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Filme com Al Pacino e ficção científica 'Chappie' entre as estreias

Em Não Olhe para Trás, o ator interpreta um astro de rock que dá uma reviravolta na vida ao receber uma carta de John Lennon

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Sete filmes chegam aos cinemas da cidade nesta quinta (16). O destaque fica por conta de Não Olhe para Trás, um drama com pitadas de humor centrado no ator Al Pacino no papel de um astro de rock das antigas. Ao descobrir que uma carta assinada por John Lennon (ele mesmo!) foi endereçada a ele, o cantor Danny Collins dá uma volta ao passado, tenta reconquistar familiares distantes e rever a carreira.

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Também em estreia, a ficção científica Chappie, do diretor sul-africano Neill Blomkamp (Distrito 9), tem como protagonista um robô com alma e consciência. Ao cair nas mãos de marginais e ser obrigado a participar de assaltos, ele enfrenta uma crise existencial.

Opção mais alternativa, Frank traz o ator Michael Fassbender como um misterioso cantor que usa uma grande cabeça postiça para esconder sua identidade.

Confira abaixo as salas e os horários das sessões:

  • Do Festival de Paulínia do ano passado, Casa Grande saiu com os prêmios do júri, ator coadjuvante (Marcello Novaes), atriz coadjuvante (Clarissa Pinheiro) e roteiro. É uma estreia na ficção de muita qualidade do também roteirista Fellipe Barbosa. A bela mansão do título, localizada no Itanhangá, bairro vizinho à Barra da Tijuca, pertence a Hugo (Novaes), um executivo do ramo financeiro desempregado. Vivendo de empréstimos dos amigos, ele se esforça para manter o padrão e a postura de patrão dos tempos de vacas gordas. O protagonista, porém, é seu filho, Jean (Thales Cavalcanti), um adolescente que procura entender a transformação do mundo à sua volta. Ele recorre ao colo da empregada (Clarissa) para desabafar e tenta conquistar uma garota a fim de diferenciar sexo de amor. O Rio de Janeiro dos ricos falidos e da classe média fica registrado numa história de situações triviais que ganha força nos embates familiares e sociais diários. Longe das favelas, lugar-comum no cinema nacional, e mais próximo do cotidiano carioca das telenovelas da Rede Globo, Barbosa traz à tona conflitos comuns e, por isso, de fácil assimilação. Estreou em 16/4/2015.
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  • Ficção científica

    Chappie
    VejaSP
    2 avaliações
    Diretor de Distrito 9 e Elysium, o sul-africano Neill Blomkamp adora inserir mensagens políticas e filosóficas em suas tramas de ficção científica. Desde que bem trabalhadas, não há mal nisso. Em Chappie, no entanto, a fórmula soa pretensiosa demais. Criado pelo jovem e genial Deon (interpretado pelo inglês de origem indiana Dev Patel), o robô que dá nome ao filme nasce como uma criança, sem ter noção do mundo, e se desenvolve aos poucos, adquirindo movimentos e construindo a própria consciência. Como pano de fundo, tem-se uma África do Sul em estado de calamidade por causa do avanço da violência. Nesse futuro indeterminado, criminosos são perseguidos por robôs policiais produzidos em série numa indústria. Quem comanda a empreitada (e lucra alto com isso) é Michelle (Sigourney Weaver). Um Hugh Jackman robotizado, vestido como um turista no meio de um safári, dá vida ao ambicioso Vincent, funcionário da empresa cuja obsessão é criar uma máquina de guerra ainda mais potente. De coração mole, Chappie seria uma evolução na linha de montagem, um Robocop com alma. O projeto, porém, vai por água abaixo assim que a criatura é raptada pelos marginais Ninja e Yolandi (interpretados pelos rappers sul-africanos homôninos e cheios de estilo). Nos momentos mais divertidos do longa, Chappie aprende a soltar gírias, andar como um malandro e praticar assaltos. Mas, fazendo o mal, ele entra em crise. E Blomkamp embarca numa viagem rasa sobre moral e imoral, vida e morte. Estreou em 16/4/2015.
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  • O drama biográfico O Dançarino do Deserto segue a trajetória do iraniano Afshin Ghaffarian (na fase adulta interpretado por Reece Ritchie), que, desde criança, teve inclinação para o balé. Ao chegar à universidade, em 2009, o jovem depara com um país tomado pela intolerância e fechado para as artes no governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad, então candidato à reeleição. O encontro com colegas de faculdade oposicionistas, em Teerã, dá esperança a Ghaffarian de realizar um sonho e montar uma companhia de dança clandestina. Junta-se ao grupo a bela Elaheh (Freida Pinto), que, embora boa profissional, é viciada em heroína. O filme apega-se a uma fórmula televisiva para mostrar um exemplo de superação em meio a uma nação fundamentalista. A apresentação final chega a encher os olhos, mas o roteiro envereda por situações polarizadas entre o bem e o mal. Também conta ponto negativo ao resultado a realização na língua inglesa. Estreou em 16/4/2015.
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  • Ainda é possível lançar um olhar sobre a II Guerra Mundial com originalidade? A resposta encontra-se em O Diário da Esperança, indicado pela Hungria para concorrer ao Oscar no ano passado. Na trama, conduzida com segurança e surpresas por Janos Szász, gêmeos de 12 anos (papéis de András e László Gyémánt) são enviados pelos pais para viver com a avó materna (Piroska Molnár). Lá, a dupla vai comer o pão que o diabo amassou. Amarga, ressentida e sem um pingo de afeto, a velha mora reclusa numa casa decrépita na área rural de um vilarejo e, não à toa, é conhecida como “a bruxa”. Inocentes, os meninos encontram uma nova realidade, que inclui trabalhos forçados, comida da pior espécie e vizinhos aproveitadores, além de bombardeios e mortes. A transformação dos garotos lembra a do personagem de Christian Bale em Império do Sol (1987). Antes frágeis e amorosos, eles ganham coragem no cotidiano violento. O diretor assume um tom frio e áspero para focar um trágico período da história sob a ótica dos pequenos sobreviventes. Estreou em 16/4/2015.
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  • Comédia

    Frank
    VejaSP
    2 avaliações
    O irlandês Jon (Domhnall Gleeson) quer seguir carreira na música e, por isso, pensa ter ganhado na loteria ao ser convidado para substituir o tecladista de uma banda de rock alternativo. Levado pelo grupo a uma inóspita casa à beira de um lago para ensaiar, compor e gravar, o rapaz tenta conviver em harmonia com os parceiros. Entre eles o bipolar Don (Scoot McNairy) e a intragável Clara (Maggie Gyllenhaal). Mas Frank (Michael Fassbender) chama mais a atenção de Don. Líder e vocalista do conjunto, esse excêntrico sujeito não tira um cabeção de papel machê nem para comer ou tomar banho, além de revelar-se um compositor medíocre. O filme é dedicado ao comediante Chris Sievey (1955-2010), criador do personagem Frank Sidebottom, que fazia apresentações musicais com uma máscara semelhante à carregada na cabeça por Fassbender. Embalado em humor singular (entenda-se, para poucos) durante sua primeira hora, Frank ganha, nos percalços rumo à fama, contornos cada vez mais dramáticos. Por mais que traga vícios do cinema independente, trata-se de um refresco na filmografia americana, expondo, cuidadosamente, temas como depressão, distúrbios psíquicos e comportamento antissocial. Estreou em 16/4/2015.
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  • Em seu segundo longa-metragem de ficção (e o primeiro lançado por aqui), a diretora Alice Rohrwacher, irmã da atriz Alba Rohrwacher (de A Bela que Dorme), mostra um invejável domínio dramatúrgico em roteiro de sua autoria. O drama As Maravilhas, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2014, remonta ao neorrealismo italiano ao enfocar uma família de humildes apicultores na região da Toscana. Casado com Angelica (Alba), o estrangeiro Wolfgang (Sam Louwyck) é pai de quatro garotas. A adolescente Gelsomina (Maria Alexandra Lungu), a primogênita, encarrega-se dos trabalhos mais pesados, além de ser a cabeça do clã e responsável pelas irmãs. Eles vivem em dificuldades financeiras vendendo mel em feiras e ganham a oportunidade de faturar uma grana extra hospedando um garoto delinquente em recuperação. Além disso, a sorte pode estar ao lado deles quando os produtores de um programa de TV, apresentado por Milly Catena (Monica Bellucci), chegam à cidade para escolher os nativos que melhor representam as origens e tradições do campo. Em registro naturalista, a realizadora monta um painel vivo de uma Itália afogada em sonhos e ideologias (personificada pelo pai) e, na figura de Gelsomina, à procura de saídas para emergir do buraco econômico. Estreou em 16/4/2015.
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  • Danny Collins é um astro de rock das antigas. Estourou nos anos 70 com baladas de refrão grudento, passou décadas sem compor canções e continua lotando estádios. Fora do palco, divide uma mansão com uma garota, abusa das drogas e adora carrões. Quem dá vida ao protagonista de Não Olhe para Trás é Al Pacino, num de seus melhores papéis dos últimos tempos. Inspirado em fragmentos da vida do cantor inglês de folk Steve Tilston, hoje com 65 anos, o filme mostra como a rotina de Collins vira do avesso quando ele recebe de seu agente, Frank (Christopher Plummer), uma carta assinada por John Lennon na qual o ex-beatle o aconselha sobre a carreira. Collins toma uma atitude drástica: abandona a turnê, aluga um aposento longe de casa e sai em busca de familiares. Aqui, a fita embala numa jornada comovente de reconquistas. O cantor ganha a companhia de Mary (Annette Bening), a gerente do hotel que resiste às investidas do galã, e do filho (Bobby Cannavale), casado com Samantha (Jennifer Garner) e pai da agitada Hope. Drama e humor na dose correta dão ritmo ao longa. O que sobressai, no entanto, é a química irresistível entre Pacino e Annette. Estreou em 16/4/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO