Cinema

'Perdido em Marte' é uma das estreias da semana

Na ficção científica dirigida por Ridley Scott, o ator Matt Damon interpreta um astronauta abandonado no planeta vermelho

Por: Veja São Paulo

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Cinco filmes chegam aos cinemas da capital nesta quinta (1º). A ficção científica Perdido em Marte, de Ridley Scott, conta como um astronauta sobrevive no planeta vermelho, criando alternativas mirabolantes, depois de ser deixado para trás pelos colegas da Nasa.

O chileno O Clube, de Pablo Larraín, é um contundente drama contra os abusos da Igreja Católica. Em tom cômico, o francês O Preço da Fama relembra a curiosa história de dois imigrantes que sequestraram o corpo de Charlie Chaplie na Suíça.

Confira as salas e os horários:

 

  • O diretor chileno Pablo Larraín vai direto ao ponto em O Clube: ao enfocar a rotina de padres num centro de penitência, deixa claro como a Igreja Católica está doente. No local, que mais parece uma colônia de férias para idosos, quatro sacerdotes acusados de crimes como pedofilia e homicídio vivem numa boa: bebendo à noite, jogando cartas e apostando em corridas de cães, de olho no dinheiro que as disputas podem render. Quando sobra tempo, eles rezam. Todos escondem passados terríveis, revelados apenas quando um religioso mais jovem (Marcelo Alonso) chega para botar ordem na casa. Mas até que ponto ele não será corrompido pela hipocrisia e pela perversidade dos outros? Aumenta a tensão em torno do abrigo a presença constante de uma das vítimas de abuso. Larraín não alivia e faz uma crítica perturbadora de um tema tabu, normalmente escondido debaixo da batina. Estreou em 1º/10/2015.
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  • Ação / Aventura

    Perdido em Marte
    VejaSP
    4 avaliações
    Se for para encarar Perdido em Marte como uma ficção científica brincalhona, assumindo que o protagonista tem um pé do MacGyver e o outro de Robinson Crusoe e está ali para divertir a plateia, temos uma aventura espacial prazerosa. Mas será que estar sozinho num planeta distante da Terra é tão fácil assim? Preocupado em suavizar a narrativa, o diretor Ridley Scott (de Blade Runner e Alien) não mergulha na agonia de Mark Watney (interpretado por Matt Damon), um astronauta abandonado em Marte durante uma missão liderada por Melissa Lewis (Jessica Chastain). Após uma tempestade de areia e um acidente, ele é dado como morto pelos colegas da Nasa, que retornam à Terra. Como sobreviver num lugar sem as condições básicas? Tão solitário quanto Tom Hanks em Náufrago, Watney tem ideias mirabolantes como usar as próprias fezes para fazer adubo e, dessa maneira, cultivar batatas e aproveitar um crucifixo para criar fogo. Tudo num clima alto-astral, como se o exílio forçado não o afetasse psicologicamente. A tensão só aparece (ao espectador e ao protagonista) quando, num balé espacial espetacular, a tripulação volta para tentar resgatá-lo. As piadas em excesso (algumas fora de hora) e o jeito engraçadinho dos personagens, com tiradas espertas em situações-limite, esvaziam o drama inerente ao herói esquecido. Isso não tira o mérito da fita, que oferece à plateia imagens deslumbrantes em 3D. Detalhe: o fato de Perdido em Marte ser lançado na semana em que a Nasa anunciou a descoberta de água no planeta vermelho, coincidência ou não, serve como uma propulsão e tanto. Estreou em 1º/10/2015.
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  • Sim, A Possessão do Mal é mais um filme de terror que envolve um corpo tomado pelo demônio. A premissa, convenhamos, não é original, tampouco a opção de usar câmeras amadoras, em nome do realismo, para registrar fenômenos sobrenaturais. Mesmo assim, o diretor David Jung garante alguns sustos de arrepiar a espinha. A história é manjada: Michael King (Shane Johnson) é um pai de família cético (o alvo preferido) e atormentado pela morte da esposa. Ele resolve desafiar as forças malignas e se coloca como cobaia da própria experiência. Enquanto não está trancado em casa, na companhia da filha (Ella Anderson), Michael visita padres, médiuns e enfrenta rituais satânicos, agindo como um caçador de mitos. O desfecho, claro, não é dos melhores. Estreou em 1º/10/2015.
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  • Comédia dramática

    O Preço da Fama
    VejaSP
    Sem avaliação
    Três meses depois da morte de Charlie Chaplin, ocorrida no Natal de 1977 em Vevey, na Suíça, dois imigrantes pobres (um búlgaro e um polonês) decidiram ir até o cemitério onde ele estava enterrado, furtar o caixão com o corpo do comediante e pedir um resgate à família. Essa história verídica, mas quase anedótica de tão inusitada, serviu de inspiração ao diretor francês Xavier Beauvois (de Homens e Deuses) em O Preço da Fama. Apesar de se apoiar nas informações fornecidas pela polícia suíça, o cineasta não se preocupou em fazer uma reconstituição fiel do crime, mas acertou o tom ao criar um saboroso conto tragicômico. No papel do espertalhão Eddy, o ator Benoît Poelvoorde atua como se evocasse a cada cena os personagens vagabundos de Chaplin. Ele sai da prisão e vai morar na casa do amigo Osman (Roschdy Zem), que divide a atenção entre a filha (Séli Gmach) e a mulher (Nadine Labaki), prostrada numa cama de hospital. Ao verem o noticiário da morte de Chaplin pela TV e se darem conta de que os parentes moram numa mansão nas redondezas, os dois colegas planejam sequestrar o corpo do famoso ator. Seria, para eles, a chance de sair da penúria. Mas, de tão amadores, mal conseguem engrossar a voz no telefone para pedir o resgate. De patacoada em patacoada, Xavier filma a trama como uma bela (e estranha) homenagem a um dos maiores astros do cinema. Estreou em 1º/10/2015.
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  • Versão transportada para os cinemas da série de TV protagonizada por Paulo Gustavo, Vai que Cola é uma comédia desleixada, que parece ter sido feita às pressas, com piadas requentadas e atuações que pedem a todo custo uma gargalhada do espectador. Ainda bem que o próprio Paulo Gustavo tira sarro do filme, fazendo autocrítica entre uma cena e outra, o que, no entanto, não é capaz de salvar a trama. Ele interpreta Valdomiro, sócio de uma companhia de engenharia que se mete em falcatruas, perde a cobertura no Leblon e vai parar numa pensão no Méier. No local, moram Dona Jô (Catarina Abdalla), a dona do pedaço, o espalhafatoso Ferdinando (Marcus Majella), que adora se vestir de mulher, um casal de conveniência (Emiliano D’Ávila e Samantha Schmütz) e as amigas Velna (Fiorella Mattheis) e Terezinha (Cacau Protásio), além de Wilson (Fernando Caruso), o faz-tudo do subúrbio. Por meio de mais uma malandragem, Valdomiro consegue reaver o luxuoso apartamento e levar, a contragosto, toda a turma para desfilar de grã-finos no Leblon. Estreou em 1º/10/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO