Cinema

Jurassic World e drama da Bulgária são os melhores filmes da semana

Chris Pratt e Bryce Dallas Howard estrelam a aventura com dinossauros digitais. Mais sete filmes entram em cartaz 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Efeitos visuais de primeira linha, ação, suspense e um sabor de matinê fazem de Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros uma boa pedida para quem procura diversão no cinema. Atual queridinho de Hollywood, Chris Pratt se dá bem como o tratador dos animais que banca o herói para resgatar os dois sobrinhos da personagem de Bryce Dallas Howard, no parque temático do título.

Numa pegada mais séria e dramática, A Lição traz uma história sobre ética e moral por meio da tortuosa trajetória de uma professora de inglês da Bulgária.

Tem também uma simpática comédia romântica para ver a dois. É Deixa Rolar, com o galã Chris Evans, o Capitão América. A decepção fica por conta de Sob o Mesmo Céu que, embora Bradley Cooper e Emma Stone estejam no elenco, se perde entre o humor, o romance e o drama. 

  • Na trama de Deixa Rolar, Chris Evans interpreta um roteirista que é obrigado por um produtor a escrever uma história de amor. Mas, por causa de um trauma do passado, o rapaz jamais se apaixonou. O destino, porém, o coloca cara a cara com uma jovem graciosa (Michelle Monaghan). Rola uma química, mas ela está comprometida com outro. Mesmo atraídos, eles tentam ser apenas bons amigos. Até quando? Embora sejam divertidas as referências aos romances de cinema, o longametragem carece de originalidade. Se o casal de protagonistas segura as pontas no quesito beleza, não convence como um apaixonado. Estreou em 11/6/2015.
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  • Assim como Mad Max — Estrada da Fúria, Jurassic World — O Mundo dos Dinossauros é uma espécie de recriação da cinessérie. Embora tenha elementos em cena do primeiro filme (uma camiseta e um crachá, por exemplo), não se trata de uma continuação do longa-metragem dirigido por Steven Spielberg em 1993. Com produção executiva e o aval do grande mestre, o novo trabalho dá o que o espectador espera: entretenimento com sabor de matinê, recheado de efeitos visuais de ponta em uma história de aventura, tensão e terror — tudo muito bem calculado e dosado para deixar a molecada grudada na poltrona. Jurassic World é um parque temático localizado numa ilha da América Central. Para lá, partem o adolescente Zach (Nick Robinson) e seu irmão caçula (Ty Simpkins). Eles devem ficar aos cuidados da tia Claire (Bryce Dallas How ard), poderosa coordenadora do megaempreendimento de um indiano (Irrfan Khan). A principal atração do local, um híbrido maior e muito mais feroz do que o T-Rex, ainda está em cativeiro. Segue-se, então, a trama de praxe: o bichão consegue escapar, os garotos se perdem e Claire pede ajuda a um valente tratador de animais (papel de Chris Pratt) para encontrá-los. Como se nota, o roteiro se vale de uma cartilha pouco original com personagens esquemáticos. Contudo, Jurassic World apresenta à nova geração um universo de fantasia com fascinantes dinossauros digitais. Conclusão: programa-pipoca sem medo de divertir. Estreou em 11/6/2015.
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  • Cristiano Burlan, diretor do documentário Mataram Meu Irmão, faz uma adaptação moderna da peça de Shakespeare. No início do drama, os atores discutem seus papéis. Pelas ruas de São Paulo, o realizador encena a trajetória do príncipe da Dinamarca (papel de Henrique Zanoni), atormentado pelo assassinato de seu pai. Estreou em 11/6/2015.
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  • Nadezhda (Margita Gosheva) é professora de inglês numa escola de uma cidade da Bulgária. Mora longe de onde trabalha e vive com o marido e a pequena filha. A Lição começa de forma contundente e se mantém firme e forte até o desfecho. Após uma aluna ter o dinheiro de sua carteira roubado, a protagonista quer, persistentemente, que o ladrão confesse o furto. Surge, então, mais um impasse em sua vida. Como seu companheiro não pagou a prestação de um empréstimo bancário, a casa deles vai a leilão. Tem início aí uma aflitiva corrida contra o tempo para saldar a dívida. O foco nos dilemas morais de Nadezhda provoca uma incômoda reflexão na plateia, e, mesmo tendo passagens previsíveis, o drama tira o fôlego com sua tensão constante. Estreou em 11/6/2015.
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  • No drama suíço, Simon (Kacey Mottet Klein) tem 12 anos e pratica furtos para ajudar nas despesas de casa. Quando sua irmã (Léa Seydoux) perde o emprego, o garoto sente o peso sobre suas costas para arranjar cada vez mais dinheiro. Estreou em 11/6/2015.
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  • Ação / Drama

    Quase Samba
    VejaSP
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    É muito bom tocar no assunto da “nova família brasileira”, sobretudo em tempos bicudos de intolerância sexual. O drama do diretor mineiro, porém, se mostra frágil, arrastado e inconsistente — não fosse por alguns números musicais, seria ainda mais entediante. Centrada numa periferia, a história flagra a relação da cantora Teresa (Mariene de Castro) com um cabeleireiro gay chamado Shirley (Cadu Fávero). Eles vivem juntos e criam um menino, fruto da relação dela com um ex-companheiro (papel do cantor Otto). O reencontro com Charles (João Baldasserini), uma antiga paixão, dará a Teresa outro destino. Estreou em 11/6/2015.
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  • Comédia dramática

    Retorno a Ítaca
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    A ligação do diretor francês Laurent Cantet com Cuba começou no filme em episódios 7 Dias em Havana (2012). De volta à ilha de Fidel, o cineasta propõe um registro intimista sobre as mudanças naquele país em Retorno a Ítaca. Trata-se de um reencontro de amigos, regado a risos e lágrimas, passado numa única noite e de formato teatral. O regresso do título é o de Amadeo (Néstor Jiménez), que, por dezesseis anos, morou em Madri. No terraço de um edifício, de frente para o Malecón, o calçadão da capital, ele recebe a companhia de Tania (Isabel Santos), Rafa (Fernando Hechavarria), Aldo (Pedro Julio Díaz Ferran) e Eddy (Jorge Perugorría). Notam-se, em alguns detalhes, as transformações da nação comunista — seja numa garrafa de Coca-Cola, seja no iPhone de um personagem. Contudo, estão nos diálogos, duros e certeiros, as amargas lembranças e os desabafos de uma geração. Estreou em 11/6/2015.
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  • Romance / Comédia

    Sob o Mesmo Céu
    VejaSP
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    Promessa como diretor na década de 90 em trabalhos como Vida de Solteiro e Quase Famosos, Cameron Crowe foi caindo no ostracismo e, em Sob o Mesmo Céu, assina seu pior e mais entediante longa-metragem. O elenco estelar pouco ajuda a levantar os ânimos de uma trama confusa, conduzida entre o drama, a comédia e o romance — e sem conseguir satisfazer em nenhum dos gêneros. Bradley Cooper interpreta Brian Gilcrest, empreiteiro que trabalha de consultor de um bilionário (papel de Bill Murray) e regressa ao Havaí para participar do lançamento de um satélite no espaço. Sem revelar sua verdadeira atividade, o cara engana a militar Ng (Emma Stone) e também sua ex-namorada (Rachel McAdams), agora casada com um piloto aéreo (John Krasinski). Como se trata, igualmente, de uma trama romântica, Gilcrest envolve-se com as duas mulheres da história. Estreou em 11/6/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO