Cinema

Polêmico 'Love' e 'Nocaute' entre as estreias da semana

Com Jake Gyllenhaal no papel de um boxeador, filme foca na redenção de um ex-campeão

Por: Fernando Masini - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Nove filmes entram em cartaz nesta quinta (10) na capital. Jake Gyllenhaal está na pele de um boxeador abalado devido a uma tragédia pessoal em Nocaute, novo longa de Antoine Fuqua, de Dia de Treinamento. Depois de escandalizar o Festival de Cannes com cenas de sexo explícito, o francês Love, de Gaspar Noé, chega aos cinemas nacionais.

+ Outras notícias de cinema no Blog do Miguel

Baseado numa peça autobiográfica, o drama com toques de humor Infância, de Domingos Oliveira, tem a atriz Fernanda Montenegro no papel de uma matriarca de uma família no Rio de Janeiro dos anos 50. No documentário Homem Comum, Carlos Nader acompanha ao longo de vinte anos um caminhoneiro afetado pela morte da esposa.

Confira as salas e horários:

  • Na fita de ação, Frank Martin (interpretado por Ed Skrein), um transportador de mercadorias, é levado em uma viagem pela Riviera Francesa, onde é enganado por três mulheres. O plano delas é forçá-lo a enfrentar um grupo de traficantes russos. Ao descobrir que seu pai foi sequestrado, ele se mete numa aventura para salvá-lo. Estreou em 10/9/2015.
    Saiba mais
  • Suspense

    Eu Nunca
    VejaSP
    Sem avaliação
    Escrito pelo ator e diretor Kauê Telloli aos 21 anos e produzido por Esmir Filho (de Os Famosos e os Duendes da Morte), o suspense adolescente narra o plano de dois primos, Guilherme (o próprio Kauê) e Thiago (Francisco Miguez), que escapam do enterro do avô rumo a um sítio perto de São Paulo. Antes de partirem, os dois ganham a companhia de Priscila (Samya Pascotto). O objetivo da viagem: diversão, bebida e, se possível, alguns beijos. Numa espécie de jogo, o trio reencena casos que se passaram no local, como a vez em que Guilherme flagrou o pai dando em cima da empregada doméstica. À medida que a noite avança, um clima de mistério surge na figura de um homem que ronda a casa no escuro. Uma brincadeira que dá errado deixa o clima ainda mais pesado. A opção por filmar com a câmera na mão, com os próprios atores posicionando a lente, funciona bem, apesar de não ser novidade. Girando em falso, sem saber exatamente para onde ir, a história perde força até o desfecho. Estreou em 10/9/2015.
    Saiba mais
  • Com dezenas de referências a uma das comédias mais populares da década de 80, esta nova versão de Férias Frustradas usa todo tipo de estratégia para embarcar o espectador no túnel do tempo. Até os saudosistas, contudo, perigam torcer o nariz para uma homenagem vazia em vibração e graça. Comparar as duas fitas só aumenta o estrago. O hit de 1983 reunia um time cômico imbatível, liderado pelo comediante Chevy Chase (no papel do pai de família trapalhão), e tinha roteiro de John Hughes (autor de sucessos teen como Curtindo a Vida Adoidado). Já este misto de remake e atualização, apesar da certeira participação especial de Chase, foi escrito e dirigido pelos criadores do esquecível Quero Matar Meu Chefe. A trama, para piorar, tem sa bor de subproduto preguiçoso. Muitos anos depois da viagem atrapalhada da família Griswold, o filho do personagem de Chase (papel de Ed Helms) resolve reviver a infância e cair na estrada novamente, acompanhado da esposa (Christina Applegate) e de seus dois meninos. O destino, um parque nos moldes da Disneylândia, revela- se quase idêntico ao anterior. O humor, no entanto, desta vez vem a reboque de gags grosseiras e de personagens sem a graciosidade ingênua que caracterizava o original. Embora siga uma cartilha testada e aprovada, não deixará o público com saudade. Estreou em 10/9/2015.
    Saiba mais
  • Documentário

    Homem Comum
    VejaSP
    Sem avaliação
    Em 1996, o diretor Carlos Nader decidiu rodar um filme em que pegava carona em viagens com caminhoneiros e tentava introduzir na conversa questões existenciais sobre o sentido da vida e o absurdo do cotidiano. Deparou, no entanto, com o silêncio dos entrevistados, pouco dispostos a se aprofundar nesse tipo de assunto. O projeto serviu, por outro lado, para o cineasta conhecer o paranaense Nilson de Paula, figura central do documentário Homem Comum, com quem conviveu (e filmou) ao longo de vinte anos. O espectador vê uma amizade nascer entre os dois, passando pela morte da esposa de Nilson e pela relação conflituosa com a filha. Aos moldes do mestre Eduardo Coutinho, Nader conduz a narrativa fazendo perguntas aparentemente simples, mas que tocam em temas essenciais, como a morte. Trechos do filme A Palavra (1955), do dinamarquês Carl Theodor Dreyer, são intercalados à trajetória de Nilson, gerando associações intrigantes. Estreou em 10/9/2015.
    Saiba mais
  • Domingos Oliveira tem um jeito muito particular de filmar: passeia com a câmera como se estivesse espiando uma conversa de amigos. Em Infância, adaptação para o cinema da peça Do Fundo do Lago Escuro, ele resgata lembranças pessoais para contar a história de uma família que mora num casarão no Rio de Janeiro dos anos 50. Com apenas uma locação, a narrativa é centrada no garoto Rodriguinho (interpretado por Raul Guaraná), alter ego do cineasta. Às voltas com o sumiço de sua cadela, ele acompanha os dramas que se desenrolam em cada cômodo. O pai, Henrique (Paulo Betti), é acusado de vender os apartamentos da sogra e matriarca da família, Dona Mocinha (Fernanda Montenegro), enquanto o tio beberrão, Orlando (Ricardo Kosovski), dá em cima da empregada doméstica (Nanda Costa). À espera de um discurso, no rádio, do jornalista Carlos Lacerda contra Getúlio Vargas, Dona Mocinha põe ordem na casa com mão firme. O tom teatral de algumas cenas às vezes pesa na narrativa, mas Domingos é hábil em abordar em um microcosmo temas como amizade, amor e amadurecimento. Estreou em 10/9/2015.
    Saiba mais
  • Cinquenta Tons de Cinza parece uma matinê ao ser comparado a Love, o filme de Gaspar Noé que chocou o Festival de Cannes deste ano ao mostrar um drama erótico repleto de sexo explícito. Sim, há, de fato, muitas cenas hardcore desde o primeiro minuto. O que não significa dizer que estamos diante de uma fita pornô com histórias banais. Como o título deixa claro, trata-se de um complexo jogo de amor que envolve duas mulheres e um homem. Murphy (interpretado por Karl Glusman) está infeliz com a vida que leva ao lado de Omi (Klara Kristin), com quem tem um bebê. Ao receber um telefonema da ex - sogra, desesperada devido ao sumiço da filha, o jovem desperta na memória o caso antigo com Electra (Aomi Muyock). A partir daí, a fita praticamente abandona o tempo presente para revelar ao espectador como se construiu a relação entre Murphy e Electra. Tudo teve início numa festa em um parque. Contagiados pela paixão adolescente, os dois decidem testar todos os limites: experimentar um triângulo amoroso, visitar uma casa de suingue por recomendação de um policial afeito à troca de casais e compartilhar o quarto com um travesti. E tudo em 3D! Noé, que já havia escandalizado o público com a longa cena de estupro de Irreversível, é bem sucedido ao oferecer um estudo do amor em atrito com as convenções sociais e sinalizar como ele pode ser intenso e nocivo. Mesmo que seja repetitivo — as posições mudam, mas o roteiro não sai do lugar —, Love é corajoso por não separar o sexo do amor. Estreou em 10/9/2015.
    Saiba mais
  • Os americanos são fascinados por boxe e, no cinema, muitos filmes abordaram o esporte como um retrato dos altos e baixos da vida. É o caso de Touro Indomável, Rocky, Menina de Ouro e O Vencedor. Merece entrar na lista, entre os mais emocionantes, Nocaute, o novo longa do diretor Antoine Fuqua, de Dia de Treinamento. Com empolgantes lutas e um combate final de fazer o espectador levantar da cadeira (a sensação é de que estamos dentro do ringue), a fita pode ser vista como um conto de redenção. No papel de um campeão na categoria meio-pesado, Jake Gyllenhaal interpreta Billy Hope, um cara que nasceu pobre, conquistou muita grana, vive numa mansão, mas demonstra sinais de esgotamento físico. Ele é casado com Maureen (Rachel McAdams) e tem uma filha adorável, Leila (Oona Laurence). Quem comanda a sua carreira e controla seus atos impulsivos é a esposa, cujo plano é fazer com que o marido dê um tempo dos ringues. Uma tragédia pessoal muda, no entanto, o rumo das coisas. Destemperado, Billy vai até o fundo do poço e quase perde a guarda da filha. Nessa via-crúcis, acompanhamos um ator (Gyllenhaal) totalmente entregue ao personagem, atordoado, explosivo e, depois, resignado na tentativa de recuperar o seu brilho. A aparição, no meio da história, de Forest Whitaker dando vida a seu novo treinador é mais um tempero deste filme que combina muito bem ação e emoção. Estreou em 10/9/2015.
    Saiba mais
  • Em janeiro de 1997, quando foi lançado Pequeno Dicionário Amoroso, o público lotou as salas para ver a “comédia do verão” dirigida por Sandra Werneck, que acertou a mão ao combinar astros da TV com uma narrativa agradável sobre um tema universal: o amor. Nesta sequência, Sandra retoma a relação entre Luiza (Andrea Beltrão), agora dona de uma galeria de arte, e o biólogo Gabriel (Daniel Dantas) e insere um núcleo jovem para dar frescor à trama. Dezoito anos se passaram e Gabriel divide o apartamento com uma mulher bem mais jovem (Fernanda de Freitas), numa comunhão despretensiosa. Luiza amarga um segundo casamento com um engenheiro (Marcello Airoldi) que a despreza. Ou seja, eles vão se reencontrar e dar mais uma chance ao antigo romance. E ter dois ótimos atores nas mãos é um truinfo e tanto! Corre em paralelo a história de Alice (Fernanda Vasconcellos), filha de Gabriel com a ex-mulher Bel (Gloria Pires), que vive dilemas ao se apaixonar por um homem e por uma garota ao mesmo tempo. Perdeu-se o encanto da história, mas as atuações ainda garantem uma sessão divertida. Estreou em 10/9/2015.
    Saiba mais
  • Não espere uma narrativa convencional no drama francês La Sapienza. O diretor Eugène Green, nascido nos Estados Unidos e radicado na França, filma à maneira do português Manoel de Oliveira, inserindo nos diálogos discussões sobre a riqueza cultural da Europa, da arquitetura à literatura. O enredo tem início em Paris, onde o prestigiado arquiteto Alexandre Schmidt (Fabrizio Rongione) acaba de ser laureado. Ao lado da esposa, Aliénor (Christelle Prot), ele viaja para a Itália a fm de completar um livro sobre o arquiteto barroco Francesco Borromini (1599-1667). Por acaso, o casal encontra dois irmãos, Gof fredo (Ludovico Succio) e Lavinia (Arianna Nastro). Ele é estudante de arquitetura e, por insistência de Aliénor, acompanha Schmidt em visitas a igrejas e monumentos. Sua irmã sofre de estranhos desmaios e passa a receber o cuidado de Aliénor. Em meio a paisagens deslumbrantes, registradas por Green com um rigor simétrico, os personagens discutem o amor, a história e a arte. Estreou em 10/9/2015.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO