Cinema

'Ben-Hur' é a grande (e boa) estreia da semana

Refilmagem do épico de 1959 ganhou mais cenas de ação

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Ben-Hur, a refilmagem do clássico homônimo de 1959, vem recheada de cenas de ação sem esquecer do conteúdo dramático e bíblico. É a maior e uma das melhores estreias da semana, só ofuscada pelo ótimo documentário Francofonia - Louvre sob Ocupação, que se destaca pela criatividade ao abordar o período em que os nazistas invadiram Paris em 1940.

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Quem gosta de filmes de terror, na linha de Invocação do Mal, pode arriscar Quando as Luzes se Apagam, que, no gênero, até prega uns sustos eficientes. 

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E o cinema nacional marca discreta (porém boa) presença com o documentário Lampião da Esquina, cartaz apenas do CineSesc, trazendo a história do pioneiro jornal de conteúdo gay, criado em 1978, durante a ditadura militar.

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  • Em lançamento exclusivo da rede Cinépolis, a animação Barbie — Aventura nas Estrelas traz a personagem-título na missão de salvar as estrelas. Estreou em 18/8/2016.
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  • Ação / Aventura

    Ben-Hur
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    As comparações serão inevitáveis. Embora também inspirado no livro do americano Lew Wallace, o novo Ben-Hur é um épico para as novas gerações e há diferenças consideráveis em relação ao clássico de 1959, estrelado por Charlton Heston e vencedor de onze estatuetas no Oscar. Dotado de uma técnica irrepreensível para fitas de ação (vide seu estupendo trabalho em O Procurado), o diretor cazaque Timur Bekmambetov faz uma combinação de drama familiar, tragédia bíblica e aventura reluzente nesta recente adaptação. A trama, ambientada na Jerusalém do ano 33 d.C., começa mostrando a harmonia entre o príncipe judeu Judah Ben-Hur (Jack Huston) e Messala (Toby Kebbell), seu irmão de criação. A paz, porém, cai por terra quando Messala se une ao exército romano e, anos depois, volta para castigar a família que o acolheu. Entre as memoráveis sequências, há uma batalha naval de impressionante realismo e, claro, a já clássica cena da corrida de bigas. Outro ponto alto é a atuação de Rodrigo Santoro como Jesus Cristo. Entre tantos acertos, contudo, há uma falha quase indesculpável: a falta de carisma e garra do protagonista Jack Huston. Mesmo no papel do “vilão”, Kebbell tem mais presença e versatilidade. Estreou em 18/8/2016.
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  • Comédia dramática

    Esperando Acordada
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    Perrine (Isabelle Carré) é uma violinista cujo trabalho se resume em animar festinhas para crianças e idosos. Solitária e tímida, ela ainda não encontrou sua cara-metade, aos 38 anos. Contudo, sua vida banal sofre uma reviravolta quando ela provoca um incidente que resulta na queda de um desconhecido. No dia seguinte, a trintona entra em desespero ao saber que a vítima está em coma e, a partir daí, fará de tudo para salvá-lo. Com uma protagonista apática e titubeante, por vezes até infantil, fica difícil se identificar com suas dúvidas e receios. A comédia dramática Esperando Acordada ainda apela para um romance nada convincente entre eles. Estreou em 18/8/2016.
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  • O cineasta russo Aleksandr Sokurov foi atrás de uma instigante história para realizar o formidável documentário Francofonia — Louvre sob Ocupação. Conforme aponta o subtítulo, trata‑se do período em que a França (e consequentemente seu museu mais importante) foi tomada pelos nazistas, em 1940. Sokurov conta com preciosas imagens de arquivo e encena com atores como teria sido o acordo entre um agente cultural alemão e o diretor do Louvre para a preservação de seu acervo. Até Napoleão Bonaparte (interpretado por Vincent Nemeth) entra num registro bastante criativo e fora dos padrões convencionais do gênero. Estreou em 18/8/2016.
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  • Nem tudo o que faz sucesso lá fora é capaz de repetir o êxito em terras brasileiras. Isso vale para a comédia Funcionário do Mês, que atraiu milhões de italianos aos cinemas, ansiosos para conferir o mais recente trabalho de Checco Zalone, por aqui um ator desconhecido. O protagonista leva seu nome. Checco está perto dos 40 anos e, solteiro, mora com os pais. O folgado encostou-se num cargo público e não arreda pé nem quando recebe uma proposta de demissão voluntária. Para forçá-lo a sair do emprego, a chefe o envia a lugares remotos para trabalhar. No Polo Norte, Checco conhece e se apaixona por uma cientista norueguesa. Embora tenha belas locações, o filme compila piadas racistas em roteiro sem um pingo de graça. Estreou em 18/8/2016.
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  • Jornalistas e artistas, de São Paulo e do Rio de Janeiro, uniram‑se e enfrentaram a ditadura lançando, em 1978, um pioneiro jornal de conteúdo homossexual. O tabloide durou três anos e a história do Lampião da Esquina é contada no inspirador documentário homônimo. Entre os nomes por trás de textos irreverentes e debochados estavam o do novelista Aguinaldo Silva e o do escritor João Silvério Trevisan. Sustentado em depoimentos reveladores deles e de personalidades como Ney Matogrosso, o filme faz um competente registro cronológico e mostra como as diferenças políticas puseram um ponto final num projeto ousado e inovador. Estreou em 18/8/2016.
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  • O francês Virgil Vernier tem uma carreira de curtas e documentários. Seu primeiro longa-metragem de ficção, Mercuriales, revela o maneirismo do diretor ao fazer um registro de moradores de Bagnolet, na periferia de Paris. Com fotografia granulada, atores não profissionais e figurantes, o filme traz vários personagens (que se perdem no roteiro) e rende-se à trajetória errante da francesa Joane (Philippine Stindel) e de Lisa (Ana Neborac), uma imigrante da Moldávia. Os temas são atuais, mas o formato experimental para abordá-los torna a narrativa mais entendiante do que o dia a dia das protagonistas. Estreou em 18/8/2016.
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  • Sophie (Maria Bello) perdeu o marido, toma antidepressivos e pouco dá atenção ao pequeno filho, Martin (Gabriel Bateman). Para piorar, tem o hábito de falar sozinha, sobretudo no escuro. Ao sentir que a barra está pesando na casa da mãe, a jovem Rebecca (Teresa Palmer) tenta proteger o irmão levando‑o para morar com ela. Quando as Luzes Se Apagam tem a fórmula do terror da nova safra, a exemplo de Invocação do Mal. Se antes o tormento atendia pelo nome de Annabelle, agora o espírito do mal é Diana, uma personagem ligada ao passado de Sophie. Alguns sustos estão garantidos, assim como um desfecho surpreendentemente radical e sem concessão. Se não inova, o filme, ao menos, dá um respiro na mesmice. Estreou em 18/8/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO