Cinema

'Carrossel 2' e 'Caça-Fantasmas' disputam a maioria das salas

Sequência da aventura infantil e remake da comédia cult são as maiores estreias 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Carrossel 2 - O Sumiço de Maria Joaquina e Caça-Fantasmas são as maiores estreias, mas não as melhores. Para o público infantil (e só infantil), a sequência de Carrossel, lançado um ano atrás, até que agrada pela narrativa ágil e por algumas surpresinhas da trama.

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Caça-Fantasmas, comédia muito aguardada por ser um remake feminino do cult de 1984, não cumpre o que promete e só Chris Hemsworth (o Thor) se dá bem no papel do "loiro-burro-e-sexy".

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Há duas atrações mais interessantes, porém para espectadores que curtem cinema europeu: o drama francês Agnus Dei, inspirado numa história real ocorrida logo após a II Guerra, na Polônia; e o surpreendente La Vanité, a respeito de uma eutanásia assistida, com tratamento na base do humor negro. 

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  • O cinema vive surpreendendo e, neste drama francês, há um fato ocorrido durante a II Guerra inédito nas telas. A ação é ambientada no gélido inverno polonês, em dezembro de 1945. Uma noviça sai desesperada de um convento à procura de um médico. Encontra, então, Mathilde Beaulieu (Lou de Laâge), uma jovem francesa da Cruz Vermelha, que a acompanha para socorrer uma colega prestes a dar à luz. Depois do parto e de tanto insistir para apurar a insólita situação, Mathilde descobre algo estarrecedor: as freiras foram estupradas por soldados do exército soviético e algumas delas ficaram grávidas. A doutora precisa manter segredo, inclusive para seus chefes, para continuar a atendê-las. Diretora de Coco Antes de Chanel, Anne Fontaine explora, com sobriedade e sem sensacionalismo, um chocante episódio real. No desenrolar da trama, no entanto, as tragédias pessoais dão espaço à esperança, culminando num desfecho comovente. Estreou em 14/7/2016.
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  • Ação / Comédia

    Caça-Fantasmas
    VejaSP
    3 avaliações
    Nada contra remakes e muito menos contra trocar personagens masculinos por femininos — e vice-versa — nas refilmagens. Aí surge a versão de saias de Caça-Fantasmas, comédia cult de 1984 protagonizada por Bill Murray e Dan Aykroyd, entre outros. A história se assemelha à do original, mas fizeram certas mudanças (para pior) no roteiro. Em resumo, trata-se de um trio de cientistas (interpretadas por Kristen Wiig, Melissa McCarthy e Kate McKinnon) que se unem a uma metroviária (Leslie Jones) para... caçar fantasmas em Nova York (!). Problema número 1: o quarteto não tem química. Número 2: o filme não tem graça. Número 3: os efeitos visuais são fracos. Contudo, o “salvador da pátria” atende pelo nome de Chris Hemsworth, o Thor. Na pele do secretário delas, o bonitão posa de “loiro burro” e rouba a cena com charme, estilo e humor na ponta da língua. Há também referências espertas ao longa-metragem pioneiro, sobretudo na trilha sonora e na rápida participação de atores como Bill Murray, Ernie Hudson e Sigourney Weaver. Estreou em 14/7/2016.
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  • Carrossel — O Filme foi lançado em julho do ano passado. Exatamente um ano depois, chega aos cinemas a sequência. Trata-se, é claro, de uma continuação feita às pressas para aproveitar o sucesso do primeiro longa-metragem e de estrelas teens como Maisa Silva e Larissa Manoela. Mesmo com alguns defeitos, Carrossel 2 — O Sumiço de Maria Joaquina tem resultado melhor. Em roteiro mais engenhoso, o grupo de estudantes vai se apresentar com uma cantora pop (papel de Miá Mello), amiga de infância da professora Helena (Rosanne Mulholland). Mas, durante os ensaios, a antipática patricinha Maria Joaquina (Larissa) é raptada pelos malvadões Gonzales e Gonzalito (Paulo Miklos e Oscar Filho). Se antes a ação se concentrava apenas num acampamento de férias, agora São Paulo serve de cenário para as locações e há agilidade nas provas que a turminha tem de cumprir para reaver a colega. Contudo, entre os acertos, despontam os erros, como estereotipar os vilões e teimar numa trama muito ingênua. O elenco cresceu, os atores têm por volta de 15, 16 anos e, já adolescentes, estão envolvidos numa história só para criancinhas. Estreou em 14/7/2016.
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  • Comédia dramática

    La Vanité
    VejaSP
    Sem avaliação
    David Miller (Patrick Lapp) hospeda-se num motel numa estrada da Suíça que está prestes a fechar as portas. Esse arquiteto tem 70 e poucos anos e um câncer em estágio terminal. Decidiu pôr um ponto final em sua vida e, para isso, recorreu a uma clínica de eutanásia assistida cujo processo será feito pela atendente espanhola Esperanza (Carmen Maura). Seguem-se, a partir daí, diálogos intensos sobre a trajetória de ambos os personagens — ele se afastou do filho, ela esconde um detalhe de seu casamento. Mas o ótimo roteiro não se apega apenas a dores do passado e ressentimentos. A entrada de um garoto de programa russo (Ivan Georgiev) dá leveza a La Vanité, nome que também se aplica a um gênero de natureza-morta em quadros do século XVII. Além de um trio de atores afiadíssimo, o longa-metragem franco-suíço traz reviravoltas e ousadias numa enxuta combinação de drama e humor negro com protagonistas irresistivelmente verdadeiros. Estreou em 14/7/2016.
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  • Inspirado no livro de poemas homônimo escrito pelo pai do diretor, o drama flagra um homem (Lauande Aires) à deriva no Maranhão, terra natal do cineasta. O filme segue a linha do “cinema de guerrilha” e, feito de forma independente, é um trabalho hermético, até mesmo nas palavras do próprio realizador. Dos rios às praias, há uma natureza exuberante captada com paixão. Quanto ao roteiro, é preciso embarcar em uma jornada-cabeça. Estreou em 14/4/2016.
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  • O casal Eveleigh e David Maddox (papéis de Isla Fisher e Anson Mount) se muda para uma isolada fazenda entre vinhedos. Em local de beleza exuberante, os forasteiros são bem recebidos pelos vizinhos, mas Eveleigh, que está grávida, começa a ter visões indesejadas, como se fossem premonições. Há algumas surpresas no roteiro e uma resolução no mínimo surpreendente. Funciona, porém, melhor como um drama psicológico do que como terror, gênero associado a este tipo de enredo. Estreou em 14/7/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO