Cinema

Filme com Jennifer Lawrence é a melhor estreia da semana

Joy - O Nome do Sucesso recebeu indicação ao Oscar de melhor atriz 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Indicada ao Oscar de melhor atriz, Jennifer Lawrence é o brilho extra de Joy - O Nome do Sucesso, terceira parceria da estrela com o diretor David O. Russell e com o ator Bradley Cooper, após O Lado Bom da Vida e Trapaça.

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Há também uma divertida e irreverente comédia que ficou fora da disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro: o belga O Novíssimo Testamento. Ainda no terreno europeu, vale uma espiada em Que Viva Eisenstein! – 10 Dias que Abalaram o México, do britânico Peter Greenaway, e no polonês Body, que recebeu o prêmio de melhor direção no Festival de Berlim. 

Uma bombinha? É Reza a Lenda, com Cauã Reymond e Sophie Charlotte. Uma bomba gigante? É A Quinta Onda, aventura futurista que, desde já, entra na lista dos piores filmes de 2016. 

  • Drama

    Body
    VejaSP
    Sem avaliação
    Cerca de 90% da população polonesa é católica — um dos maiores índices no mundo. Não se estranha, portanto, que o espiritismo seja visto por lá, sem trocadilhos, como algo de outro mundo. Pois foi justamente nessa seara tão distante de seu povo que a cineasta Malgorzata Szumowska, vencedora do prêmio de direção no Festival de Berlim, foi mexer. Em sua trama, a terapeuta Anna (Maja Ostaszewska) trabalha com anoréxicos, incluindo a desiludida Olga (Justyna Suwala). A moça tem sérios desentendimentos com o pai (Janusz Gajos), sobretudo após a morte de sua mãe. Anna, então, revela algo surpreendente: ela tem o dom de ver espíritos. Embora tenha alguns momentos de humor, o drama se vale de um tema original em seu país e tratado com respeito. Estreou em 21/1/2016.
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  • Documentário / Drama

    Coração de Cachorro
    VejaSP
    2 avaliações
    Artista multimídia e performática, Laurie Anderson volta à direção quase trinta anos depois do documentário Home of the Brave. Seu filme, extremamente experimental, é uma colagem de imagens, fotos, pinturas, desenhos, registros antigos e novos. Laurie foca, sobretudo, a convivência que tinha com a cachorrinha Lolabelle, que morreu em 2011. Há ainda lembranças dos atentados de 11 de setembro e a interessante visão budista da morte, entre outros assuntos. Funciona como um diário íntimo e pessoal, embora a realizadora se perca algumas vezes na excentricidade. Estreou em 21/1/2016.
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  • Jovem moradora da periferia de São Paulo, Cláudia (Emanoela Fontes) quer estudar música, mas não tem lugar para praticar. Quando o vestibular se aproxima, ela conta com a ajuda do namorado (Maxwell Nascimento) para invadir escolas e, assim, poder tocar piano. Estreou em 21/1/2016.
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  • Amy Poehler e Tina Fey interpretam as irmãs Maura e Kate na comédia. Embora tenham temperamentos distintos, elas decidem fazer uma festa de despedida na casa onde foram criadas e que foi vendida. Estreou em 21/1/2016.
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  • Joy Mangano (Jennifer Lawrence) não tem a vida que pediu a Deus. Arrimo de família, está cansada de sustentar os parentes. Enquanto a mãe (Virginia Madsen) vive no quarto e vê a mesma telenovela há anos, seu pai (Robert De Niro) voltou para casa, após se separar da segunda mulher. A jovem toma conta dos filhos e ainda precisa conviver sob o mesmo teto com o imprestável, porém carinhoso, ex-marido (Edgar Ramirez). Aluna exemplar no colégio, Joy sempre teve tino para inventar artigos úteis e, durante um passeio no barco da nova namorada (Isabella Rossellini) de seu pai, consegue ter uma ideia brilhante. É pena que só a protagonista esteja na corrida do Oscar. Há ritmo, humor, reviravoltas e uma incursão afetiva na trajetória da inventora do Miracle Mop (um esfregão de franjas amarelas) nesta comédia escrita e dirigida por David O. Russell. Dominando a cena e liderando um ótimo elenco, Jennifer trabalha pela terceira vez consecutiva com o cineasta (depois de O Lado Bom da Vida e Trapaça), um cronista afiado dos costumes americanos. Estreou em 21/1/2016.
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  • Esteticamente, o cinema do belga Jaco van Dormael se assemelha ao do francês Jean-Pierre Jeunet (Amélie Poulain). O Novíssimo Testamento, que estava na corrida ao Oscar 2016 para melhor filme estrangeiro, confirma o talento de Van Dormael de narrar histórias excêntricas em visual por vezes deslumbrante. Vale o aviso: o diretor de O Oitavo Dia (1996), embora esteja no terreno da comédia, pega pesado com a imagem de Deus. O todo-poderoso (interpretado por Benoît Poelvoorde) mora na Bélgica, fuma, enche a cara, passa o tempo de roupão e brincando (no mau sentido) com o destino das pessoas em seu computador. A mulher dele (Yolande Moreau) pouco abre a boca, o filho JC (ou Jesus Cristo) virou uma estátua e a filha de 10 anos, Ea (Pili Groyne), sempre espezinhada pelo pai, não se conforma com sua última maldade: Deus mandou uma mensagem pelo celular para todos os habitantes da Terra informando... a data da morte deles (!). A menina, então, foge de casa, para arranjar seis apóstolos e, assim, reescrever a Bíblia. Um ponto de partida bastante original se encaminha para situações ainda mais polêmicas. Entre as pessoas reunidas por Ea estão um matador de aluguel, um tarado e uma esposa (Catherine Deneuve) que trai o marido na companhia de... um gorila (!). Com seu humor nonsense, o provocador Van Dormael, declarado ateu, faz rir com elegância e, tomara Deus, sem ofender a fé da plateia. Estreou em 21/1/2016.
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  • Em 1931, o russo Sergei Eisenstein (papel de Elmer Bäck) chegou a Guanajuato, no México, depois de virar uma celebridade cinematográfica por causa de seus três filmes, A Greve, O Encouraçado Potemkin e Outubro. Patrocinado por comunistas americanos, encantados com seu talento, o diretor desembarcou para filmar Que Viva México!. A partir daí, o cineasta Peter Greenaway imaginou como teria sido sua estada na comédia Que Viva Eisenstein! — 10 Dias que Abalaram o México. Visto como um adulto mimado, egocêntrico e dado a extravagâncias, Eisenstein (1898-1948) se aproximou além da conta de seu guia local, Palomino Cañedo (Luis Alberti), um homem casado e pai de família que, percebendo a fragilidade afetiva do visitante, o seduziu. Vanguardista, Greenaway mistura registros reais numa trama de montagem ágil e sequências sexualmente pesadas. Trata-se de um trabalho autoral, transgressor, debochado e sem a intenção de ser legitimamente biográfico e, por tudo isso, causou sério desconforto na Rússia. Estreou em 21/1/2016.
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  • Aventura / Drama

    A 5ª Onda
    VejaSP
    Sem avaliação
    Misture ingredientes de filme-catástrofe com a pegada juvenil de Jogos Vorazes. Se pareceu promissor, desista! Eis a primeira bomba do ano e, desde já, um dos piores filmes de 2016. Além de um elenco ruim e de cenas com efeitos visuais medíocres, a aventura dramática tem um roteiro canhestro e, nas entrelinhas, revela-se estúpido e nocivo. A trama começa com uma nave espacial pairando sobre os Estados Unidos — a invasão é a primeira onda. Em seguida, partes da Terra são destruídas por terremotos e tsunamis. Um vírus mata a maioria da pessoas. Aí, chega o Exército americano para levar crianças e adolescentes para serem treinados para matar os alienígenas. Protagonista da história, Chloë Grace Moretz interpreta a jovem heroína que, após perder os pais, quer reencontrar seu irmãozinho. Haja paciência para tantos clichês. Estreou em 21/1/2016.
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  • Ação / Romance

    Reza a Lenda
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    1 avaliação
    Filho do renomado publicitário Washington Olivetto, Homero Olivetto seguiu o caminho do pai dirigindo comerciais. Reza a Lenda é sua estreia no longa-metragem, e nota-se a influência estética da publicidade e do videoclipe. Há também referências ao cinema de ação da cinessérie futurista Mad Max. Em vez do deserto australiano, temos o sertão nordestino castigado pela seca. A gangue de motoqueiros está lá, e Ara (Cauã Reymond) a lidera, junto da namorada, Severina (Sophie Charlotte). O grupo acredita que a estátua de uma santa pode trazer a chuva e rouba a imagem. Mas há um vilão por trás desses anti-heróis justiceiros: o ameaçador fazendeiro Tenório (Humberto Martins). Luísa Arraes, tadinha, entra de gaiata nessa história para boi dormir como a patricinha que tumultua o romance dos protagonistas. Ainda pior é a constrangedora participação do ótimo ator Julio Andrade, na pele de um bruxo tatuado. O.k., o diretor quis inovar fazendo um banguebangue pop, embrulhado em visual estilizado e embalado em trilha sonora pesada. Da ousadia, contudo, nasceu um híbrido sem personalidade nem foco. Estreou em 21/1/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO