Cinema

'Batman vs Superman' é a principal estreia da semana

Encontro dos super-heróis foi lançado em grande circuito 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Um dos maiores encontros do ano pode causar certa decepção. Batman vs Superman - A Origem da Justiça, ao contrário do divertido e original Deadpool, traz à cena dois super-heróis da DC Comics, envolvidos num embate dispensável. O filme, certamente, vai agradar aos iniciados em HQ, mas, para o público em geral, pode parecer confuso.

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Embora em circuito bem menor, Desajustados e Conspiração e Poder são opções melhores. O primeiro é um drama vindo da Islândia e traz como protagonista um personagem singular.

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Conspiração e Poder, estrelado por Cate Blanchett e Robert Redford, traz à tona um caso jornalístico que abalou a reputação do programa de TV 60 Minutes.

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  • O cinema romeno já deu provas de talento em filmes como 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (2007) e Contos da Era Dourada (2009). Não ocorre o mesmo neste drama de título curioso e resultado nulo. Nele, Cristiana (Elena Popa) está saindo da casa dos pais, faz doutorado em engenharia sísmica, tem amigos fiéis e um amante de ocasião (papel de Emilian Oprea). Seu cotidiano é registrado sem conflitos marcantes nem momentos que justifiquem nenhum tipo de interesse. Totalmente dispensável até mesmo para quem se joga no cinema alternativo. Estreou em 24/3/2016.
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  • Deadpool, ainda em cartaz, é um bom exemplo de como os filmes de super‑heróis podem se reinventar criativamente. Batman vs Superman — A Origem da Justiça também tentou ousar unindo duas “celebridades” da DC Comics no cinema. Mas, ao contrário do que se vê em Deadpool, há muito barulho e pouca inventividade no longa‑metragem dirigido com estridência por Zack Snyder (de 300 e O Homem de Aço). O roteiro se “moderniza” ao pôr Superman (Henry Cavill) para salvar a amada Lois Lane (Amy Adams) de terroristas no deserto africano. Mas o violento resgate passa a ser questionado, chega aos tribunais de Washington e deixa o Homem de Aço numa situação embaraçosa e em crise existencial. Quem ainda remói o passado é Bruce Wayne/Batman (Ben Affeck), que, aqui, tem o objetivo de descobrir as verdadeiras intenções do dissimulado empresário Lex Luthor (Jesse Eisenberg). São 153 minutos (um tanto arrastados) para um espetáculo movido a efeitos visuais espalhafatosos e trilha sonora grandiloquente. Se estiver ansiosamente esperando pelo confronto do título, aconselha‑se comprar o maior balde de pipocas. Lá pela meia hora final, Batman vai enfrentar Superman em uma luta estúpida (e a justificativa para o embate não se sustenta). A plateia bateu palmas na sessão (lotada) para a imprensa no surgimento da atriz Gal Gadot fantasiada de Mulher‑Maravilha. Há um entusiamo para a cena. Diante de dois galãs interpretando no piloto automático e metidos em roteiro confuso, só mesmo uma beldade com tutano e garra para levantar os ânimos. Estreou em 24/3/2016.
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  • Em 2004, pouco antes da eleição que levaria George W. Bush ao segundo mandato na Casa Branca, caiu nas mãos de Mary Mapes (Cate Blanchett), produtora do jornalístico 60 Minutes, da CBS, uma informação contundente: o presidente teria dado “um jeitinho” de escapar de lutar na Guerra do Vietnã. Mary, então, reuniu uma equipe de repórteres para juntar provas e, com um velho oficial, conseguiu a cópia de um documento capaz de comprovar a malandragem de Bush. Apresentado pelo veterano Dan Rather (Robert Redford), o programa foi ao ar. No dia seguinte, blogueiros contestaram a autenticidade do papel. Inspirado no livro da própria Mary Mapes, o longa chega aos cinemas contrapondo a saga jornalística de Spotlight. Ao contrário do vencedor do Oscar de melhor filme, seu foco não está no detalhamento da cobertura do caso, e sim nas consequências, ora frustrantes, ora desastrosas, que o “furo de reportagem” produziu. Em sóbria e digna estreia na direção, o roteirista James Vanderbilt extrai uma atuação superlativa de Cate, bem mais à vontade do que em Carol. Estreou em 24/3/2016.
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  • Chamar de Desajustados este sensível drama islandês é um desrespeito com os personagens. Fúsi (nome original do longa-metragem e do protagonista) ou Virgin Mountain (montanha virgem, seu título em inglês) são mais decentes. Na trama, Fúsi (papel de Gunnar Jónsson, do recente A Ovelha Negra) trabalha no setor de carga e descarga de malas do aeroporto e mora com a mãe. Grandalhão com alma de criança e extremamente tímido, Fúsi vira vítima de chacotas e humilhações dos colegas. Desengonçado e démodé, ele ainda não perdeu a virgindade aos 43 anos. Ao conhecer Sjöfn (Ilmur Kristjánsdóttir) numa aula de dança, parece encontrar um novo rumo na vida. Dagur Kári, diretor e roteirista de 42 anos, traz à tona uma história de pessoas solitárias, carentes e depressivas (e não desajustadas!). Por mais que o cotidiano delas seja tedioso (assim como a maioria dos registros vindos da Islândia), a trama encontra amparo na solidariedade e, dela, nasce um respiro de esperança. Estreou em 24/3/2016.
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  • Marcada na literatura pelo best-seller Entrevista com o Vampiro, Anne Rice voltou-se em Christ the Lord: Out of Egypt à infância de Jesus. O Jovem Messias, a adaptação do livro para o cinema, tem produção de Chris Columbus (Esqueceram de Mim) e direção do americano de origem iraniana Cyrus Nowrasteh (de O Apedrejamento de Soraya M.). Embora o trio envolvido no projeto seja respeitável, o filme deixa a desejar. A história começa de forma impactante. Aos 7 anos e vivendo com os pais em Alexandria, no Egito, Jesus (papel de Adam Greaves-Neal) é acusado pela morte de um menino. Consegue, porém, trazê-lo de volta à vida apenas com o toque das mãos. Temendo represálias e com a morte do rei Herodes, a família decide regressar a Nazaré. O drama não foge à regra dos filmes bíblicos e segue uma cartilha cristã para não decepcionar o público-alvo. Mas há deslizes: falta carisma ao protagonista mirim, o demônio (Rory Keenan) recorre à caricatura e a trama carece de emoção. Estreou em 24/3/2016.
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  • Jesus segundo o ponto de vista do espiritismo é o que se propõe a mostrar o novo filme do diretor de Causa e Efeito (2014). Além de depoimentos e locações no Egito, Jerusalém, Turquia e Itália, o documentário traz cenas dramatizadas das emblemáticas passagens de Cristo. Estreou em 24/3/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO