaSP
    1 avaliação
    Uma série de crimes cometidos da mesma maneira leva dois investigadores do FBI a procurar um médico que tem o dom da mediunidade. O serial killer possui um método peculiar de matar: cravando um furador na nuca. John Clancy (Anthony Hopkins) vive recluso, mas volta à ativa para ajudar os agentes Joe (Jeffrey Dean Morgan) e Katherine (Abbie Cornish) a desvendar a identidade do assassino. Ele logo descobre que as vítimas tinham algo em comum: estavam, de alguma forma, condenadas à morte. Diretor paulista vindo da publicidade, Afonso Poyart revelou seu talento no bom e pouco visto longa-metragem 2 Coelhos. Sua estreia no cinema americano se dá com um policial que, se não é muito original, ao menos tenta (e consegue) escapar da mesmice. Além de a criatividade visual do cineasta levar a história para um destino surpreendente, o polêmico personagem de Colin Farrell é capaz de gerar um debate sobre sua, digamos, atividade. Estreou em 25/2/2016.
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  • No híbrido entre ficção e documentário, o drama recria a história de cinco jovens da periferia de Contagem, em Minas Gerais. Juninho, Menor, Neguinho, Eldo e Adílson, amigos do diretor, interpretam a si próprios. Estreou em 25/2/2016.
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  • Não se deixe enganar. White God pode parecer um filme leve da Disney, mas, em seu desenrolar, a trama ganha contornos dramáticos e, muitas vezes, incomoda devido à violência no trato dos animais. Trata-se, contudo, de uma parábola, um eficiente registro fantasioso sobre a estupidez humana em confronto com a inteligência dos bichos. No início da história, a menina Lili (Zsófia Psotta) vai passar uma temporada com seu pai (Sandor Zsoter) quando sua mãe, que tem sua custódia, viaja. A garota leva junto Hagen, seu cão de grande porte e raça mista. Por causar transtornos no apartamento, aos vizinhos e no cotidiano de Lili, o cachorro é abandonado nas ruas. Ela fica arrasada enquanto Hagen tenta encontrar um abrigo. A partir daí, o choque será inevitável para os espectadores mais sensíveis. Hagen vai passar por um processo de transformação física (e emocional) ao cair nas mãos de gente inescrupulosa. White God (Deus branco), mais um acerto do cinema húngaro (ainda estão em cartaz Filho de Saul e O Cavalo de Turim), tem a direção de Kornél Mundruczó, que usou 250 cães para cenas externas de grande impacto. Estreou em 25/2/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO