Cinema

'O Caçador e a Rainha do Gelo' é o principal lançamento da semana

Aventura com Chris Hemsworth se passa antes e depois de Branca de Neve e o Caçador 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Quem viu Branca de Neve e o Caçador, de 2012, certamente terá curiosidade para assistir à aventura O Caçador e a Rainha do Gelo, que se passa antes e depois do primeiro filme. A primeira parte (o antes) pega bem o espírito do conto de fada, mas, a partir da metade (o depois), a história desanda.

Michael Douglas reencontra a atriz que interpretou sua filha em ‘Atração Fatal’

Há programas melhores estreando hoje (quinta). Para a criançada, a pedida é a animação espanhola No Mundo da Lua. Adultos devem arriscar A Garota de Fogo, infelizmente só em cartaz no Belas Artes, e o drama francês Uma História de Loucura. 

Saiba quem são os atores e atrizes que estrelaram os piores filmes

O espectador que gosta de tramas com mensagens cristãs pode pegar uma sessão do comovente Milagres do Paraíso.   

Confira mais notícias sobre cinema no Blog do Miguel 

 

  • Freeheld ganhou o Oscar de melhor documentário em curta-metragem em 2008 com a mesma história narrada, de forma romanceada, em Amor por Direito. O drama foca Laurel Hester (Julianne Moore), detetive do condado de Ocean, em Nova Jersey. Lésbica dentro do armário por temer o preconceito de seus colegas, Laurel conhece, no início dos anos 2000, a mecânica Stacie Andree (Ellen Page), uma jovem com idade para ser sua filha. O romance engrena, elas formalizam uma união estável, mas Laurel é pega de surpresa por um câncer no pulmão em estágio terminal. Começa aí uma batalha para que sua namorada fique com os benefícios de sua pensão após a morte. Duas atrizes com química zero contribuem para esvaziar o calor e a emoção da trama. Embora o assunto seja oportuno, o roteiro se concentra na briga pelos direitos civis e passa de raspão pelo relacionamento das protagonistas, deixando lacunas e perguntas sem resposta numa história de amor mal contada. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais
  • Tirando leite de pedra para dar uma “continuação” ao sucesso Branca de Neve e o Caçador, de 2012, os roteiristas encontraram uma saída a princípio curiosa. A história de O Caçador e a Rainha do Gelo se passa antes e depois do primeiro filme. Em uma trama de fantasia, a Rainha Ravenna (Charlize Theron), a mesma que tentaria matar Branca de Neve, agora quer ver pelas costas sua irmã, Freya (Emily Blunt). Depois de ser traída pelo pai de seu bebê, a desolada Freya usa seu poder de transformar tudo em gelo (qualquer semelhança com o hit Frozen é, sim, oportunismo). Ela foge do castelo e, em seu novo e nevado reino, sequestra crianças, incluindo Eric e Sara, para torná-las seus soldados. Impede também ligações amorosas em seus domínios. Já adultos e exímios arqueiros, Eric (Chris Hemsworth) e Sara (Jessica Chastain) decidem fugir de lá para viver um grande amor. Mas a rancorosa Freya dá um jeito de impedir a união. O conto salta no tempo para mostrar, sete anos depois (e após o desfecho de Branca de Neve e o Caçador), Eric como um justiceiro errante tendo uma missão complexa pela frente. A primeira parte do longa-metragem defende bem a mistura de magia, drama familiar e romance de folhetim. Seu desenrolar, contudo, apresenta, em uma condução morna, situações previsíveis e conclusão frouxa. Para piorar, Charlize Theron, tão impactante em Mad Max — Estrada da Fúria, exagera nas caras e bocas para compor a vilã. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais
  • Policial / Drama

    Em Nome da Lei
    VejaSP
    1 avaliação
    No calor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e tendo à frente da Operação Lava-Jato o notório juiz Sergio Moro, um filme como Em Nome da Lei chega em boa hora ao cinema. Trata-se, aqui, da história de Vitor (Mateus Solano), um jovem juiz de São Paulo que vai substituir um colega numa pequena cidade da fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Incorruptível e com sede de justiça, Vitor quer ver atrás das grades o traficante Gomez (Chico Diaz). Para isso, conta com a ajuda da bela procuradora Alice (Paolla Oliveira) e do chefe da Polícia Federal, interpretado por Eduardo Galvão. Diretor de Lamarca, Guerra de Canudos, Zuzu Angel e Salve Geral, entre outras histórias verídicas, Sergio Rezende se atira com coragem em um gênero mal aproveitado no cinema nacional. Seu drama policial se encarrega de mostrar sem maquiagem a máquina corrupta nos rincões do Brasil, mas perde pontos no romance pouco convincente dos protagonistas. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais
  • Documentário

    O Futebol
    VejaSP
    Sem avaliação
    Não dá para acreditar que um filme tão medíocre tenha levado o prêmio de melhor documentário no recente festival É Tudo Verdade. A proposta do diretor Sergio Oksman é bacana, mas não se concretiza. Em 2014, ele reencontrou o pai em São Paulo, após vinte anos morando na Espanha. Juntos, acompanhariam os jogos da Copa do Mundo. Pois bem. Não há sequer uma cena dentro do estádio nem conversas mais profundas entre eles. Pouco se sabe a respeito de um ou de outro. Se a ideia do cineasta era enfocar a falta de comunicabilidade e mostrar seu pai como um velho ranzinza e de temperamento difícil, conseguiu. O desfecho, totalmente inesperado, pode ter comovido o júri para, assim, determinar sua vitória. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais
  • Drama / Suspense

    A Garota de Fogo
    VejaSP
    Sem avaliação
    Não à toa, o espanhol Pedro Almodóvar recomendou o suspense dramático de seu conterrâneo. O primeiro longa-metragem de Carlos Vermut bebe na fonte de Almodóvar ao propor uma trama intricada, confeccionada de reviravoltas surpreendentes. São três protagonistas envolvidos em histórias de vingança, traição e desejos reprimidos. O primeiro a aparecer é Luis (Luis Bermejo), professor desempregado capaz de fazer qualquer coisa pela filha com leucemia. Em seguida, vem a trajetória de Bárbara (Bárbara Lennie), uma mulher casada, com comportamento instável e passado escuso. E ainda tem Damián (José Sacristán), um velho que sai da cadeia após dez anos atrás das grades. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais
  • Incansável, o francês Robert Guédiguian está sempre muito disposto a abordar sua ascendência armênia em sua filmografia. O foco do novo drama recai sobre fatos específicos do genocídio armênio de 1915 cuja culpa é atribuída aos turcos. Depois de uma passagem ambientada em 1921, o filme se desloca para o início da década de 80. Marselha, no sul da França, abriga a família de Hovannès (Simon Abkarian) e Anouch (Ariane Ascaride), donos de um mercadinho, descendentes de armênios e pais de Aram (Syrus Shahidi). Esse jovem quer justiça para seu povo e, por isso, junta-se a um grupo de terroristas para matar o embaixador turco em Paris. Acontece que, na explosão, o estudante de medicina Gilles Tessier (Grégoire Leprince-Ringuet) é gravemente ferido e perde a mobilidade das pernas. O roteiro se abre para um tratado de paz entre a família do ativista e a vítima resultando num filme que, embora longo, cativa por seus desdobramentos inesperados. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais
  • Quem viu o trailer sabe o tema de Milagres do Paraíso. Mas, embora a história esteja quase toda resumida no filminho que precede a sessão, a trama, por ser inspirada em um caso real, emociona. Atire a primeira pedra quem não se comove por ver uma criança doente e sofrendo de dor. Eis o enredo de cortar o coração — após passar por vários médicos, um especialista dá o diagnóstico de Anna (Kylie Rogers), filha do meio do casal Christy (Jennifer Garner) e Kevin (Martin Henderson): a menina tem uma doença que impede sua digestão, daí os terríveis desconfortos abdominais. A mãe e a garota saem, então, do Texas para se consultar com um doutor bambambã de Boston. Há uma mensagem cristã a fim de confortar a família evangélica. O drama, contudo, serve como um manual para o fortalecimento da fé e, para o público-alvo, atinge o objetivo. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais
  • Após algumas montagens teatrais, chega às telas um recorte da vida da psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999). A fase escolhida começa em 1944 quando Nise (interpretada por Glória Pires) voltou a trabalhar no hospital psiquiátrico de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. Lá, enfrentou médicos que defendiam tratamentos com eletrochoques e lobotomia. Também introduziu um método eficiente e inovador — Nise passou a dar telas e tintas para que os pacientes esquizofrênicos desenvolvessem suas habilidades artísticas. A edificante trajetória da protagonista tem cuidadosa recriação de época e coadjuvantes de peso como Flavio Bauraqui, Fabrício Boliveira e Claudio Jaborandy. O drama, porém, carece de autenticidade com os problemas resolvidos de forma branda, rápida, fácil e asséptica, talvez para não impactar demais a plateia. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais
  • O diretor espanhol Enrique Gato dirigiu antes o ingênuo As Aventuras de Tadeo (2012). Volta agora com outra animação, porém mais saborosa, de tom nostálgico e capaz de cativar também os adultos. A trama de No Mundo da Lua traz como protagonista o garoto Mike, filho de um astronauta e neto de um senhor da mesma profissão, desgostoso por ter sido recusado na viagem da Apolo 11, que levou três homens à Lua em 1969. Quando o excêntrico bilionário Richard Carson anuncia que irá até o satélite natural, a Nasa começa a mexer os pauzinhos para uma nova missão. O desenho animado (totalmente dispensável em 3D) não tem a qualidade técnica dos grandes estúdios americanos, mas seu roteiro combina humor e aventura espacial em um cativante drama familiar. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais
  • Costi (Toma Cuzin) leva uma vida pacata em Bucareste, ao lado do filho e da mulher. Mas algo altera sua rotina quando seu vizinho, Adrian (Adrian Purcarescu), pede dinheiro emprestado para alugar um detector de metais. Motivo: ele descobriu que um tesouro pode estar enterrado numa propriedade da família. Diretor de A Leste de Bucareste (2006) e Polícia, Adjetivo (2009), o romeno Corneliu Porumboiu mostra os meandros da missão enfocando, levemente, como funciona o sistema de corrupção em seu país. Em meio a discussões dispensáveis entre os personagens, há algumas surpresas e narrativa lenta no drama de discutível desfecho poético. Estreou em 21/4/2016.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO