Cinema

'Angry Birds' ocupa o maior número de salas entre as estreias

A animação com os pássaros deve agradar a criançada

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Os personagens dos joguinhos de celular ganharam um longa-metragem e, olha só, Angry Birds - O Filme até que se sustenta em sua uma hora e meia de duração. Embora seja um programa para crianças, os adultos não vão se entediar.

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Há, porém, atrações melhores para "gente grande": o fabuloso Memórias Secretas, sobre a missão de um idoso desmemoriado para matar um carrasco nazista, e o estranho O Conto dos Contos, com fábulas fantásticas de acento surrealista, dirigido pelo italiano Matteo Garrone (de Gomorra).

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Também merece atenção o documentário Nós, Eles e Eu, sobre um jovem argentino que, em 2000, registrou os conflitos entre judeus e palestinos, em Israel.   

 

  • O sucesso dos joguinhos para celular gerou uma série de desenhos para a TV e, agora, ganha o primeiro longa-metragem. Angry Birds — O Filme tinha tudo para não dar certo e, sobretudo, para conquistar apenas a criançada. Mas consegue ser melhor do que a encomenda. Há um roteiro simples, porém costurado com piadas e situações capazes de cair no agrado dos adultos (sobretudo nas cenas de irritabilidade de Red). Esse protagonista, dublado por Marcelo Adnet, mora na ilha dos pássaros e, por causa de seus transtornos de humor, fica obrigado a fazer sessões de terapia, comandadas por Stella (voz de Dani Calabresa). No consultório, Red conhece Chuck (Fabio Porchat) e Bomba. Até aí, a animação segue, com graça e leve humor politicamente incorreto, a cartilha de apresentação dos personagens. Vira, contudo, uma aventura desmiolada quando um grupo de porcos desembarca no local e conquista a amizade das aves. Mas o espertinho Red tem quase certeza de que há algo errado com os estranhos visitantes. Estreou em 12/5/2016.
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  • Nota-se, pela derradeira cena, tratar-se de uma história real. Mas fica difícil acreditar na trajetória de três sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz, que se reencontram, em 1962, na cidade litorânea de Berck, no norte da França. O início se dá logo após a II Guerra, quando Hélène (Julie Depardieu) volta para casa, em Paris. Lá, tenta ter notícias de suas amigas e, em vão, acaba se casando com Henri (Hippolyte Girardot). O tempo passa e, mais de quinze anos depois, o trio consegue se ver por alguns dias. Lily (Johanna ter Steege) veio da Holanda e Rose (Suzanne Clément) chegou do Canadá. Para suavizar o drama, há momentos inconvincentes de humor e os conflitos pessoais das protagonistas são abordados sem profundidade. Dá certo calor à trama a relação extraconjugal de Hélène com um jovem amante, interpretado por Benjamin Wangermée. Estreou em 12/5/2016.
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  • É incrível a versatilidade do diretor italiano Matteo Garrone. Depois de enveredar com realismo pela máfia napolitana em Gomorra (2008) e buscar a sátira num programa de TV em Reality (2012), o cineasta debruça‑se sobre fábulas fantásticas, inspiradas nos textos de Giambattista Basile (1566–1632), em O Conto dos Contos. São três histórias, narradas alternadamente e ambientadas em reinos vizinhos na época medieval. Tudo começa com a façanha de uma rainha (Salma Hayek), que, atendendo ao pedido de um mago, come o coração de um enorme ser marinho para ficar grávida. Há também a trajetória de um rei (Vincent Cassel) de desejos sexuais irrefreáveis. Pensando estar assediando uma jovem virgem, o mulherengo nem desconfia tratar‑se de uma plebeia idosa. Num castelo não longe dali, um pai (Toby Jones) à procura de um marido para sua filha (Bebe Cave) passa a criar uma pulga como animal de estimação. O tom surrealista combina com a proposta estética do realizador. Cenários estupendos e figurinos fabulosos recheiam contos de desdobramentos inesperados e situações que, abusadamente absurdas, fascinam. Estreou em 12/5/2016.
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  • Terror

    Demon
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    O diretor polonês Marcin Wrona tinha 42 anos quando se enforcou num hotel, pouco antes de apresentar seu novo filme. Isso só reforça o teor maldito de uma história de possessão cujo desenrolar impressiona. A primeira parte é dedicada a mostrar os preparativos do casamento de Piotr (Itay Tiran) com Zaneta (Agnieszka Zulewska). Ele chegou de Londres para, junto do pai dela, trabalhar na reconstrução de uma ponte. Só a partir da metade é que o filme mostra a que veio. Durante a festa, o protagonista, já alterado pela bebida, enxerga vultos de uma mulher. Começa assim um drama de terror feito de passagens arrepiantes e desfecho para dividir opiniões.Estreou em 12/5/2016.
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  • Um dos mais famosos filmes do diretor alemão Werner Herzog volta às telas em cópia restaurada. As difculdades encontradas pelo realizador à época das filmagens ainda são notadas no complicado trabalho braçal num tempo em que não havia efeitos visuais por computador. Ambientada no início do século XX, a história apresenta Brian Fitzgerald, conhecido como Fitzcarraldo (Klaus Kinski). Ele quer construir um teatro para óperas na floresta amazônica, mas, para isso, precisa conseguir financiamento de um empresário da borracha, interpretado por José Lewgoy. Na magistral sequência que virou lendária, Fitzcarraldo, com a ajuda de um grupo de índios, faz um navio a vapor subir uma montanha — literalmente. O tempo, porém, foi ingrato e, hoje, além da duração excessiva, muitas cenas são dispensáveis. Reestreou em 12/5/2016.
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  • O alemão Zev Guttman (Christopher Plummer) mora numa clínica particular para idosos nos Estados Unidos. Sua esposa morreu faz uma semana, mas o velhinho, já demonstrando falha de memória, não se lembra de nada. Mesmo assim, seu amigo, o também judeu Max Rosenbaum (Martin Landau), vai designar a ele uma missão secreta e muito, muito arriscada. Ambos tiveram a família exterminada no campo de concentração de Auschwitz e Max descobriu que o nazista responsável pela maior tragédia da vida deles mudou de nome. Antes ele era Otto Walisch, agora é Rudy Kurlander. O único sobrevivente capaz de reconhecer o carrasco, Zev terá de percorrer alguns estados até encontrar, entre quatro imigrantes, o “seu” Rudy e, sem piedade, matá-lo. Não há trégua para piscar no eletrizante roteiro do estreante Benjamin August, comandado com brilho e pulso firme pelo experiente diretor Atom Egoyan, egípcio radicado no Canadá. Expondo as feridas do Holocausto num thriller de tirar o fôlego, a trama também traz à tona um triste (porém verdadeiro) registro da velhice. A cereja do bolo, além das atuações de Plummer e de Landau e de coadjuvantes como Bruno Ganz, está no desfecho arrasador e surpreendente. Estreou em 12/5/2016.
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  • Qual seria a melhor época para lançar uma comédia nacional chamada Mulheres no Poder? Na geladeira desde o fim do ano passado, o filme chega às telas com Brasília, o palco da trama de ficção, em polvorosa. O roteiro busca na sátira rasgada uma crítica ao modelo de (des)governo dos políticos. Como aponta o título, trata-se de um enfoque sobre as mulheres do poder. A protagonista é Pilar (Dira Paes), senadora que vive de conchavos e pretende mexer seus pauzinhos para chegar à Presidência. Antes, porém, a corrupta quer ganhar uma grana extra numa concorrência de licitação. Para isso, vai atrás de Ivone Feitosa (Stella Miranda), uma cobra em forma de ministra. Das várias personagens femininas aos (poucos) homens do roteiro, ninguém tem escrúpulos, exibindo, assim, um triste Brasil sem caráter — qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência? Mais bem dosado na vulgaridade, o humor, para grandes plateias, agradaria mais. Estreou em 12/5/2016.
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  • Documentário

    Nós, Eles e Eu
    VejaSP
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    Em 2000, o jovem judeu argentino Nicolás Avruj foi a Israel visitar um primo. Bateu com a cara na porta, já que seu parente havia voltado, temporariamente, à terra natal. Então com 24 anos e com uma câmera na mão, Avruj decidiu perambular por Jerusalém para fazer alguns registros sem a intenção de transformá-los em um documentário. Contudo, abriu o baú de memórias quinze anos depois para realizar Nós, Eles e Eu. Uma das maiores qualidades do longa-metragem está na elaboração de um retrato caseiro de um rapaz envolvido nos conflitos entre judeus e palestinos sem ter uma opinião formada sobre o assunto. Não há imagens atuais, apenas as tomadas feitas por Avruj na juventude. O material, porém, é precioso. Incansável em sua busca por respostas, ele vai a Gaza para saber como vivem os árabes e, sem revelar sua origem judaica, consegue ser muito bem recebido por uma família. Há também depoimentos de israelenses, uns mais radicais do que outros. A briga pela Terra Santa permeia as conversas, um tema, até hoje, recorrente nos noticiários. Estreou em 12/5/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO