Cinema

Último 'Jogos Vorazes' e 'Chatô' são duas das treze estreias

Saga estrelada por Jennifer Lawrence e filme de Guilherme Fontes têm chances de atrair boas bilheterias

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Dois filmes devem atrair as atenções a partir desta quinta (19). A saga da personagem Katniss (papel de Jennifer Lawrence) tem seu desfecho em Jogos Vorazes: a Esperança - O Final, derradeiro capítulo da trilogia de livros de Suzanne Collins. E, finalmente, chega às telas o já lendário Chatô, o Rei do Brasil, que o diretor, Guilherme Fontes, começou a produzir em 1995.

Há, contudo, opções mais nobres: Mistress America, novo filme do diretor Noah Baumbach, o mesmo dos adoráveis Frances Ha e Enquanto Somos Jovens, e o impressionante A Ilha do Milharal, um história praticamente sem diálogos filmada na Georgia.

Para quem quer conhecer a história da menina que ganhou o Prêmio Nobel da Paz e virou ativista da educação para as mulheres, pode arriscar o bom documentário Malala.

 

  • Paramahansa Yogananda (1893-1952) saiu de sua Índia natal, no início da década de 20, com a missão de levar os ensinamentos da ioga e da meditação para o Ocidente. Embora a recepção em Nova York tenha sido fria, o guru encontrou apoio financeiro num milionário americano e, na Califórnia, abriu um centro de estudos. Sua trajetória é repassada no documentário, que conta com muitos depoimentos (do músico George Harrison ao escritor Deepak Chopra) e raras imagens de arquivo. Embora muito eficiente em sua proposta educativa, o filme ganha um ritmo frenético na narrativa, o que, convenhamos, não combinava com o filosofia de vida de Yogananda. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • Guilherme Fontes começou a produzir Chatô, o Rei do Brasil em 1995. De lá para cá, o filme virou uma novela e quase uma lenda. Na intenção megalomaníaca de fazer um Cidadão Kane tupiniquim, Fontes torrou muito dinheiro, parou a produção, captou mais verba para a conclusão... e, finalmente, vinte anos depois, o longa-metragem chega às telas. Primeira boa surpresa: não há resquícios de ser uma produção datada, embora Leandra Leal esteja bem novinha. Outro ponto positivo está na “leitura” feita pelo realizador da obra homônima de Fernando Morais. Há traços de uma biografia convencional, porém com pegada autoral. Elementos da estética das chanchadas, do cinema marginal e das minisséries da Rede Globo misturam-se na divertida (e não menos estridente) cinebiografia de Assis Chateaubriand (1892-1968), magnata das comunicações e fundador dos Diários Associados. Paraibano arretado, Chatô, interpretado por Marco Ricca, teve duas esposas (Letícia Sabatella e Leandra Leal), uma amante praticamente fixa (Andréa Beltrão) e muitas e muitas mulheres. Era um jornalista oportunista, daqueles de fazer “acordos” com o então presidente Getúlio Vargas para levar vantagens. Fontes usa um recurso à moda de All That Jazz, de Bob Fosse, para o protagonista rever o passado. À beira da morte, Chatô se vê num delirante programa da TV Tupi (inaugurada por ele), em que é julgado por pessoas importantes de sua vida. Mesmo em narrativa não linear, o diretor dá conta de mostrar as várias facetas de Chatô, um personagem tão amado e odiado quanto será o filme que o radiografou. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • Um filme com dois protagonistas, quase sem diálogos e uma paisagem idílica. Pensou em algo tedioso? Nada disso. A Ilha do Milharal, indicado pela Geórgia para concorrer ao Oscar 2015, tem enredo curioso e imagens arrebatadoras que combinam com sua proposta silenciosa. A história traz um drama comum aos camponeses da região do Rio Inguri, entre a Geórgia e a Abecásia. No início da primavera, um velho senhor (Ilyas Salman) se instala num minúsculo pedaço de terra nas águas e, lá, monta uma casa provisória. Traz a neta (Mariam Buturishvili) e dá início à plantação de um milharal. Há percalços no caminho, sobretudo porque eles estão numa zona de conflitos. Ao explorar um cotidiano singular, o diretor George Ovashvili consegue extrair poesia e dor de um registro íntimo e minimalista. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • Dá até para afirmar: não há sequer um fã da saga sem vontade de ver o desfecho dela. Os três livros da escritora Suzanne Collins foram transformados em quatro longas-metragens e Jogos Vorazes: a Esperança — O Final é, enfim, o capítulo derradeiro. Se havia pouca ação e quase nada acontecia no filme anterior, a história, agora, mudou de figura. Sem explicações anteriores (fã não precisa de flashbacks!), a trama começa com Katniss (Jennifer Lawrence) se recuperando de uma tentativa de estrangulamento e querendo saber se seu amigo (e paquerinha) Peeta (Josh Hutcherson) recobrou a consciência. O alvo da heroína continua o mesmo: o tirano presidente Snow (Donald Sutherland) que, da Capital, controla os habitantes dos distritos de Panem. Movida pela coragem e pelo rebelde espírito da independência, Katniss ruma ao covil do vilão na intenção de matá-lo, tirá-lo do poder e, quem sabe, colocar no lugar a chefona da resistência, interpretada por Julianne Moore. Embora previsível no desenlace, o último Jogos Vorazes traz algumas surpresas e efeitos visuais eficientes. Nota-se, claro, uma evolução na produção (quanto mais grana, melhor) e a pulsante mensagem para a juventude de jamais baixar a cabeça e sempre lutar contra os governos totalitários. Para o público a que se dirige, funciona. Estreou em 18/11/2015.
    Saiba mais
  • Documentário

    Malala
    VejaSP
    Sem avaliação
    Em 9 de outubro de 2012, a paquistanesa Malala Yousafzai voltava para casa num ônibus escolar quando um homem armado disparou três tiros em sua direção. Ela tinha 12 anos, e uma das balas atravessou sua cabeça. O eficiente documentário de Davis Guggenheim (vencedor do Oscar por Uma Verdade Inconveniente) reconstitui os detalhes da trajetória da garota que, premiada com o Nobel da Paz, virou uma ativista pelos direitos das mulheres à educação. Além de focar o atual cotidiano de Malala — ela mora em Birmingham, na Inglaterra, com os pais mais dois irmãos —, o registro mostra como os fundamentalistas do regime do Talibã dominaram a região do Vale do Swat e promoveram mudanças radicais nos costumes da população. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • Na animação japonesa, Anna tem 12 anos e se sente solitária. Tudo muda quando ela conhece Marnie, uma menina loira de vestido branco. Mas será que a nova amiga é, exatamente, quem parece ser? Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • Noah Baumbach está virando (ou já virou) um discípulo dos bons de Woody Allen, não só pelos personagens que falam pelos cotovelos ou pela presença de Nova York como locação. O diretor, assim como seu veterano colega, vem realizando praticamente um filme por ano. Embora menos afiado do que em Frances Ha (2012) e Enquanto Somos Jovens (2014), Baumbach traz, de novo, à tona uma história tipicamente nova-iorquina com uma personagem comum em qualquer metrópole. Greta Gerwig, de Frances Ha, é Brooke em Mistress America. Ela está chegando à casa dos 30, ainda não se firmou na vida, mas tem um projeto em andamento: abrir um restaurante em parceria com o namorado. Brooke vai servir de companhia e modelo para Tracy (Lola Kirke), garota pouco descolada de Nova Jersey e nada enturmada com as tribos de Manhattan. O realizador tem “pedigree” para criar tipos críveis, envolvidos em situações muitas vezes nonsense. Justamente dessa mistura de realismo com absurdo nasce o divertido humor de suas tramas. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • A série de contos A Vida Como Ela É..., de Nelson Rodrigues, serviu de base para vários programetes exibidos no Fantástico, da Rede Globo, em 1996. Com o mesmo espírito, o diretor Clovis Mello, vindo da publicidade, leva às telas cinco histórias “rodriguianas” que envolvem crimes e traição conjugal, em azeitada mistura de humor e drama. Ao contrário das adaptações para a TV, as tramas de Ninguém Ama Ninguém... por Mais de Dois Anos, também ambientadas no início da década de 60, não são divididas em capítulos e, por isso, em uma narrativa conjunta, umas terminam melhor (ou mais rápido) do que outras. Entre os bons momentos está o triângulo amoroso formado por Orozimbo (Pedro Brício), pela esposa infiel (Gabriela Duarte) e pelo certinho amigo dele (Michel Melamed). Agrada igualmente a trajetória de Asdrúbal (Marcelo Faria), que se casa com uma dondoca cheia da grana (papel de Julianne Trevisol), mas com a disposição voraz de ser a mandachuva da relação. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • Comédia dramática

    Papéis ao Vento
    VejaSP
    1 avaliação
    Mono (Diego Torres) morreu de câncer e deixou uma batata quente nas mãos de seu irmão, Fernando (Diogo Peretti), e mais dois amigos (Pablo Echarri e Pablo Rago). Ele comprou o passe de um suposto craque, que foi parar na terceira divisão do futebol argentino. Agora, o trio precisa recuperar os 400 000 dólares investidos no jogador para dar um futuro melhor para a pequena filha de Mono. Há um assunto muito específico em roteiro desajeitado e situações que são prolongadas sem necessidade. Os quinze minutos finais, porém, quase compensam o esforço — aí, sim, prevalece o típico clima da comédia dramática, um gênero bem explorado pelo cinema argentino. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • O documentário enfoca a trajetória de Paulo Eduardo Chieff, o surfista Pauê, primeiro e único esportista biamputado do mundo em sua categoria. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • Documentário

    Piadeiros
    VejaSP
    Sem avaliação
    Há um esforço de produção. Foram percorridas quarenta cidades nas cinco regiões do Brasil à procura de contadores anônimos de piadas. Aparentemente sem planejamento, Gustavo Rosa de Moura e sua equipe saíram pelo Brasil. O próprio diretor confessa, no início do documentário, que alguns encontros deram certo e outros, não. O resultado é desanimador. Das piadas sem graça às pessoas que querem aparecer “no filme”, o registro naufraga numa proposta que, convenhamos, não se concretizou. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • Embora Picasso tenha, realmente, se envolvido por tabela no roubo da Mona Lisa, em 1911, o título brasileiro da comédia espanhola força a barra. Tanto que o foco da trama está, sobretudo, no início de carreira do pintor andaluz. Em Paris, Pablo Picasso (Ignacio Mateos) tenta ingressar no mundo das artes contando com o apoio de seu amigo e crítico Guillaume Apollinaire (Pierre Bénézit). É interessante, por exemplo, ver como foram criados quadros famosos, a exemplo de Les Demoiselles d’Avignon e Retrato de Gertrude Stein. A produção de época se mostra corretinha, mas o roteiro, entre a ficção e os fatos reais, pretende fazer rir com pouco substância. Simpático, porém esquecível. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais
  • Comédia dramática

    Taxi Teerã
    VejaSP
    Sem avaliação
    Proibido de filmar ou sair de seu país, o iraniano Jafar Panahi usa, mais uma vez, a imaginação para driblar a ordem. Depois do relato domiciliar Isto Não É um Filme e de Cortinas Fechadas (ambientado numa casa de praia), o diretor sai às ruas de Teerã como taxista. As histórias dos passageiros parecem reais, mas são encenações muito bem programadas. A duração da comédia dramática é curta e a realização, como sempre, foge do lugar-comum. Contudo, o problema reside nas limitações, do roteiro supostamente casual e do apertado espaço do táxi. Há certo exagero, portanto, em o filme ter levado o Urso de Ouro no Festival de Berlim 2015. Estreou em 19/11/2015.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO