Cinema

Aventura 'Evereste' e sequência de animação entre as estreias

Grupo de alpinistas que enfrenta uma terrível tempestade é tema do filme de ação com cenas realistas em 3D

Por: Veja São Paulo

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Chegam aos cinemas da capital dez filmes nesta quinta-feira (24). Destaque para a aventura em 3D Evereste, filme do diretor islandês Baltasar Kormákur que mostra a tragédia ocorrida em 1996 com um grupo de alpinistas.

Opção para as crianças, a animação Hotel Transilvânia 2 reúne novamente a turma do Conde Drácula no hotel de monstros, agora com a convivência pacífica com humanos também.

Também em estreia, A Pele de Vênus é o novo filme do diretor Roman Polanski. Numa única locação, um teatro de Paris, o autor de uma peça e uma atriz fazem ensaios cheios de sedução e troca de personagens.

Confira as salas e os horários:

  • A diretora Joana Nin acompanha a história de sete mulheres que mantêm relação com presidiários, entre elas Simone, cujo parceiro é viciado em crack, e Camila, que vive a gravidez longe do marido. Apaixonadas, elas cultivam a esperança de formar uma família do lado de fora. Estreou em 24/9/2015.
    Saiba mais
  • Aventura

    Evereste
    VejaSP
    4 avaliações
    Em 1996, dois grupos que tentaram chegar ao topo do Everest foram surpreendidos por uma tempestade devastadora. O desastre virou tema do livro No Ar Rarefeito, de Jon Krakauer. Agora, o diretor islandês Baltasar Kormákur relembra a história em Evereste (a distribuidora do longa no Brasil, por motivos inexplicáveis, resolveu aportuguesar o nome da montanha). Trata-se de uma aventura vívida, com cenas realistas em 3D. Duas agências de turismo comandaram as expedições, lideradas pelo experiente Rob Hall (interpretado por Jason Clarke) e pelo divertido Scott Fischer (Jake Gyllenhaal). Entre os alpinistas amadores, há a japonesa Yasuko (Naoko Mori), que já escalou seis das sete montanhas mais altas do planeta, o texano fanfarrão Beck (Josh Brolin) e o carteiro Doug (John Hawkes). Ficamos sabendo também, por meio de ligações telefônicas, que a mulher de Rob (Keira Knightley) está grávida. Do acampamento-base ao cume, o espectador perde o ar nos momentos mais tensos e tem a sensação de que vai despencar da poltrona. Estreou em 24/9/2015.
    Saiba mais
  • Não é o caso de comparar este A Hora e a Vez de Augusto Matraga com aquele de 1965, um clássico do cinema novo filmado em preto e branco por Roberto Santos. É verdade que ambas as histórias são fiéis ao conto de Guimarães Rosa, mas as estéticas não se aproximam, pois falamos de épocas distintas. Visto sem a sombra do original, o filme de Vinicius Coimbra, conhecido pelo trabalho como diretor de novelas da Globo, é bonito, solene em alguns momentos e cativante. Há planos que nos remetem ao estilo do faroeste americano, com bela fotografia e uso recorrente da câmera lenta. João Miguel, numa atuação irretocável, faz o papel do protagonista, um sertanejo mulherengo e valente que paga o preço pelas besteiras que cometeu. Sua mulher, Dionóra (interpretada por Vanessa Gerbelli), abandona-o e leva a filha junto para morar com o coronel Ovídio Moura (Werner Schunemann). Ao saber da notícia da boca de seu fiel escudeiro, Quim (Irandhir Santos), Augusto perde as estribeiras e se mete com a pessoa errada: o major Consilva (Chico Anysio). Leva uma surra de seus capangas e é dado como morto. Desse momento em diante, nosso herói decide entregar sua alma a Deus. Honra, vingança e arrependimento caminham juntos no longa de Vinicius. Um detalhe: produzida em 2011, a fita tem a participação de José Wilker no papel de um dos cabras mais poderosos do sertão mineiro (o ator morreu em 2014). Estreou em 24/9/2015.
    Saiba mais
  • Depois de permitir a presença de humanos em seu aterrorizante hotel, onde antes só viviam monstros, o Conde Drácula tem uma nova missão pela frente na animação Hotel Transilvânia 2, exibida também em versões 3D: forçar o neto a se transformar num vampiro assustador. O filme tem início no casamento de sua filha, Mavis, com um humano, Johnny. Da relação nasce o pequeno Dennis, uma criança sensível, de cabelos ruivos e encaracolados, e sem a mínima vontade de morder pescoços. Surge, então, a ideia mirabolante do avô: levar o menino para lugares macabros, como a Floresta Negra e um acampamento de vampiros, e assim torná-lo menos fofo. Enquanto isso, Mavis embarca com o marido rumo à ensolarada Califórnia para conhecer a casa dos sogros. A turma que acompanha Drácula, uma múmia gorda, um lobisomem que desaprendeu a uivar e um Frankenstein domesticado, garante as melhores risadas. O diretor russo Genndy Tartakovsky se amarra ao lema “não queira educar os filhos à sua semelhança, aceite-os como eles são”. Mas o humor besteirol de Adam Sandler, produtor e roteirista do filme, não deve fazer o efeito desejado entre as crianças. Estreou em 24/9/2015.
    Saiba mais
  • De olhos fundos, dentes afiados de rato, pele branca e orelhas avantajadas, o vampiro criado pelo alemão Werner Herzog em Nosferatu — O Vampiro da Noite é ao mesmo tempo melancólico e assustador. Lançado em 1979 como uma homenagem ao clássico Nosferatu de F. W. Murnau, de 1922, o filme que reestreia na capital retoma a estética expressionista alemã, com ambientes sombrios e cenários distorcidos. Pense, por exemplo, em O Gabinete de Dr. Caligari, de Robert Wiene. Herzog (diretor de O Enigma de Kaspar Hauser e Fitzcarraldo) não se preocupa em proporcionar sustos à base de gritos e aparições-surpresa. Investe, em vez disso, numa atmosfera nebulosa de pesadelo para contar a história de um agente imobiliário (Bruno Ganz) forçado a viajar para a Transilvânia a fim de atender a uma solicitação do Conde Drácula (Klaus Kinski), enquanto sua mulher (Isabelle Adjani) aguarda temerosa o retorno do marido. Reestreou em 24/9/2015.
    Saiba mais
  • Documentário

    Orestes
    VejaSP
    1 avaliação
    É interessante a proposta do diretor Rodrigo Siqueira no filme Orestes. Ele traz à tona a tragédia Oréstia, de Ésquilo, para refletir sobre vingança e direito de matar. No clássico enredo, o filho acaba com a vida da própria mãe depois de ver seu pai assassinado em um crime planejado por ela. Corre em paralelo a história verídica de Soledad, uma integrante da luta armada que foi morta pelo amante, o cabo Anselmo, agente da ditadura militar infiltrado entre os guerrilheiros. Siqueira joga com essas duas situações e quer saber até onde a violência pode ser justificada. Coloca frente a frente numa sala vítimas do regime militar, pais cujos filhos foram mortos por policiais em ocorrências suspeitas e uma solitária defensora da pena de morte. Os entrevistados, além de contar suas histórias, são instigados a encenar uma adaptação da peça grega. Por fim, um julgamento, com a presença do ex-ministro da Justiça José Carlos Dias e do promotor Maurício Ribeiro Lopes, é simulado num tribunal. Rodrigo só exagera na dose ao encostar na parede, numa espécie de tortura psicológica, a única voz contrária do debate, a que defende policiais e se mostra a favor de ações mais truculentas contra bandidos. Estreou em 24/9/2015
    Saiba mais
  • São apenas dois atores (que valem por vários) em cena, Emmanuelle Seigner e Mathieu Amalric, num jogo de sedução e troca de personagens irresistível. Tudo se passa num único cenário, um teatro vazio de Paris. O novo filme de Roman Polanski (de clássicos como Chinatown e O Bebê de Rosemary) é tão minimalista quanto Deus da Carnificina, o longa anterior do cineasta, no qual dois casais discutem o comportamento dos filhos e, aos poucos, revelam seus próprios podres. Impressiona como Polanski consegue extrair questões profundas da existência humana em situações aparentemente banais. Amalric interpreta Thomas, o autor de uma peça adaptada da obra sadomasoquista do escritor austríaco Leopold von Sacher-Masoch (1836-1895). Ele está insatisfeito com as atrizes vulgares que fizeram testes para o papel central. Até que chega ao teatro Vanda (Emmanuelle), uma mulher debochada, que fala sem parar, e desafia a retidão de Thomas. Os dois vão se perder em ensaios quentíssimos, sendo que a barreira entre o real e a encenação se rompe constantemente. Resta a pergunta: quem está sob o controle? Estreou em 24/9/2015.
    Saiba mais
  • Documentário

    O Samba
    VejaSP
    Sem avaliação
    Martinho da Vila, o nome mais presente no documentário O Samba, do francês Georges Gachot, faz uma análise pertinente a respeito do ritmo: explica, com a habitual fala mansa, que as letras das músicas tratam em geral de mazelas sociais, embora sejam cantadas com doses de alegria, sem sofrimento. Nesse sentido, o filme de Gachot não é inocente. Ao retratar o Carnaval carioca, passistas, puxadores e intérpretes, não fica só no oba-oba de um estrangeiro inebriado. Pelo contrário, investiga as origens do gênero e busca entender a linguagem e os gestos de cada personagem, detendo-se em detalhes como o toque do pandeiro, o olhar da garota que aprende novos compassos e os movimentos sincopados do mestre de bateria. O cantor Martinho da Vila e sua escola do coração, Unidos de Vila Isabel, têm atenção especial no longa. Ao se concentrar nesse recorte, o diretor acaba entregando ao público mais um perfil do sambista do que um estudo do samba. Estreou em 24/9/2015.
    Saiba mais
  • Nancy Meyers é hábil ao tratar da meia-idade e da velhice, discutindo aposentadoria e relações amorosas em filmes agradáveis de ver. Muitos deles com humor bem dosado, sem cair no pastelão. É o caso de Alguém Tem que Ceder (2003) e Simplesmente Complicado (2009). Em Um Senhor Estagiário, mais uma vez a diretora confronta gerações ao retratar a vida de Ben (Robert De Niro, na sua versão cômica), um viúvo de 70 anos, entediado com a rotina, que resolve se inscrever para uma vaga de emprego em uma loja descolada de roupas. A chefona do pedaço é Jules (Anne Hathaway), uma jovem obstinada pelo trabalho que dorme pouco, almoça em trânsito e odeia pessoas que falam devagar. Ela é casada com Matt (Anders Holm), um publicitário que abandonou a carreira para cuidar da filha. Enquanto Ben vai ao trabalho de paletó e gravata, os companheiros de empresa vestem camisetas casuais e acham graça do estilo old school do novo funcionário. Aos poucos, no entanto, Ben conquista a confiança de todos, principalmente a de Jules, graças ao cavalheirismo e à experiência de vida. Com dois grandes atores nas mãos (De Niro e Hathaway), Nancy ressalta, ao propor um choque de convivência, valores como a paciência e o respeito e reflete sobre a urgência do tempo atual. Estreou em 24/9/2015.
    Saiba mais
  • Especialista em vinhos, Giovanni Cuttin abandona o trabalho em um banco para se tornar um dos mais respeitados escritores da área. A aparição de uma bela mulher vai abalar a rotina de conferências e palestras de Giovanni, forçado a revisitar os últimos anos de vida. Estreou em 24/9/2015.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO