Cinema

'Divertida Mente' e 'Enquanto Somos Jovens' são boas dicas da semana

Nova animação da Pixar e comédia dramática com Ben Stiller e Naomi Watts estão entre as oito estreias 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Surgiu, finalmente, um filme com quatro estrelas no ranking. A cotação é de Enquanto Somos Jovens, comédia dramática estrelada por Ben Stiller e Naomi Watts, que traz o relacionamento de um casal de quarentões com dois jovens de 20 e poucos anos.

Outra boa pedida é Divertida Mente, a nova animação da Pixar, estúdio que criou as pérolas Toy Story, Up e Procurando Nemo. Vale o aviso aos pais: crianças com menos de 8 anos podem ficar "perdidas" na trama, que usa e abusa da imaginação.

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Também vale o ingresso o simpático Minha Querida Dama, ambientado em Paris e estrelado por Maggie Smith, Kevin Kline e Kristin Scott Thomas. Se quer algo menos conservador, a pedida é O Cidadão do Ano, uma peculiar mistura de humor e thriller vinda da Noruega.

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Tem também Charlize Theron, estrela do novo Mad Max, se despindo, novamente, do glamour para interpretar uma mulher atormentado por um passado de assassinatos em Lugares Escuros.  

  • O documentário levanta uma questão atual e pertinente sobre o uso do carro e da bicicleta em cidades como Los Angeles, São Paulo e Toronto. Estreou em 18/6/2015.
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  • O vilarejo onde mora Nils Dickman (Stellan Skarsgard), na Noruega, é extremamente gelado no inverno. Não à toa, ele foi condecorado com a honraria do título do filme, O Cidadão do Ano, por dirigir um caminhão que retira toneladas de neve da estrada em direção a Oslo. Homem acima de qualquer suspeita, Dickman vai virar um Charles Bronson com desejo de matar após o assassinato de seu filho. O rapaz roubou drogas e foi morto por ordem de um poderoso traficante. Até chegar ao mandachuva, o protagonista vai, sedento por justiça, eliminando os subordinados do bandido. Por mais que a situação seja pesada e dramática, o diretor Hans Petter Moland leva a trama na base do humor... nórdico(!). Isso se traduz na quantidade de homicídios e na forma como eles são praticados, uma referência ao cinema de Quentin Tarantino. A ironia também se dá bem no roteiro elegendo como tipo exemplar um matador sanguinário. Estreou em 18/6/2015.
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  • O que se passa dentro da cabeça das pessoas? É com essa premissa original que a Pixar concebeu um roteiro criativo para Divertida Mente. Não se pode acusar o estúdio, realizador de pérolas da animação como Toy Story, Monstros S.A., Procurando Nemo e Up, de preguiça ou desleixo. No quesito técnico, o novo trabalho se iguala aos outros. A história também se destaca pela inventividade, porém abusa, moderadamente, da piração. Vale o aviso: crianças menorzinhas podem ficar perdidas diante de tantos desdobramentos, diálogos “complexos” e situações imaginárias. A protagonista se chama Riley, tem 11 anos e mora em Minnesota com os pais. Dentro da mente da adolescente, cinco emoções tentam manter o equilíbrio. Como Riley se mostra sempre contente, a Alegria se coloca na posição de líder. Há ainda o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza (a mais carente e fofa personagem). Contudo, algo vai mudar o humor de Riley. A família muda para São Francisco e a menina não consegue se enturmar. Para piorar, Alegria e Tristeza saíram da mesa de controle, deixando Riley com os sentimentos confusos. O enredo cerebral (em todos os sentidos), mas salpicado de piadas espirituosas, encaminha-se para um desfecho comovente e, nos créditos finais, a graça predomina. Aí, sim, dá para notar a Pixar voltando aos tempos de glória. Estreou em 18/6/2015.
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  • Na animação japonesa, o vilão F, conhecido como o Imperador do Mal, ressurge após alcançar a última de suas transformações. Goku e seus amigos guerreiros, Vegeta, Mestre Kame e Gohan, juntam as forças para combater o inimigo. Estreou em 18/6/2015.
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  • Comédia dramática

    Enquanto Somos Jovens
    VejaSP
    6 avaliações
    Noah Baumbach é um dos diretores americanos mais sintonizados com a vida moderna. Saudado como uma revelação do cinema independente por A Lula e a Baleia (2005), o realizador deu umas escorregadas até voltar à boa forma com Frances Ha (2012). Enquanto Somos Jovens confirma seu talento para captar a essência e os sentimentos do ser humano em uma história que, embora temperada de humor, trata de assuntos sérios. Ben Stiller interpreta o professor e documentarista Josh. Casado com Cornelia (Naomi Watts) e sem filhos, ele tenta terminar um filme há uma década. Quarentão, o casal atravessa uma crise por não conseguir se enquadrar no tipo de vida dos amigos da mesma idade. A oportunidade de dar uma guinada de juventude no cotidiano aparece com Jamie (Adam Driver) e Darby (Amanda Seyfried). Esses namorados na faixa dos 20 e poucos anos são apegados às coisas vintage. Darby faz sorvetes e Jamie quer seguir na carreira de cineasta. Enquanto eles se identificam profissionalmente, elas encontram afinidades pessoais. Também roteirista, Baumbach, de 45 anos, mostra-se afiadíssimo em sua visão de mundo — seja para abordar/alfinetar o universo hipster, seja para despejar uma autorreflexão de sua geração. Estreou em 18/6/2015.
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  • Tudo são flores no início de Jessabelle. Grávida, Jessie (Sarah Snook) está de partida para construir uma vida a dois. Um terrível acidente de carro dá um novo destino à personagem. Ela perde o bebê e o namorado, além de se locomover numa cadeira de rodas por causa da limitação dos movimentos nas pernas. Sem amigos, a moça é obrigada a voltar à cidade natal, na Louisiana, para morar com o pai (David Andrews), um sujeito arredio e nada afetuoso. O terror começa quando Jessie encontra velhas fitas de vídeo numa caixa. Nelas, sua mãe (Joelle Carter), que morreu no parto e lia cartas de tarô, alerta para uma morte e outros infortúnios. Kevin Greutert tem experiência no gênero — montou cinco e dirigiu dois filmes da cinessérie Jogos Mortais. O realizador consegue aqui um bom casamento entre ambiência sinistra e surpresas no roteiro mesclando uma casa assombrada por um espírito (a Jessabelle do título) à magia do vodu. Falta, porém, algo de que anda carente o cinema de horror: pregar sustos no espectador. Estreou em 18/6/2015.
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  • No novo Mad Max, ainda em cartaz, Charlize Theron surge com a testa suja de graxa e sem parte de um braço — e continua linda. A transformação não é tão radical em Lugares Escuros, mas também neste suspense dramático a estrela se despe do glamour. Na pele de Libby Day, Charlize veste calça jeans e camiseta puída para interpretar uma mulher atormentada por seu passado. Mais de duas décadas atrás, Libby, caçula da família, testemunhou contra o próprio irmão. Ele seria o responsável pelo assassinato da mãe e de suas duas irmãs. Ben (Corey Stoll) ainda continua atrás das grades e Libby, que durante anos recebeu ajuda financeira de anônimos, está praticamente sem dinheiro. Em troca de grana, ela aceita o convite do “clube da matança”, grupo de investigadores amadores, liderado pelo jovem Lyle (Nicholas Hoult). Eles querem reabrir o caso e precisam de novas declarações da vítima. No vaivém do tempo, a história vai revelando comportamentos escusos de seus pais e explicando a influência de uma patricinha (Chloë Grace Moretz) na vida do suposto matador. Inspirado no livro de Gillian Flynn (a mesma autora de Garota Exemplar), o longa-metragem mantém-se plugado na tensão e, mesmo sem renovar o gênero, consegue cativar pelas surpresas. Estreou em 18/6/2015.
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  • Romance / Drama

    Minha Querida Dama
    VejaSP
    15 avaliações
    Mathias Gold (Kevin Kline) desembarca em Paris quase sem dinheiro no bolso. No bairro do Marais, procura a mansão herdada do pai. Lá, encontra a intrépida Mathilde Girard (Maggie Smith), que tem um contrato para permanecer como inquilina até morrer. O protagonista se vê numa roubada. Além de deprimido, tem de pagar aluguel para a velha senhora, entra em atrito com a filha dela (papel de Kristin Scott Thomas) e precisa descolar grana para sobreviver. Israel Horovitz escreveu a peça, adaptou-a para o cinema e estreou na direção de um longa-metragem. Com praticamente três personagens em cena, Minha Querida Dama possui nítida origem teatral. Belas locações na capital francesa e deslocamento de câmera pelo cenário principal fazem fluir a simpática mistura de drama, humor e romance. No embate entre os personagens, vêm à tona casos do passado para que, no presente, os relacionamentos ganhem afeto e harmonia. Estreou em 18/6/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO