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'Mad Max - Estrada da Fúria' destaca-se entre as estreias

Aventura tem novo episódio cheio de ação e com mesmo clima apocalíptico dos três primeiros filmes

Por: Veja São Paulo

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Sete filmes chegam aos cinemas nesta quinta (14). A maior estreia da semana é a aventura apocalíptica Mad Max - Estrada da Fúria, novo episódio da cinessérie iniciada em 1979 que tinha o ator Mel Gibson como protagonista. Quem assume o papel central, desta vez, é Tom Hardy. Irreconhecível, a atriz Charlize Theron se une a Max numa jornada no deserto para restabelecer a ordem.

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Dois longas-metragens premiados em festivais europeus também entram em cartaz. A comédia sueca Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência, do diretor Roy Andersson, levou o Leão de Ouro em Veneza. O tocante drama japonês O Desejo da Minha Alma, agraciado em Berlim, conta a história de dois irmãos que perderam os pais.

Confira as salas e os horários:

 

  • Longa-metragem de estreia do diretor japonês Masakazu Sugita, O Desejo da Minha Alma ganhou um prêmio especial no Festival de Berlim em 2014. Trata-se de uma pequena pérola sobre os conflitos íntimos que atingem dois irmãos. Após um terremoto no Japão (em referência ao de Kobe, em 1995), a menina Haruna (Ayane Omori), de 12 anos, e seu irmãozinho, Shota (Riku Ohishi), de 5, ficam órfãos. Ela sabe da morte dos pais, mas a esconde do caçula. Levados pelos tios para morar em uma ilha distante, Haruna encara um processo de amadurecimento precoce enquanto Shota, alheio a tudo, espera o regresso do pai e da mãe. Sensibilidade não falta ao realizador. Dos pequenos gestos de afeto às atuações convincentes dos atores mirins, o drama transpira pelos poros a tristeza da perda, captada por meio dos olhos de duas crianças envolvidas em conflitos de adultos. Estreou em 14/5/2015.
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  • Comédia romântica

    Divã a 2
    VejaSP
    3 avaliações
    O diretor Paulo Fontenelle já assinou uma bomba chamada Se Puder, Dirija! e, agora, apresenta uma comédia romântica dura de engolir. Atenção: embora o título (quase) remeta ao sucesso Divã, com Lília Cabral, este longa-metragem oportunista só aproveita a terapia da história anterior. Em crise, o casal Eduarda (Vanessa Giácomo) e Marcos (Rafael Infante) faz análise para tentar salvar o casamento. Ele, um produtor de eventos, trabalha além da conta e ela, ortopedista, se queixa demais. O jeito, então, é a separação. Enquanto Marcos aproveita a solteirice, Eduarda conhece o viúvo Leo (Marcelo Serrado) e fica encantada com ele. Piadas manjadas, cenários precários, romantismo e azaração estereotipados sugerem que o cinema comercial nacional está buscando uma fórmula pior que as das mais banais novelas. Estreou em 14/5/2015.
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  • Não se pode acusar o diretor Miroslav Slaboshpitsky de falta de ousadia e de criatividade. Em A Gangue, o realizador ucraniano usa as mais de duas horas de projeção para fazer um registro exclusivamente na língua de sinais. A trama segue a trajetória de Sergey (Grigoriy Fesenko). Esse adolescente começa a estudar num internato de surdos- mudos e, para não sofrer bullying, precisa compactuar com os colegas valentões e suas regras marginais. A partir daí, tem início uma série de atos covardes de humilhação e violência gratuita. Os jovens, além de explorar duas amigas na prostituição, roubam e agridem estranhos sem motivo aparente. Não há uma única fala nem legendas para “explicar” o gestual dos personagens. Embora seja um relevante longa-metragem experimental e de vanguarda, seus longos 132 minutos são um pesadelo silencioso — para o protagonista e, por tabela, para o espectador. Estreou em 14/5/2015.
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  • Ambientalistas, cientistas e agricultores comentam no documentário como as florestas são importantes para os recursos hídricos no Brasil. Estreou em 14/5/2015.
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  • Era a virada dos anos 70 para os 80 quando o diretor australiano George Miller criou um policial com sede de vingança para o filme Mad Max. Interpretado pelo então novato Mel Gibson, Max virou um símbolo da cultura pop e retornou em outros dois longas-metragens, Mad Max — A Caçada Continua (1981) e Mad Max — Além da Cúpula do Trovão (1985). Três décadas depois, o realizador estreia um quarto episódio da cinessérie. Mad Max — Estrada da Fúria não é uma sequência nem uma refilmagem. Miller aproveitou a ambiência pós-apocalíptica e o clima árido das fitas anteriores e substituiu Gibson, de 59 anos, pelo musculoso Tom Hardy, de 37, o vilão Bane de Batman — O Cavaleiro das Trevas Ressurge. No início da história, Max dá uma ideia da transformação do (fim) do mundo e de como grupos rivais disputam a água e o petróleo no deserto. Logo em seguida, o protagonista passa a ser caçado por uma gangue de carecas e é conduzido aos domínios do mascarado Immortan Joe, o todo- poderoso que controla um povo carente. Braço-direito do líder, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) o trai ao fugir com uma turma de belas parideiras. Para agradar a Joe, o jovem Nux (Nicholas Hoult) encara uma perseguição a Furiosa e leva junto o prisioneiro Max. Além da frenética abertura, Estrada da Fúria traz uma renovação à franquia com cenas alucinantes de ação — Velozes & Furiosos 7, por exemplo, já vai parecer “datado”. Miller não economiza em nada e não poupa ninguém. São duas horas agitadíssimas em um roteiro basicamente trivial, mas cuja violência extrema e insana combina perfeitamente com o caos explicitado na trama futurista. Estreou em 14/5/2015.
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  • Eduardo (Caíque Oliveira) mora no Jardim Ângela e, batalhador, vive à procura de trabalho. A mãe (Einat Falbel) também está desempregada. Ao conhecer o playboy Jeff (Caio Blat), Eduardo embarca numa trajetória errante pelo mundo das drogas. Começa fumando maconha, passa para o crack e, viciado, vira um sujeito arredio. O passo seguinte é frequentar a Cracolândia, na região central de São Paulo. O drama Metanoia, feito na raça, aborda um tema atual e oportuno, além de trazer uma mensagem cristã ao desfecho. As boas intenções, contudo, são quase ofuscadas pela precariedade da produção e pela realização esquemática de um roteiro didático. Estreou em 14/5/2015.
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  • É inconfundível o estilo cinematográfico do diretor sueco Roy Andersson. Sete anos depois do devagar quase parando Vocês, os Vivos, o cineasta retorna com Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência, premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2014. Como no filme anterior, estão de volta o roteiro de tom cômico e a filmagem com uma única câmera estática. São vários personagens em cenas curtas, quase esquetes de vidas monótonas, muitas vezes ambientados em lugares fechados, numa Suécia tomada por cores mortas. Entre uma e outra sequência dispensável, sobressai a história de dois vendedores. Na meia-idade e morando em quartos públicos, Sam e Jonathan (interpretados por Nils Westblom e Holger Andersson) passam os dias tentando comercializar artigos como dentadura de vampiro e saco de risadas. Bares, lojas e cômodos decorados com mobílias datadas representam a decadência, implícita em tramas de humor nonsense, surreal e singular. Entenda-se: para poucos. Estreou em 14/5/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO