Cinema

Chegam aos cinemas mais três filmes com indicações ao Oscar

O Quarto de Jack concorre em quatro categorias enquanto Cinco Graças e O Lobo do Deserto estão no páreo para produção estrangeira 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Mais três filmes com indicações ao Oscar 2016 chegam aos cinemas. A melhor pedida do trio é o drama O Quarto de Jack, que concorre a melhor filme, direção, roteiro adaptado e atriz, para Brie Larson, favorita para levar o prêmio. É um drama sensível sobre uma mãe que protege seu filho e vive com ele trancada num cômodo. Saber o motivo da reclusão é uma das supresas da trama.

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Os outros dois longas-metragens estão na lista dos concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Da França (embora seja todo ambientado na Turquia e falado em turco), tem Cinco Graças, e, da Jordânia, vem O Lobo do Deserto. São trabalhos menores se comparados a Filho de Saul, ainda em cartaz, o mais forte candidato à estatueta.

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Para quem gosta de fitas de ação, há duas opções, ambas inspiradas em fatos verídicos. Entre Horas Decisivas e 13 Horas - Os Soldados Secretos de Benghazi, escolha o segundo - embora longo, tem um pouco mais de veracidade na história de um grupo de elite americano que atuou, em 2012, na guerra civil da Líbia.  

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  • Terror / Suspense

    Boneco do Mal
    VejaSP
    Sem avaliação
    Vinda dos Estados Unidos para ser babá de um menino na Inglaterra, Greta (Lauren Cohan) primeiro conhece os pais dele — um casal de idosos, prestes a fazer uma longa viagem. Em seguida, vem o estranhamento: o garoto, na verdade, é um boneco tratado como gente. Greta pensa em desistir do trabalho por achar uma loucura, mas segue em frente por precisar da grana e de um lugar para se esconder do marido violento. Quando fica sozinha em casa, Greta começa a presenciar manifestações estranhas vindas do ser assustador. Chega a dar saudades do Chucky, o brinquedo assassino que apavorou a geração anos 80 (e as seguintes também). Em terror chinfrim, há dois ou três bons sustos e um desenrolar previsível (ao menos para quem já viu muitos filmes do gênero). Estreou em 18/2/2016.
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  • Diretor do melhor filme em cartaz (Filho de Saul), László Nemes trabalhou como assistente de Béla Tarr por dois anos. Foi, certamente, com o realizador de O Cavalo de Turim que Nemes aprendeu a usar tão bem o plano-sequência em seu longa-metragem. Tarr, o mestre, também é adepto de filmar longos takes sem cortes. Mas seu propósito parece ser outro. Enquanto Nemes prefere a rapidez para seguir seu protagonista num campo de concentração, Tarr deixa a câmera fluir lentamente no registro do cotidiano modorrento (e por vezes assustador) de dois personagens. A abertura cita uma passagem da vida de Friedrich Nietzsche, quando, em Turim, o filósofo abraçou um cavalo chicoteado por seu dono. A partir daí, Tarr, dotado de um rigor estético fascinante, narra o drama do velho Ohlsdorfer (János Derzsi) e de sua filha (Erika Bók). Eles moram numa pequena casa no meio do nada e usam uma égua como meio de locomoção. O pai empenha-se em fazer trabalhos forçados, embora tenha perdido os movimentos do braço direito. Responsável pelas tarefas domésticas, a jovem põe à mesa, todos os dias, uma batata para cada um como refeição. É só o que resta, e, para piorar, um vento incessante os impede de sair. Em sequências milimetricamente estudadas, o cineasta oferece à plateia uma triste história da finitude humana, substituindo diálogos por uma trilha sonora melancólica e repetitiva, tradução exata da vida dos protagonistas. Estreou em 18/2/2016.
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  • Indicado pela França ao Oscar de melhor filme estrangeiro (perdeu para o húngaro Filho de Saul), o drama Cinco Graças é falado em turco (!) e todo ambientado na... Turquia (!!). A diretora Deniz Gamze Ergüven, turca (!!!) radicada na França, faz um recorte social de seu país de origem por meio da história de cinco irmãs. Órfãs de pais, cinco meninas vivem com a avó e com o tio, um sujeito hipócrita apegado às tradições arcaicas. No primeiro dia de férias, elas se juntam aos meninos da escola. Uma inocente brincadeira na praia transforma-se em fofoca no vilarejo e, como castigo, as garotas vão passar por um período de reclusão. A realizadora acerta na crítica à sociedade machista e repressora e ganha pontos no tom de humor que respinga na trama. A caçula, interpretada por Günes Sensoy, dá brilho extra à beleza do quinteto. O problema, contudo, concentra-se no roteiro esquemático para encaminhar o destino de cada uma das protagonistas. Estreou em 18/2/2016.
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  • Aventura / Drama

    Horas Decisivas
    VejaSP
    Sem avaliação
    Em fevereiro de 1952, o petroleiro Pendleton partiu-se em dois durante uma gigantesca tormenta na costa de Massachusetts. Praticamente de casamento marcado, Bernie Webber (Chris Pine), marinheiro da guarda costeira, foi escalado para uma missão quase impossível. Ele e mais três colegas enfrentaram ondas imensas e muita, muita chuva, para resgatar, de barco, os 32 tripulantes do navio. A bordo, o engenheiro-chefe Ray Sybert (Casey Affeck) tentava controlar o pânico dos colegas enquanto a embarcação afundava. Na linha do também verídico (e muito melhor) Mar em Fúria (2000), a história real da aventura dramática Horas Decisivas poderia render um longa-metragem eletrizante. Poderia. Em seu primeiro terço, o roteiro dedica-se a mostrar o aborrecido namoro de Webber com a amada pegajosa (Holliday Grainger) e as (in) decisões do chefe dele (papel de Eric Bana) diante do resgate iminente. Quando a ação, de fato, começa, quem afunda é o filme. Chegam a ser risíveis as cenas digitais do oceano para lá de revolto, que vira o barquinho até de cabeça para baixo... enquanto os cabelos ou gorros dos personagens não se mexem. Faltou verdade, sobrou fantasia. Estreou em 18/2/2016.
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  • O Lobo do Deserto é o primeiro longa-metragem da Jordânia a disputar o Oscar de melhor produção estrangeira. Talvez o exotismo tenha saltado aos olhos da Academia de Hollywood na hora da seleção. Embora com locações estupendas no Deserto de Wadi Rum, o mesmo do clássico Lawrence da Arábia, o filme traz à tona o manjado rito de passagem da infância à adolescência. O foco está no menino Theeb, interpretado pelo talentoso Jacir Eid Al-Hwietat, um beduíno órfão prestes a embarcar numa jornada de perigos e amargas descobertas. A pedido de um guia, o irmão do garoto vai acompanhar um oficial britânico (Jack Fox, o único profissional do elenco) por uma região inóspita, durante a I Guerra. E Theeb dá um jeito de segui-los. O roteiro pouco esclarece sobre os conflitos locais e, embora tenha um ótimo acabamento técnico, raras vezes consegue escapar do estereótipo de “filme étnico”. Estreou em 18/2/2016.
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  • Emma Donoghue é autora do livro Quarto e também roteirista do drama. Brie Larson, a jovem estrela de 26 anos, levou o Oscar de melhor atriz e interpreta uma mulher cuja rotina consiste em cuidar 24 horas do filho. Quando um homem aparece em seu espaço diminuto (com quarto, cozinha e banheiro), a mãe põe Jack para dormir no armário. Aos 5 anos, ele começa a entender a existência de um mundo lá fora. Mas o que leva a dupla a permanecer o tempo todo em casa? Convém não ir adiante. Dividida em duas partes, a história aborda a superproteção materna e as poéticas descobertas de Jack, interpretado pelo talentoso Jacob Tremblay, a grande surpresa mirim da temporada. Estreou em 18/2/2016.
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  • Michael Bay é um notório diretor de fitas de ação, como Armageddon e a cinessérie Transformers. Quando se mete a mudar de gênero, Bay pode se dar bem (vide a comédia Sem Dor, sem Ganho) ou se dar mal, como no novo 13 Horas — Os Soldados Secretos de Benghazi. O cineasta trata um fato verídico (e muito tenso) como se fosse um violento videogame. De arrancada arrastada, a trama, extraída do livro homônimo escrito por Mitchell Zuckoff, passa-se na Líbia, em setembro de 2012. O americano Jack Silva (John Krasinski, ator do seriado The Office, em papel atípico e com músculos extras) chega ao país, tomado pela guerra civil, e se junta a soldados de elite, numa base da CIA, em Benghazi. A primeira hora foca a rotina banal dos personagens, com direito a conversas com a esposa e os filhos pelo Skype (sim, os brucutus também amam). A partir do momento em que a casa do embaixador americano é cercada por rebeldes armados, o grupo se vira como pode para revidar aos ataques. Patriotada combinada com artilharia pesada resulta num filme vazio de ideias, mas repleto de tiros e explosões, um prato cheio para quem gosta do gênero. Estreou em 18/2/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO