Cinema

'Pixels' e 'Carrossel' são as principais estreias

Comédia com Adam Sandler e filme com os personagens da novela infantil entram em cartaz 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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Adam Sandler volta às telas e, desta vez, numa comédia de ficção científica. A mistura é estranha, por vezes não funciona, mas Pixels tem a vantagem de fazer um registro sobre ícones da década de 80 e pode agradar crianças e adultos na mesma proporção. 

Carrossel - O Filme, contudo, tem apenas um público (e bem específico): os fãs da novela infantil do SBT. Outro longa-metragem que também vai encontrar plateias restritas, mas, certamente, leva o destaque da semana é O Sétimo Selo, clássico de 1958, dirigido pelo mestre Ingmar Bergman, retornando aos cinemas em bela cópia restaurada. 

Quem está à procura de um romance à moda antiga, mas antenado no mundo moderno, a pedida é o francês Um Reencontro

Três filmes dispensáveis: o terror A Forca, a comédia francesa O Que as Mulheres Querem e o documentário nacional Campo de Jogo

 

 

  • A fim de mudar de vida, o jovem traficante Alex (Pio Marmaï) decide sair da França e ir para Israel. No enredo do drama, ele vai encontrar dificuldades nos negócios e ficar balançado por um novo amor. Estreou em 23/7/2015.
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  • Documentário

    Campo de Jogo
    VejaSP
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    Filmado em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, o documentário do filho de Glauber Rocha (1939-1981) registra uma partida de ato futebol entre dois times de favelas do Rio de Janeiro. O olhar do diretor foge, claro, do convencional, para honrar a origem paterna. Assim, o filme se arrasta mostrando lances em ângulos inusitados e faz uso de câmera lenta para parecer “artístico”. No fim das contas, é um trabalho pretensioso e de interesse muito, muito restrito. Estreou em 23/7/2015.
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  • A novela infantil, que foi ao ar pelo SBT entre maio de 2012 e julho de 2013, ganha seu primeiro longa-metragem. Deve fazer sucesso porque fã que é fã deve aprovar. Os personagens de Carrossel — O Filme são os mesmos, assim como os atores, mas a sala de aula foi trocada por um acampamento de férias. Para lá rumam a diretora Olívia (Noemi Gerbelli), a faxineira Graça (Márcia de Oliveira) e dezesseis alunos. O dono, Sr. Campos (Orival Pessini), e o assistente dele, Alan (Gabriel Calamari), o “colírio” das meninas, os recebem. Começa aí a aventura? Não! Pelo roteiro raquítico, cenas de pastelão são enxertadas numa história nada empolgante, cujos conflitos se resolvem de modo óbvio e rasteiro. Entre eles está o romance de David (Guilherme Seta) e Valéria (Maisa da Silva), ameaçado pela divisão do grupo para participar de gincanas. O maior problema, porém, leva o nome de Gonzáles (Paulo Miklos). Acompanhado de seu fiel escudeiro (Oscar Filho), esse sujeito asqueroso quer comprar o sítio e, sem sucesso, passa a sabotar a propriedade. O cinema nacional perde, outra vez, a oportunidade de entregar um produto criativo para crianças e pré-adolescentes. A fórmula deu certo na TV e segue aqui pelo mesmo caminho: o filme se vale de piadinhas manjadas, situações românticas extremamente ingênuas e, além de vilões estereotipados, as armadilhas para pegá-los lembram as peripécias de Macaulay Culkin em Esqueceram de Mim, uma fita com mais de duas décadas (!!). A trilha sonora e os números musicais garantem, ao menos, sopros de harmonia. Último alerta: Cirilo (papel de Jean Paulo Campos) e Maria Joaquina (Larissa Manoela), estrelas do folhetim da TV, têm aqui participação igual à dos outros colegas, fato que pode causar certa decepção nos pequenos. Estreou em 23/7/2015.
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  • Na linha “uma câmera na mão e nenhuma ideia na cabeça”, o terror retoma o “estilo” de filmagem consagrado em A Bruxa de Blair (1999) e, desde então, repetido já à exaustão. A trama tem início em 1993 quando, na apresentação estudantil da peça A Forca, um aluno morreu... enforcado (!) no palco. No mesmo colégio, outros estudantes vão reencenar o espetáculo nos dias de hoje. Reese (papel de Reese Mishler) e Pfeifer (Pfeifer Brown) serão os protagonistas. Quem filma tudo, como se fosse um registro real, é Ryan (Ryan Shoos), um chatonildo difícil de suportar por mais de dez minutos. Mesmo enxuto na duração, o filme se esforça para ter clima sinistro, mas afunda-se na mesmice. Estreou em 23/7/2015.
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  • Numa cidade do sul francês, a educadora social Geronimo (Céline Sallette) tenta manter a paz na rixa entre duas comunidades rivais. O caldo entorna quando a bela Nil (Nailia Harzoune), de família turca, foge do casamento com um conterrâneo para se entregar ao jovem Lucky (David Murgia), cigano de origem espanhola. O franco- argelino Tony Gatlif (de Exílios) não esconde a fonte de seu novo longa-metragem. Geronimo tem explícita influência de Romeu e Julieta e visual inspirado em West Side Story (1961), versão musical e contemporânea da obra de Shakespeare. Mesmo emulando trabalhos alheios, Gatlif mantém a fervura de sua filmografia em uma trama passional, de violência crescente e apresentações musicais esfuziantes, que misturam o som árabe ao flamenco. Funciona igualmente o registro sobre a diversidade sociocultural da França. Estreou em 23/7/2015.
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  • Animação

    Pixels
    VejaSP
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    A inspiração de Pixels veio de um curta-metragem homônimo, dirigido por Patrick Jean, em 2010. No filminho de dois minutos, personagens de jogos eletrônicos saem de uma televisão para destruir Nova York. O mesmo argumento existe na nova comédia de Adam Sandler, só que com muitos acréscimos para a trama ter fôlego e estofo a fim de completar a duração de um longa. A história começa em 1982 enfocando a amizade de Brenner e Cooper, adolescentes fanáticos por fliperama. Nos dias de hoje, Cooper (Kevin James) virou presidente dos Estados Unidos enquanto Brenner (Sandler) faz instalação de televisores e afins. Os amigos ainda se dão bem, mas, por causa das profissões, se separaram. Algo, porém, voltará a reuni-los. A Terra está sendo invadida por personagens dos games da década de 80, como Pac-Man e Centopeia, e Brenner, um nerd desde criança, pode ser capaz de liderar uma batalha. Pixels vem da produtora de Sandler, e um dos roteiristas, Tim Herlihy, assinou vários trabalhos do ator, a exemplo de O Paizão e Gente Grande 2. Ou seja: o terreno pisado é conhecido. Como de hábito, o personagem de Sandler tem a fala mansa, o olhar carente, a malícia com as mulheres e, menino em corpo de adulto, consegue conquistar a fdelidade da molecada. Mas Pixels revela algo bem melhor na brincadeira espirituosa e esperta com ícones dos anos 80, representados por uma cantora pop ou um seriado de TV. Além de repleta de referências (algumas delas seletivas), a fita se segura em efeitos visuais propositalmente ingênuos, na intenção de entrar no espírito da coisa. Por mais que a mistura “comédia de Adam Sandler” e “filme de invasão extraterrestre” não dê liga, Pixels garante uma porção de risadas em clima de deliciosa nostalgia. Estreou em 23/7/2015.
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  • Também atriz da comédia francesa, Audrey Dana estreia como diretora de um longa-metragem com um registro abominável do universo feminino. Mulheres histéricas, que traem ou são traídas, participam de situações na beira da vulgaridade. Pouca coisa se salva, como a relação de crescente amizade entre uma executiva prepotente (Vanessa Paradis) e sua traumatizada assistente (Alice Belaïdi). Há muitas personagens em tramas ora improváveis, ora em tom exagerado, resultando em um retrato forçado e sem graça dos relacionamentos. Estreou em 23/7/2015.
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  • Romance / Drama

    Um Reencontro
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    A diretora francesa Lisa Azuelos foi revelada na comédia dramática Rindo à Toa (2008), que ganhou até uma refilmagem americana (Lola), feita por ela mesma. Em registro leve, curto e simpático, a cineasta volta às relações amorosas. A trama de Um Reencontro traz o dilema de Elsa (Sophie Marceau) e Pierre (François Cluzet, de Intocáveis). Escritora, divorciada e mãe de uma adolescente, a quarentona evita qualquer tipo de envolvimento com homens casados — e gosta de deixar isso bem claro. O peixe, contudo, morre pela boca quando Elsa se encanta com o advogado Pierre — e vice-versa. Rolam um clima, troca de olhares, identificações e química. Embora tenha um casamento estável, ele não resiste a passar infalíveis cantadas em sua nova paixão. Realizadora e roteirista, Lisa mantém-se antenada com as conexões tecnológicas do mundo moderno rendendo-se, porém, a um romance à moda antiga. Estreou em 23/7/2015.
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  • Paladares mais refinados têm muito para comemorar. Do mestre sueco Ingmar Bergman, O Sétimo Selo inaugura uma nova sessão no circuito Espaço que, em parceria com a Zeta Filmes, vai reprisar grandes clássicos em cópia restaurada — o próximo título deve ser A Doce Vida, de Fellini, em agosto. A história, também escrita por Bergman, se passa no século XV e fagra um cavaleiro (Max von Sydow) de volta das Cruzadas. No encontro com a Morte (Bengt Ekerot), ele propõe um jogo de xadrez para ganhar tempo. A esplêndida fotografia em preto e branco sustenta um registro medieval em que a Peste Negra domina um cenário desolador, uma mulher é condenada à fogueira por falar com o demônio e, entre moribundos e traidores, o protagonista questiona a existência de Deus. Quase sessenta anos após sua realização, o filme não perdeu o impacto visual, uma das marcas registradas de Bergman naquela época. Reestreou em 23/7/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO