Cinema

'Independence Day - O Ressurgimento' é a maior estreia da semana

Sequência da ficção científica de 1996 é fraca e dispensável 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Assim como Tartarugas Ninja - Fora das Sombras, que estreou na semana passada, Independence Day - O Ressurgimento é forte candidato ao troféu de "pior sequência" de 2016. 

Confira o trailer e a data de estreia da animação ‘Cegonhas – A História Que Não Te Contaram’

Há programas melhores no cinema? Com certeza. Duas recomendações imperdíveis: Marguerite, comédia dramática inspirada numa personagem real, que deu o César (o Oscar francês) de melhor atriz para Catherine Frot; e Na Ventania, fabuloso exercício estético vindo da Estônia, sobre a deportação de milhares de pessoas dos países bálticos para a Sibéria, em 1941.

Entre os lançamentos nacionais, os destaques são Mais Forte que o Mundo, produção caprichada a respeito do lutador de MMA José Aldo, e Estive em Lisboa e Lembrei de Você, sobre um emigrante mineiro passando por uma série de contratempos na capital portuguesa.

José Loreto responde 30 perguntas inusitadas em vídeo

 

  • Um professor é questionado pela esposa por causa de seu próximo projeto. Intitulado A Academia das Musas, o estudo é sobre as figuras femininas que inspiraram poetas. Estreou em 23/6/2016.
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  • Terror / Suspense

    O Caseiro
    VejaSP
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    A tentativa de realizar um drama de terror nacional (aos moldes do cinema americano, vale ressaltar) é válida. Com produção caprichada e ponto de partida sinistro, a história tem início com um pedido de ajuda. Preocupada com o comportamento de sua irmã caçula, uma universitária pede ao experiente professor Davi (Bruno Garcia) para investigar o caso. Especialista em desvendar fenômenos sobrenaturais com base na psicanálise, ele vai até o sítio da família da aluna para passar alguns dias. Lá, o pai (Leopoldo Pacheco) e a tia (Denise Weinberg) estão desconsolados com os estranhos acontecimentos. A garotinha (Bianca Batista) não raro aparece machucada e perambula pela casa na madrugada. Na meia hora final, quando as revelações vêm à tona, o suspense desanda. As conclusões beiram o risível e o desfecho não tem clímax. Estreou em 23/6/2016.
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  • Português radicado no Rio de Janeiro, o diretor José Barahona faz uma boa adaptação do livro homônimo de Luiz Ruffato. Trata-se de um filme simples (até simplório), porém autêntico e verdadeiro. Em elenco (irregular) de caras pouco conhecidas, Paulo Azevedo defende bem o papel de Sérgio, mineiro de Cataguases que embarcou numa maré de infortúnios: sua mulher foi internada num sanatório, os avós maternos conseguiram a custódia de seu filho e, deprimido, ele perdeu o emprego. Em 2005, Sérgio decide tentar a sorte em Portugal e, a partir daí, sua vida (para o bem e para o mal) toma novo rumo. Como registro de emigrantes, o drama funciona. Estreou em 23/6/2016.
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  • Já na fila para a sequência mais dispensável de 2016, a continuação da ficção científica Independence Day chega às telas, exatamente, duas décadas depois do original. Precisava? Caso tivesse um roteiro decente, até que não seria má ideia. Não é o caso. Trata-se, basicamente, de mais uma invasão extraterrestre, movida a efeitos visuais medíocres e ação no piloto automático. Para contentar os saudosistas, personagens do primeiro filme, como o presidente Whitmore (Bill Pullman), estão de volta. Mas quem vai entrar numa batalha espacial (um arremedo de Star Wars em ritmo de videogame) para derrotar os alienígenas é a nova geração, composta, entre outros, de um piloto bonitão (Liam Hemsworth) e Dylan Hiller (Jessie T. Usher), filho do personagem de Will Smith que, sensatamente, pulou fora deste segundo episódio. Estreou em 23/6/2016.
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  • Interpretado com garra por José Loreto, José Aldo teve infância e adolescência difíceis em Manaus. Frequentemente, envolvia-se em brigas e descontava os desgostos do cotidiano (sobretudo a convivência com o pai alcoólatra e a rivalidade com um inimigo provocador) nos golpes de jiu-jítsu. Resolveu sair de sua cidade natal e tentar a vida no Rio de Janeiro. Lá, penou um bocado até conquistar a confiança de um treinador (Milhem Cortaz) e entrar no ringue da academia para a qual trabalhava como faxineiro. Foi ainda em solo carioca que Aldo conheceu sua futura esposa (papel de Cleo Pires), ela também uma fera da pancadaria. A história do lutador de MMA e campeão do UFC resultou num filme decente. Mais Forte que o Mundo — A História de José Aldo tem na direção o santista Afonso Poyart, revelado em 2 Coelhos e cujo currículo inclui o recente Presságios de um Crime, estrelado por Anthony Hopkins. Tecnicamente, seu novo trabalho merece aplausos. Montagem dinâmica, enquadramentos e movimentos de câmera comprovam o bom gosto visual do realizador. Contudo, a estética “tipo exportação” compromete a autenticidade. Ao passar verniz na miséria e embelezar a favela, Poyart conta uma história de superação com brilho, porém artificial. Estreou em 23/6/2016.
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  • Vencedor de quatro prêmios no César 2016 (melhor som, direção de arte, figurinos e atriz, para Catherine Frot), o longa-metragem traz à tona a figura singular de uma personagem real. A história, romanceada e com licenças criativas, assemelha-se à da americana Florence Foster Jenkins (1868-1944). No roteiro do diretor francês Xavier Giannoli, Florence virou Marguerite Dumont, uma baronesa riquíssima na Paris de 1920. Ela é casada com um homem infiel (André Marcon) e realiza recitais em sua mansão a fim de arrecadar fundos para obras de caridade. Convivendo com artistas da música clássica, Marguerite, em atuação estupenda de Catherine Frot, acredita que também tem talento para cantar árias. Só que não! Suas apresentações para amigos são vexaminosas, mas ninguém consegue dizer a verdade à anfitriã. A protagonista cai, então, nas graças de um crítico musical (Théo Cholbi). A princípio, esse jovem pensa em tirar dinheiro da ricaça, mas desiste quando percebe existir uma senhora carente e generosa por trás da péssima cantora. Há humor nas entrelinhas, embora a trama se encaminhe para um comovente drama psicológico. Curiosidade: Meryl Streep interpreta Florence Foster Jenkins em Quem É Essa Mulher?, com estreia prevista para julho. Estreou em 23/6/2016.
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  • Não deixa de ser curiosa a forma com que o badalado diretor chinês (de Em Busca da Vida e Um Toque de Pecado) divide seu novo drama. Ele recorre a três épocas distintas (1999, 2014 e 2025) para abordar os rumos de três personagens. No primeiro capítulo, a bela jovem Tao (papel de Tao Shen), indecisa entre dois amores na cidade de Fenyang, resolve se casar com Zhang, próspero empresário do ramo da mineração de carvão. Com isso, fere o coração do humilde operário Liang, que muda de cidade e, anos mais tarde, reaparece casado e com uma grave doença nos pulmões. Assim como a China fez suas escolhas e passou por transformações, o realizador Jia Zhang-ke coloca em xeque as decisões de seus protagonistas projetando um futuro incerto para seu país. Estreou em 23/6/2016.
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  • A partir de junho de 1941, o ditador russo Josef Stalin começou uma “faxina” étnica na União Soviética e deportou mais de 40 000 pessoas da Estônia, Lituânia e Letônia para a Sibéria. O fabuloso drama de estreia do diretor estoniano é narrado de forma original e hipnótica. Há poucas cenas em movimento e nenhum diálogo. Isso, contudo, não é sinônimo de tédio. Por meio das cartas de Erna (Laura Peterson), uma personagem real, escritas para seu marido (Tarmo Song), o realizador concebeu uma obra prima visual. Sustentado por uma voz feminina em off, o roteiro narra a separação do casal e o sofrimento da mulher, levada para um campo de trabalhos forçados ao lado da pequena filha. O diferencial (e que diferencial!) está na concepção estética. Os atores são vistos em imagens congeladas, porém a câmera passeia entre eles em planos-sequência de tirar o fôlego. Trata-se de um trabalho vigoroso na forma e oportuno no conteúdo por revelar como teria sido o Holocausto soviético. Estreou em 23/6/2016.
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  • Documentário

    Paratodos
    VejaSP
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    Às vésperas da Olimpíada do Rio de Janeiro, eis que surge um documentário visando a tapar uma lacuna no cinema: registrar o cotidiano de atletas que buscam a classificação para a Paralimpíada. O roteiro se divide em quatro modalidades esportivas e o filme mostra-se irregular. Cereja do bolo, o último capítulo traz o dia a dia e os exemplos de superação dos nadadores Susana Schnarndorf e Daniel Dias, captados com emoção, desembaraço e fluidez. Também é curioso ver o sistema de classificação da canoagem por meio das competições de Fernando Fernandes e Fernando Ruffino, o divertido Cowboy, na Itália. Paratodos abre com o atletismo e tem demorados (e dispensáveis) bastidores de treinamento. Contudo, o filme perde mais pontos pelo capítulo dos deficientes visuais no futebol, uma tentativa de focar um ambiente descontraído, mas com resultado confuso e arrastado. Estreou em 23/6/2016.
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  • O foco do documentário é o trabalho do pintor Gerhard Richter, de 84 anos, um dos nomes mais festejados da arte contemporânea alemã. Estreou em 23/6/2016.
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  • Drama / Cinebiografia

    Raça
    VejaSP
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    Caçula de uma família de nove irmãos, Jesse Owens (interpretado por Stephan James) driblou o preconceito e superou barreiras na década de 30. Raça, o filme que presta uma correta homenagem ao atleta negro, começa um ano antes e flagra o ingresso do jovem na Universidade de Ohio. Nem mesmo as agressões físicas e verbais dos estudantes brancos o fizeram desistir de seu objetivo: ser treinado no atletismo pelo famoso Larry Snyder (Jason Sudeikis). Owens chegou lá. Mais exatamente no monumental estádio que Hitler mandou construir em Berlim para os Jogos Olímpicos de 1936. Talvez uma minissérie fosse o melhor formato para dar conta de tantos fatos importantes. Em mais de duas horas, o roteiro tenta fazer um paralelo do racismo nos Estados Unidos com a intolerância do Führer e seus aliados aos competidores negros e judeus na Alemanha nazista. Estreou em 23/6/2016.
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  • Por exigência do diretor português Manoel de Oliveira (1908-2015), o filme, gravado em 1981, só poderia ser exibido após sua morte. Num misto de drama e documentário, o realizador relembra para a câmera (e também com imagens de arquivo) as quatro décadas que viveu em sua casa, no Porto. É um trabalho curto, caseiro, autobiográfico e sensível. Mas direcionado aos fãs da filmografia do cineasta. Estreou em 23/6/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO