Cinema

'Star Wars - O Despertar da Força' estreia para arrasar nas bilheterias

Sequência da saga criada por George Lucas reúne a nova e velha geração 

Por: Miguel Barbieri Jr.

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Nenhuma das outras seis estreias da semana supera, em qualidade e quantidade de salas, o tão esperado Star Wars - O Despertar da Força. E não é para menos mesmo. Mais de três décadas depois de O Retorno de Jedi, George Lucas deu sinal verde para a continuação da saga interestelar, criada por ele em 1977.

+ Dicas de presentes de Natal para quem gosta de cinema

O filme, certamente, não vai decepcionar os fãs e, mesmo quem não é ligado na cinessérie, verá uma atração recheada de ótimos efeitos visuais em um roteiro afiado.

Outro lançamento importante é Labirinto de Mentiras, que a Alemanha indicou para concorrer a uma vaga no Oscar 2016 de melhor filme estrangeiro. 

Para quem gosta de cinema oriental, a dica é o japonês Sabor da Vida, que narra a história triste e sensível de uma velha senhora à procura de emprego. 

  • Nascida na Inglaterra, radicada em Los Angeles e com raízes iranianas, Ana Lily Amirpour causou sensação no Festival de Sundance 2014 por causa de Garota Sombria Caminha pela Noite. A diretora definiu bem seu primeiro longa-metragem como um “western spaghetti de filme de vampiro iraniano”. Ambientada na fictícia Bad City e com espetacular fotografia em preto e branco (referências a Sin City), a trama mostra uma cidade tomada por usinas e habitada por prostitutas, traficantes, travestis e... uma vampira (!). Conforme aponta o título, a garota, interpretada por Sheila Vand, caminha pela noite à procura de vítimas para lhes chupar o sangue — e mata, moralmente, os pulhas do pedaço. Quando conhece um jardineiro (Arash Marandi), a sanguessuga fica encantada pelo humano, o que faz balançar seu coração (ecos da saga Crepúsculo?). Em criativa salada visual e sonora e ritmo por vezes lento (afinal, trata-se de uma brincadeira também com o cinema de arte do Irã), a comédia de terror arrebata pela ousadia (há consumo de drogas, cena de sexo, erotismo...). Mas uma mistura com bossa e muito estilo carece de um roteiro mais polpudo. Estreou em 17/12/2015.
    Saiba mais
  • Os diretores Ava Rocha e Evaldo Mocarzel acompanharam o trabalho das atrizes Janaina Leite, Juliana Sanches, Raíssa Gregori, Tatiana Caltabiano e Evelyn Klein no documentário. Pelas estradas de Santa Catarina, elas encenam o espetáculo Hysteria, sob o comando de Luiz Fernando Marques. Estreou em 17/12/2015.
    Saiba mais
  • Em 1958, Johann Radmann (Alexander Fehling), um obstinado promotor de Frankfurt, empenha-se numa corajosa missão. Incentivado por um jornalista (papel de Thomas Gnielka), o rapaz decide examinar o caso de Simon Kirsch (Johannes Krisch), pintor e sobrevivente de Auschwitz, que reconheceu um carrasco nazista como professor de uma escola. Radmann e outros jovens não tinham ideia dos fatos em Auschwitz, na Polônia, e acreditavam tratar-se de propaganda política dos aliados. Munido de paciência, o protagonista vai atrás dos culpados pelo extermínio dos judeus na II Guerra, buscando provas em arquivos para incriminá-los. Entre eles está Josef Mengele, responsável por experiências humanas macabras no campo de concentração. Numa Alemanha tomada pela indiferença, Radmann ainda encontra a hostilidade dos mais velhos e a prepotência dos criminosos. São raríssimas as produções a abordar um tema espinhoso para os alemães, e, não à toa, este instigante drama leva a direção de um italiano. Estreou em 17/12/2015.
    Saiba mais
  • O italiano Nanni Moretti, de 62 anos, é um experiente diretor com questionamentos por quase toda sua filmografia. Da Igreja Católica à política de seu país, poucas coisas escapam de seu olhar incisivo sobre o mundo e a vida — em algumas vezes, sua própria vida. Moretti conhece bem os bastidores do cinema e realizou um dos filmes mais comoventes das últimas décadas, O Quarto do Filho, de 2001. Estranha-se, portanto, que Mia Madre não consiga se equilibrar nas duas vertentes propostas pelo cineasta/roteirista. A trama está centrada em Margherita (Margherita Buy), realizadora de meia-idade e divorciada, às voltas com as filmagens de seu próximo longa-metragem. Além de ter de lidar com o ego inflado de um ator americano (John Turturro), Margherita vai ao hospital diariamente para visitar a mãe doente (Giulia Lazzarini) e à beira da morte. O irmão de Margherita (papel de Nanni Moretti) também é uma presença constante por lá. Embora boa atriz, a frágil Margherita Buy não convence como a líder de uma equipe de cinema, e são estereotipadas as cenas cômicas de Turturro. No quesito dramático, o filme se sai melhor. Mas, de rédea puxada nas emoções, a história familiar possui, sim, momentos ternos. E Moretti a conduz friamente. Prevaleceu a razão sobre o coração. Estreou em 17/12/2015.
    Saiba mais
  • Inspirado no livro Crime e Castigo, de Dostoiévski, o drama filipino segue três personagens: Joaquin (Archie Alemania), preso injustamente por assassinato; Fabian (Sid Lucero), o verdadeiro criminoso, e Eliza (Angeli Bayani), mulher de Joaquin, que, sozinha, luta pela sobrevivência da família. Vale o aviso: o filme tem mais de quatro horas de duração. Estreou em 17/12/2015.
    Saiba mais
  • Em Tóquio, Sentaro (Masatoshi Nagase) é gerente de uma lojinha de dorayakis, uma espécie de panqueca recheada com pasta de feijão. O rapaz está à procura de um ajudante quando bate à porta uma velha senhora. Tokue (Kirin Kiki) tem as mãos deformadas e mostra-se uma especialista no doce. Sentaro a contrata, mas, dias depois, descobre que a funcionária escondeu dele uma grave situação. A japonesa Naomi Kawase dirigiu, anteriormente, o sensível O Segredo das Águas. Sabor da Vida, seu novo filme, será capaz de agradar a um público mais amplo. Além de trazer à tona uma história de união e solidariedade, a cineasta acerta no tom dramático sem ser piegas. Estreou em 17/12/2015.
    Saiba mais
  • Não poderia haver melhor acerto do que escalar J.J. Abrams para ser o diretor e um dos roteiristas desta aventura, que está arrasando nas bilheterias mundiais. Abrams revitalizou as franquias Missão: Impossível e Star Trek e, agora, faz o mesmo com a saga interestelar criada por George Lucas, em 1977. O novo longa-metragem dá sequência a O Retorno de Jedi, de 1983, e começa com uma frase bombástica: Luke Skywalker (Mark Hamill), o último cavaleiro Jedi, está desaparecido. Quem vai atrás de uma pista dele no planeta Jakku é Poe (Oscar Isaac). O piloto, porém, esconde a informação no droide BB-8 após ser capturado pelos stormtroopers, soldados do exército da Primeira Ordem (o Império rebatizado) e integrantes do lado negro da Força. Lidera o batalhão o misterioso Kylo Ren (Adam Driver). Para encurtar a história, não dar spoilers nem estragar as (muitas) surpresas, a catadora de lixo espacial Rey (Daisy Ridley) e Fynn (John Boyega), um stormtrooper desertor, vão se unir para encontrar Luke, tido por eles como um mito. E é assim, nessa mistura de lenda e fantasia revisitada, modernidade e nostalgia, que o sétimo episódio de Star Wars se desenrola sob os olhares atentos dos fãs. Há uma heroína guerreira interpretada com magnetismo pela novata Daisy Ridley, batalhas espaciais de tirar o fôlego, piadinhas na hora certa e ousadias em um roteiro afiado. Embora tenha sido esnobado nas categorias principais, Star Wars concorre ao Oscar de melhor efeitos visuais, montagem, edição de som, mixagem de som e trilha sonora. Estreou em 17/12/2015.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO