Cinema

'Warcraft' é o maior (e o pior) lançamento da semana

Fantasia épica, inspirada em game interativo, decepciona 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Um completo desastre. Assim pode ser definido Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos, épico de fantasia inspirado no game interativo online. Deve fazer sucesso, mas só entre os fãs do jogo.

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Há estreias mais interessantes nos cinemas. Campo Grande é uma delas. No drama carioca, uma senhora toma uma lição de vida ao sair de Ipanema para procurar os parentes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, de um casal de crianças, que foi deixado em sua casa.

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Também tem uma bonita história familar o drama O Outro Lado do Paraíso, extraído do livro homônimo do jornalista Luiz Fernando Emediato, com Eduardo Moscovis de protagonista. 

E para quem gosta do humor irônico de Bill Murray, a pedida é a comédia Rock em Cabul.  

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  • O documentário registra a importância dos africanos na construção do Brasil. Há gravações na Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além de cinco países africanos. Estreou em 2/6/2016.
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  • A diretora carioca Sandra Kogut estava afastada do cinema desde o lançamento de Mutum, em 2007. De volta às telas, ela traz uma história encantadora e de pegada realista valorizada, sobretudo, pela atuação estupenda do garoto estreante Ygor Manoel, hoje com 12 anos. Também chamado Ygor, o personagem dele aparece, junto da irmã caçula (a igualmente expressiva Rayane do Amaral), no apartamento de Regina (Carla Ribas). As crianças foram deixadas lá pela mãe, que a moradora desconhece. Prestes a se mudar de sua casa no bairro de Ipanema, Regina tem um divórcio a enfrentar e mantém um convívio difícil com a filha adolescente (Julia Bernart). Ygor e Rayane surgem, justamente, na fase mais crítica. A Zona Sul carioca fica pequena para o cotidiano de Regina quando ela decide encarar o problema e procurar os parentes dos irmãos em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O roteiro traz algo em comum com Central do Brasil na forma como Ygor e Regina se unem pela força do afeto. Embora não seja inédita a transformação da protagonista, a história cumpre bem seu papel de revelar em delicados detalhes questões de um Brasil tomado pelas desigualdades sociais. Estreou em 2/6/2016.
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  • Comédia romântica

    Uma Loucura de Mulher
    VejaSP
    Sem avaliação
    Depois do fiasco de Prova de Coragem, Mariana Ximenes volta a estrelar e produzir mais um longa-metragem. Trocou o drama pela comédia romântica e se deu melhor — ao menos na tentativa de conquistar um público maior. Em enredo de novela das 7 mas querendo (e não conseguindo) fazer uma crítica aos podres poderes de Brasília, a história traz Mariana na pele da dondoca Lúcia. Servindo de vitrine para o marido (Bruno Garcia), que deseja ser governador, a bela vira uma fera quando um senador abusado (papel de Luiz Carlos Miele, em sua despedida do cinema) a assedia numa festa — e ela revida com um tabefe. Para “consertar” o imbróglio, um assessor dá a ideia de interná-la numa clínica alegando distúrbio emocional. A protagonista, então, foge para o Rio de Janeiro, vai morar no apartamento de seu pai, fica amiga da vizinha (Guida Vianna) e, disposta a recomeçar, procura o namoradinho de infância que virou um cirurgião plástico famoso (papel de Sergio Guizé). Num roteiro todo arrumadinho e previsível, infidelidade conjugal e conchavos políticos são tratados de forma insípida e estereotipada. Contudo, o romance do casal central dá liga. Estreou em 2/6/2016.
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  • Cinco anos depois do lançamento de Meu País, o diretor André Ristum retoma o drama familiar, agora inspirado no livro autobiográfico do jornalista Luiz Fernando Emediato, também produtor do longa-metragem. A trama tem início em 1963 numa pequena cidade do interior de Minas Gerais. Sonhador e idealista, Antônio Trindade (Eduardo Moscovis) compra uma caminhonete e muda com a família para Brasília, a então terra da prosperidade. Lá chegando, descobre que a casa fica em Taguatinga, uma região em lento desenvolvimento. Antônio passa a fazer frete enquanto se envolve com movimentos sociais. Seu filho, Nando (Davi Galdeano), de 12 anos, atravessa um processo de transformação — seja conhecendo o primeiro amor, seja descobrindo o mundo por meio dos livros. Com recriação de época detalhista, o filme faz um registro, com carinho e afeto, do relacionamento de pai e filho. No terço final, a barra pesa quando os militares tomam o poder, um momento crítico da história do Brasil, visto aqui pelos olhos de uma criança. Estreou em 2/6/2016.
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  • Rock the Kasbah é o nome de uma canção da banda The Clash e o título original de Rock em Cabul. A trama gira em torno de Richie Lanz, um veterano empresário musical que está quase entregando os pontos e agenciando artistas medíocres. Bill Murray interpreta o personagem, mais um para a sua coleção de melancólicos irônicos. A fim de dar a volta por cima, aceita a sugestão de um colega e leva uma cantora (Zooey Deschanel) para fazer apresentações para militares americanos no Afeganistão. Logo na chegada a Cabul, a jovem, atordoada com o cenário de guerra, desaparece levando o passaporte e o dinheiro de Lanz. O cara precisa se virar para voltar para casa e, então, une-se a uma dupla de traficantes de armas. O clima delirante e surreal toma conta da primeira parte do roteiro, com Murray usando e abusando da cara de sonso e do humor afiado. Até Bruce Willis entra na parada na pele de um mercenário impiedoso. Da metade em diante, o filme toma outro rumo — mais leve, mais musical, mais ingênuo e fantasioso. Trata-se de uma história inspirada na trajetória de Setara Hussainzada, uma mulher que desafiou as tradições muçulmanas (não convém revelar mais detalhes). Ao gosto do freguês, o longa-metragem oferece dois enredos em um, mesmo havendo ruídos entre as duas partes. Estreou em 2/6/2016.
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  • Diretor de seu primeiro longa-metragem, o ator Thomas Salvador interpreta Vincent, um sujeito de poucas palavras, à procura de emprego e que vive cercado por rios e lagos. Seu prazer de estar dentro d’água tem um motivo. Quando está molhado, Vincent ganha força e velocidade extraordinárias. Depois de arranjar um bico como pedreiro, o rapaz se aproxima de Lucie (Vimala Pons) e conta seu segredo. O título nacional é um equívoco ou uma provocação? Na intenção de transformar o protagonista num super-herói do cotidiano, a comédia de fantasia lança uma ideia sem aprofundá-la. De Vincent, quase nada se sabe. Estreou em 2/6/2016.
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  • O game interativo on-line, povoado de criaturas estranhas, ganhou no cinema uma versão... monstruosa — no pior sentido da palavra. Trata-se de um épico de fantasia que emula, com mau gosto, de O Senhor dos Anéis a Avatar. Quase nada se salva — das perucas horrendas à direção de arte pavorosa passando por efeitos visuais cafonas saídos de alguma produção cara da década de 80. A trama, entulhada de personagens e reinos, pode ser melhor digerida por quem é fanático pelo jogo. Numa massa de computação gráfica de compreensão duvidosa, há um embate entre humanos, representados pelo rei Llane (Dominic Cooper) e seu general (Travis Fimmel), e orcs, gigantes de orelhas pontudas e presas de elefantes. Mas existe também uma rixa entre os próprios orcs. São duas horas de um entretenimento tolo e, por vezes, risível e indigesto. Estreou em 2/6/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO