Cinema

Duas comédias são os destaques entre as estreias

Perfeita É a Mãe e Um Espião e Meio chegam em grande circuito 

Por: Miguel Barbieri Jr.

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Duas comédias dominam o circuito das salas. Dispensável, Um Espião e Meio traz Dwayne Johnson numa trama de espionagem sem graça. Um pouco melhor é Perfeita É a Mãe, que mostra Mila Kunis como uma trintona disposta a mudar radicalmente de vida após ser traída pelo marido. 

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O cinema europeu comparece com duas boas opções: o inglês Amor & Amizade, inspirado no livro Lady Susan, de Jane Austen, e o francês A Viagem de Meu Pai, com atuação soberba de Jean Rochefort. 

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Quem gosta de rever clássicos no cinema não poder perder Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940), dirigido por Alfred Hitchcock, que retorna às telas em cópia restaurada.  

  • Comédia dramática

    Amor & Amizade
    VejaSP
    2 avaliações
    Embora uma dezena de personagens sejam apresentados nos primeiros minutos de Amor & Amizade, a comédia romântica não perde o fio narrativo e concentra-se nas ardilosas tramoias de Lady Susan (Kate Beckinsale), também título do livro de Jane Austen no qual o roteiro foi inspirado. Viúva falida e de má reputação na Inglaterra de 1790, essa enxuta quarentona quer arranjar um marido rico. Para isso, joga seu calculado charme para o jovem nobre Reginald DeCourcy (Xavier Samuel), irmão de sua cunhada. Quando reencontra a filha adolescente (Morfydd Clark), Susan tem novo objetivo: unir a garota a um pretendente caipira e abonado. Humor irônico acompanha uma história de curta duração e com reviravoltas inesperadas. Estreou em 11/8/2016.
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  • Embora tenha sido vencedor de cinco prêmios no Festival de Brasília 2014, o drama experimental é uma colagem sem sentido de imagens. Na pretensiosa e artificial “sinfonia visual” (sem nenhum diálogo), há uma ingênua refexão sobre como o progresso atingiu trabalhadores como os cortadores de cana-de- açúcar. Estreou em 11/8/2016.
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  • Ação / Suspense

    A Conexão Francesa
    VejaSP
    2 avaliações
    Inspirado em caso real, o tema de A Conexão Francesa foi explorado no cinema americano em Operação França, de 1971, e em sua continuação, de 1975. No filme francês, contudo, o ponto central está na batalha do obstinado juiz Pierre Michel (Jean Dujardin) em pôr atrás das grades o poderoso narcotraficante napolitano Gaetan Zampa (Gilles Lellouche), acobertado por policiais corsos. Marselha, em meados da década de 70, foi o principal porto de exportação de heroína, e a recriação de época é impecável — dos figurinos à trilha sonora. O roteiro, porém, se perde em situações repetitivas e que, aliadas à longa duração, atravancam a fluidez da narrativa. Estreou em 11/8/2016.
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  • Toto é um franguinho incentivado por seus colegas a tornar-se galo. Mas, fracote, mal consegue bater as asas. A prova de fogo será uma luta de boxe da qual ele terá de participar para que sua dona não perca a fazenda para um rival. A animação mexicana Cantando de Galo, sem graça nem ação inovadora, incentiva a briga de galos como sinônimo de superação, o que, convenhamos, não é um bom exemplo para a criançada. Estreou em 11/8/2016.
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  • Comédia dramática

    A Corte - Filme
    VejaSP
    Sem avaliação
    Michel Racine (Fabrice Luchini) está se separando da mulher, não tem amigos e mora num hotel numa cidade do norte da França. Juiz rígido e ríspido, terá um complicado caso pela frente: o de um jovem pai acusado de matar seu bebê. Enfrentando uma gripe no tribunal, ele reencontra entre os jurados uma médica por quem sempre foi apaixonado. Não espere de A Corte um “filme de tribunal”, embora o fato policial seja extremamente instigante. O roteiro, premiado no Festival de Veneza (assim como Luchini), está focado nos bastidores de um julgamento e na transformação do protagonista, um homem duro na profissão, mas de coração mole na vida pessoal. Estreou em 11/8/2016.
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  • Dwayne Johnson, o The Rock, teima em ser comediante, mas o brucutu se sai melhor em filmes de ação. Um Espião e Meio é mais uma prova disso. Quando se mete a fazer rir, o astro mostra-se um fiasco; por isso, a comédia acerta o alvo principalmente como aventura de espionagem. Na trama, Bob Stone (Johnson) virou um poderoso agente da CIA, muitos anos depois de ter sido vítima de bullying na adolescência. O reencontro com Calvin (Kevin Hart), seu único colega de escola, tem um saboroso ar de mistério, mas não demora para cair no lugar-comum das perseguições genéricas. Erros de gravação acompanham os créditos finais, mas nem aí o filme arranca gargalhadas. Estreou em 11/8/2016.
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  • Mulheres (sobretudo as que têm filho) divertiram-se na sessão para a imprensa de Perfeita É a Mãe por um motivo: identificação com as personagens. Mila Kunis interpreta Amy, uma trintona que se multiplica para tomar conta de um casal de filhos, das tarefas domésticas e do chefe controlador. Depois de flagrar uma traição do marido, ela decide jogar tudo para o alto e resgatar a juventude perdida. Em sua nova jornada, terá a companhia de outras duas mães: a certinha Kiki (Kristen Bell) e a maluquete Carla (Kathryn Hahn). Não fossem as apelações para a baixaria, a comédia renderia melhor. O trio de protagonistas funciona, mas quem rouba a cena é Christina Applegate, no papel da dondoca careta que preside a associação de pais e mestres. Estreou em 11/8/2016.
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  • Vencedor do Oscar de melhor filme em 1941, Rebecca, a Mulher Inesquecível está de volta em cópia restaurada. Em uma envolvente trama, conduzida com o pulso firme do mestre Alfred Hitchcock, o milionário viúvo Maxim de Winter sente-se atraído por uma humilde dama de companhia (papéis de Laurence Olivier e Joan Fontaine), em Monte Carlo. Depois de um casamento às pressas, eles vão morar na mansão dele, no interior da Inglaterra. Lá, fantasmas do passado emergem por causa da trágica morte de Rebecca, a esposa anterior do ricaço. Reestreou em 11/8/2016.
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  • Comédia dramática

    A Viagem de Meu Pai
    VejaSP
    1 avaliação
    Industrial aposentado, Claude (o excelente Jean Rochefort) está perdendo a memória. Sua filha, Carole (Sandrine Kiberlain), faz de tudo para dar as melhores condições de vida ao pai, incluindo encontrar uma cuidadora capaz de suportar os transtornos de humor do octogenário. Floride (Flórida), o título original de A Viagem de Meu Pai, seria o lugar da moradia da outra filha de Claude. Mas, entre a lucidez e a confusão mental, o que é verdade na vida do protagonista? Triste e realista, o filme faz um registro duro (e não menos comovente), variando do humor ao drama, para tocar num tema necessário, a doença de Alzheimer. Estreou em 11/8/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO