Cinema

'A Lenda de Tarzan' é o maior lançamento da semana

Efeitos visuais e contexto histórico trazem diferencial à clássica trama

Por: Miguel Barbieri Jr.

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O ator sueco Alexander Skarsgard passou por São Paulo para divulgar A Lenda de Tarzan na provável intenção de engrossar a bilheteria do filme no Brasil. Embora tenha efeitos visuais deslumbrantes, o filme não decola e fica aquém de versões anteriores da história criada por Edgar Rice Burroughs, como Greystoke (1984). 

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Há opções melhores entre as sete estreias desta quinta (21). Um Dia Perfeito, por exemplo, mostra um quarteto de voluntários na Guerra da Bósnia tentando encontrar uma corda para tirar o corpo de um homem do fundo de um poço. É um drama com irônica pegada tragicômica.

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Vale também o ingresso Chocolate, inspirado na triste trajetória do primeiro artista circense negro da França, interpretado por Omar Sy (de Intocáveis).

E quem gosta de conhecer os bastidores do cinema do passado, precisa dar uma olhada em Life - Um Retrato de James Dean, a respeito de um fotógrafo (papel de Robert Pattinson), tentando convencer o ator a ser registrado pela lente de sua câmera, em 1955. 

 

 

 

  • Francês de origem marroquina, o ator Roschdy Zem traz à tona, em seu quarto longa-metragem como diretor, uma história real que envolve preconceito e racismo na virada do século XIX. Chocolate começa num circo do interior onde o negro Rafael Padilla (papel de Omar Sy) se apresenta como um canibal africano. Em decadência, o palhaço Footit (James Thierrée) o convida, então, para formar uma dupla no picadeiro. Nasce então Chocolat, um personagem que serve de “escada” para o parceiro, leva chutes e bordoadas e é tratado com galhofa. O público aprova, gargalha e Footit e Chocolat rompem barreiras, dando início a uma gloriosa carreira em Paris. Sem perder o pique nem o fio da meada, o realizador mostra a ascensão e a queda de Chocolat — da forma como ele torrou a grana na jogatina à tardia tomada de consciência de seu papel de pateta humilhado no palco. Estreou em 21/7/2016.
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  • Comédia dramática

    Um Dia Perfeito
    VejaSP
    3 avaliações
    O talento do diretor e roteirista espanhol Fernando León de Aranoa (de Segunda-Feira ao Sol) se faz novamente presente numa comédia dramática, cuja ironia começa pelo título. Em resumo, são quatro estrangeiros que atuam como voluntários na Guerra da Bósnia, em 1995. Interpretados por Benicio Del Toro, Tim Robbins, Olga Kurylenko e Mélanie Thierry, o quarteto tem a ajuda de um nativo (Fedja Stukan) para facilitar a comunicação. A história tem início quando um corpo é encontrado no fundo de um poço. Em uma trajetória tortuosa, eles buscam, incessantemente, um corda para retirar o morto. Mas os entraves burocráticos, a falta de cooperação do povo e, sobretudo, os postos de controle nas estradas precárias vão dificultar o trabalho. Em diálogos ácidos e situações insólitas, o realizador espalha originalidade em uma jornada caótica, fazendo um registro de guerra com humor para lá de afiado. Estreou em 21/7/2016.
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  • Comédia / Policial

    Dois Caras Legais
    VejaSP
    5 avaliações
    Quem curtiu o humor da comédia Beijos e Tiros (2005) pode aprovar o novo trabalho do mesmo diretor, Shane Black. Com recriação de época detalhista e trilha sonora pulsante, a trama mistura elementos de filme noir, suspense, policial e drama numa salada recheada de humor, por vezes negro. Contudo, com tantos gêneros juntos, o filme não deslancha e se arrasta numa investigação pouco palpitante. O talento da dupla de protagonistas, Russell Crowe e Ryan Gosling, está acima do roteiro e dá ânimo a uma história de reviravoltas a respeito do desaparecimento de uma jovem que participou de uma produção pornô. Estreou em 21/7/2016.
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  • Comédia dramática

    Entre Idas e Vindas
    VejaSP
    1 avaliação
    Pegue um professor bonitão de olhos azuis na casa dos 40 anos. Acrescente um filho pré-adolescente igualmente simpático, fofo e articulado. Com o carro quebrado na estrada, o pai e o garoto são socorridos por quatro operadoras de telemarketing a bordo de um... motorhome (!). Não se sabe direito onde eles estão — só se sabe que o quarteto feminino vai dar carona para os estranhos até São Paulo, fazer uma parada na praia, procurar gasolina numa cidadezinha às moscas... As atrizes Ingrid Guimarães, Alice Braga, Caroline Abras e Rosanne Mulholland conseguem uma química tão boa quanto a de Fabio e João Assunção, pai e filho na vida real. Há humor na trama, mas trata-se, sobretudo, de um road movie dramático de desamores e, óbvio, amor. Embora conduzida com leveza pelo diretor José Eduardo Belmonte (de Alemão), a trama tem “deslizes”: os personagens e as situações não convencem. Estreou em 21/7/2016.
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  • Em nova empreitada de revisitar um personagem da literatura, A Lenda de Tarzan pode frustrar quem espera um cinemão à moda antiga narrando as aventuras do órfão criado na selva. Desta vez, a “inovação” fica por conta de um contexto histórico e de efeitos visuais que dão, perfeitamente, vida aos animais. O início se passa em Londres, com John Clayton (papel do sueco Alexander Skarsgård) já de volta à civilização e casado com Lady Jane (Margot Robbie). Ao saber por um emissário americano (papel de Samuel L. Jackson) que o rei da Bélgica está escravizando o povo do Congo, onde ele foi criado, Clayton parte para o continente africano a fim de protegê-lo. Embora a maior parte da trama ocorra no presente, o roteiro também enfoca o passado do protagonista, desde o momento em que foi “adotado” por gorilas. Mais instigantes, os flashbacks são raros e o vaivém compromete o ritmo da narrativa. Nem Skarsgård e muito menos Christoph Waltz, o vilão, parecem confortáveis nos papéis, e, não à toa, o destaque vai para a sensual e valente Jane de Margot Robbie. Há, é claro, momentos grandiosos como o de Tarzan movimentando-se nos cipós pela floresta e, sobretudo, a formidável sequência da manada de búfalos, fruto da tecnologia e condizente com o cinema de fantasia atual. Estreou em 21/7/2016.
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  • Na Los Angeles de 1955, o fotógrafo freelancer Dennis Stock (Robert Pattinson) busca uma celebridade para poder estampar a capa da revista Life e, assim, ficar famoso, ganhar dinheiro e poder ajudar a mãe de seu filho, que mora em Nova York. Em uma festa do diretor Nicholas Ray, Stock encontra o então desconhecido James Dean (Dane DeHaan), provável protagonista de Juventude Transviada. Eis a fome com a vontade de comer: um profissional das lentes à procura de um astro em ascensão (Vidas Amargas estrearia dali a alguns dias) e vice-versa. O diretor Anton Corbijn já havia explorado o mito Ian Curtis (líder do Joy Division) em Control (2007) e, aqui, debruça-se sobre a maior lenda do cinema americano. Em menos de um ano, Dean foi do anonimato à fama, da vitória à morte, com apenas três longas-metragens — e o realizador humaniza o astro mostrando-o como um homem tímido e difícil, de espírito tão rebelde quanto doce. As imagens captadas por Stock acompanham os créditos finais e arrematam uma história verídica contada honestamente. Estreou em 21/7/2016.
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  • Pouco menos de um ano depois da estreia do premiado Que Horas Ela Volta?, a diretora paulistana Anna Muylaert volta às telas com um novo trabalho. Saem de cena o humor e a crônica de costumes para a entrada de um drama familiar em Mãe Só Há Uma. O foco está em Pierre (papel de Naomi Nero), um jovem de 17 anos que transita entre gêneros. Músico em uma banda de rock, ele pinta as unhas, gosta de se vestir de mulher e transa sem compromisso com garotas, embora também tenha uma queda por homens. Um rapaz em conflito entra num redemoinho de emoções maiores quando descobre que aquela que ele considera sua mãe o raptou, recém-nascido, da maternidade. A crise de identidade é geral: Pierre será obrigado a conviver com os pais biológicos (Dani Nefussi e Matheus Nachtergaele) enquanto enfrenta a transição para a vida adulta. A cineasta e roteirista espia um momento complexo e delicado com carinho e sem julgamento moral. Ao redor do protagonista, orbitam personagens igualmente perplexos e perdidos diante de uma situação rara. Uma boa ideia para ficar ligado: a mesma atriz interpreta as duas mães. Estreou em 21/7/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO