Cinema

Deadpool, personagem da Marvel, ganha seu primeiro filme

Ryan Reynolds protagoniza a história do sarcástico anti-herói

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Mesmo para quem não curte adaptações de HQs para o cinema deve arriscar assistir à aventura de ação Deadpool, personagem da Marvel cujas qualidades são o humor sarcástico e a violência.

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Para quem está acompanhando a corrida do Oscar, mais dois filmes chegaram aos cinemas. A Garota Dinamarquesa, com quatro indicações (incluindo melhor atriz coadjuvante e melhor ator), traz um caso verídico de um transgênero da década de 20.

No páreo em três categorias, entre elas a de melhor filme, Brooklin enfoca o drama de uma imigrante irlandesa nos Estados Unidos nos anos 50.

  • No início da década de 50, a jovem Ellis (Saoirse Ronan) deixa sua pequena cidade na Irlanda para tentar uma nova vida nos Estados Unidos. Em Nova York, no bairro do Brooklyn, é acolhida por uma senhora conterrânea (Julie Walters) e começa a trabalhar como balconista de uma loja de departamentos. A moça, infeliz por sentir saudade da irmã e da mãe, vai encontrar em Tony (Emory Cohen), rapaz de origem italiana, um motivo para permanecer em uma terra estranha. Foram três indicações ao Oscar e nenhum prêmio. A trama, que demora a decolar, tem um romance morno, drama pessoal da protagonista abordado superficialmente, desenrolar sem grandes novidades ao gênero e desfecho previsível. A recriação de época, ao menos, encanta. Estreou em 11/2/2016.
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  • Esqueça qualquer filme de super-herói. De Homem-Aranha a Batman, de X -Men a Vingadores, nenhum deles tem a verve cômica nem o potencial de virar a franquia mais deliciosa da história do que Deadpool. Sim, ele é um personagem da Marvel que apareceu, bem discretamente, em X-Men Origens — Wolverine, de 2009. Aqui, a coisa muda de figura. No início arrebatador, temos uma perseguição implacável (e de fazer inveja à cinessérie Velozes & Furiosos), que culmina na fuga do vilão. Deadpool, então, começa a relembrar para o espectador como se transformou de mercenário apaixonado em mascarado desfigurado. Ir além pode estragar as surpresas de um caminho imprevisível. O roteiro não segue uma ordem cronológica: mistura passado e presente, dramas e romance (do protagonista com a personagem da brasileira Morena Baccarin), ação frenética e piadas espirituosas. Ryan Reynolds, um dos produtores, pegou o espírito do super-herói (ou anti-herói, dependendo da situação) desbocado, sexy, brincalhão e violento, muito violento. Deadpool bagunça a luta do bem contra o mal, uma constante nos filmes do gênero. Ele é o mal contra o mal, o bem contra o bem — e ri de si mesmo. Enfim, há humor original no mundo das HQs. Estreou em 11/2/2016.
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  • Na Copenhague de 1926, o pintor Einar Wegener (Eddie Redmayne) faz sucesso no mundo das artes no drama com formidável recriação de época. Sua esposa, a retratista Gerda (Alicia Vikander, vencedora do Oscar de melhor atriz), nem tanto. Ela, porém, será responsável por uma reviravolta na vida pessoal do marido ao convidá-lo para substituir uma modelo de seu próximo quadro. Após calçar sapatos de cetim e usar meias de seda, Einar sente mais do que uma vontade de travestir-se. Aos poucos, tem o desejo, quase irrefreável, de ser uma mulher. O livro (com lances ficcionais) de David Ebershoff foi inspirado num pioneiro caso de transgênero, e A Garota Dinamarquesa apresenta, justamente, o impasse psicológico que pegou de surpresa o protagonista, algo muito comum ainda hoje. A recatada Lili, alter ego de Einar, passa a dominar seu corpo enquanto o casamento naufraga. Além do fabuloso trabalho de Alicia, a companheira cuja dedicação emociona, Redmayne embarcou fundo na personagem feminina sem jamais escor regar na caricatura. Estreou em 11/2/2016.
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  • O diretor catalão abusa da paciência em um drama para lá de arrastado e confuso, feito de longos silêncios e situações dispensáveis. Trata-se do encontro do marquês italiano Casanova com o conde Drácula, algo que ocorre apenas na meia hora final. Até lá, a monotonia toma conta da história de um Casanova (Vicenç Altaió) velho e decadente à procura de mocinhas para a prática sexual. Estreou em 11/2/2016.
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  • Gummi (Sigurour Sigurjónsson) se dedica à criação de ovelhas e mora numa casa ao lado da propriedade de seu irmão, Kiddi (Theodór Júlíusson), em uma fazenda na Islândia. Já idosos, eles não constituíram família, vivem sozinhos e, detalhe, não se falam há quatro décadas. A Ovelha Negra, vencedor da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes 2015, se encaminha para um desenrolar ainda mais triste. Uma doença, capaz de provocar danos ao cérebro dos animais, será determinante para o extermínio de todos os rebanhos da região. Em paisagens inóspitas e um inverno de gelar a alma, o filme estende a rusga familiar (jamais revelada) para um registro quase documental do microcosmo rural. A frieza na condução da trama, que por vezes alcança um humor amargo, encontra, ao menos, um caloroso desfecho. Estreou em 11/2/2016.
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  • Leandro Hassum que se cuide! Depois de se consagrar na TV como a Janete do programa Zorra Total, Rodrigo Sant’anna vem se embrenhando no cinema e, pela primeira vez, protagoniza um longa-metragem. Trata-se de Um Suburbano Sortudo, cujo desejo, praticamente explícito, é levar a classe C aos cinemas. Sant’anna interpreta Denílson, um simpático camelô de Madureira que vive na pindaíba. Mas algo vai mudar radicalmente o cotidiano do suburbano. Um empresário milionário (Stepan Nercessian) morre e deixa sua fortuna para Denílson, o filho que ele teve com a empregada doméstica. A família do ricaço, composta de duas ex-mulheres e um enteado interesseiro (Victor Leal), vai querer tirar a grana dele. Denílson, porém, ganha como aliada a doce Sofie (Carol Castro). Seguem-se, então, toscas piadas de duplo sentido, campeonatos de arroto, closes no bumbum da mulherada e demais apelos popularescos — tudo na intenção de fisgar uma plateia que, supõem os roteiristas, gosta de rir (só) de baixarias. Do mar de lama grossa, Rodrigo Sant’anna se salva com o talento do improviso e faz mais cinco personagens munido de caricaturas, mas despido de preconceitos. Estreou em 11/2/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO